Sobre fotos nuas, Jennifer Lawrence, eu e você.

Ontem, domingo, eu tava passeando pelo twitter pra pedir pros amigos mandarem frases aleatórias e nonsense pra eu gravar um vídeo com outros amigos em Curitiba. Qual não foi minha surpresa ao me deparar com a timeline em polvorosa. Fotos nuas da Jennifer Lawrence haviam vazado. Dela e de outras tantas celebridades. Todas mulheres, claro.

Engraçado que quase sempre que fotos nuas vazam, de maneira não autorizada, são de mulheres, não de caras. Coincidência? Acho que não. Mas vamos começar do começo.

Enquanto metade da minha timeline se dividia entre achar que era invasão e “fica tranks, J law, cê é mó gata” e isso passa, a outra metade replicava as fotos, o que eu acho BEM babaca.

Mas aí esse episódio sempre desperta o que há de mais podre no ser humano: a vontade de se sentir superior, melhor, ao julgar a conduta PESSOAL alheia. Tipo “tô cinco casas há mais que você no Jogo da Vida porque não faço essas coisas”.

“Mas se não quisesse que vazasse, era só não tirar, ninguém mandou tirar foto, agora aguenta”. Ué, ninguém mandou você ser idiota e ter essa opinião machista, mas você tá tendo… Entao parece que não é bem por aí.

Tem uma única coisa que é muito simples e muito importante nessa história toda e que não sei como as pessoas ainda não entenderam (o que sempre me faz questionar se a gente tá mesmo no seculo XXI ou se estamos no XIX): errado não é quem tirou essas fotos. Errado está quem PUBLICOU as fotos sem consentimento.

Simples assim. Se eu, você, sua vizinha, sua amiga, a Jennifer Lawrence ou a Meryl Streep se sentiu linda e gata e quis eternizar aquele momento, qual o maldito problema? Alias, eu acho isso lindo.

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Vou ser bem sincera: eu nunca me senti bem com meu corpo a ponto de querer fazer uma foto assim. Por isso acho massa quando outras meninas se sentem, já que é TÃO difícil você se amar e amar seu corpinho nessa sociedade com padrões tão errados e esdrúxulos de beleza.

Então se ela ou qualquer outra pessoa estava se amando e se gostando tanto pra tirar foto pra ela ou pra alguém que ela julgava especial naquele momento, que lindo. Vida dela, escolhas dela.

Isso não é nem de longe um problema. É uma vitória. É um “eu me acho gostosa e linda e poderosa sim”.

Errado, senhoras e senhores, é alguém querer fazer disso algo público, quando era algo íntimo, pessoal. Pra ela e só ela. Ou mais alguém que ela escolheu. Não o mundo todo. E isso é escolha DELA E SÓ DELA.

Errado, senhoras e senhores, é alguém querer usar isso como forma de humilhação ou de vingança. Expor a pessoa pra fazê-la se arrepender amargamente de ter se amado tanto a esse ponto e amado tanto outra pessoa a esse ponto. Revenge porn é uma das coisas mais comuns e uma das mais absurdas. O que nos leva a outra questão.

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Errado, senhoras e senhores, é vocês julgarem a vítima, culparem a vitima, e não aquele que tornou publico algo que era pessoal.

É o mesmo raciocínio de quem culpa a vítima pelo estupro, e não o estuprador.

Não há nada de errado com quem tira fotos nuas.

Mas há algo de muito errado e podre numa sociedade que acha que é ok humilhar alguém por algo feito em caráter pessoal e íntimo e culpar essa pessoa, e não quem espalhou essas fotos. E quem continua espalhando, sendo com um simples rt na timeline do twitter.

Há algo de muito podre e errado numa sociedade que julga uma mulher por tirar fotos nuas, enquanto um cara não passa pelas mesmas coisas. Enquanto vazar fotos nuas de uma mulher é usado como vingança e humilhação, me pergunto se alguma vez um cara passou pelo mesmo. Enquanto a mulher é vista como vadia e burra, o cara provavelmente vai ser elogiado, ou passado em branco. Alias, cês já viram casos de caras tendo suas fotos expostas e isso ser um problema? Pois então.

Nós temos uma dificuldade imensa em achar ok algo que pra nós não é ok, com o qual a gente não se sente bem. E aí a gente quer humilhar o outro pra nos sentirmos melhor. Mulheres (e homens) que julgam a Jennifer Lawrence e qualquer outra garota na mesma situação o faz, principalmente, porque não consegue lidar direito com seu próprio corpo e sexualidade. Não consegue se amar e se curtir e se achar gostosa pra dedéu sem roupa e ai quer inferiorizar e massacrar e julgar e xingar qualquer ser humano do sexo feminino que ouse se sentir bem consigo mesma. E isso ta muito errado.

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Tá muito errado, mesmo, essa cultura que a gente tem de demonizar o corpo feminino. De torná-lo algo sujo, pecaminoso, do qual a gente tem que ter vergonha. O qual a gente tem que esconder. É só um corpo, amigos e amigas. Peitos, todas nós temos. Bundas, idem. Todo ser humano feminino tem as mesmas coisinhas, e não há nada de errado numa mulher que gosta dele. E quer mostrá-lo, seja em caráter pessoal ou público. Seja numa roupa apertada ou numa nude pro namorado ou pra ela mesma.

A gente deveria aprender duas coisas: que se alguém ta se sentindo bem a esse ponto, que massa.  Que quem tá errado é quem publica fotos assim. Quem trai a confiança que alguém depositou nele (ou nela) ou quem hackeia arquivos de alguma maneira e distribui as fotos. O mundo precisa PARAR de culpabilizar a vítima (nisso ou em casos de estupro ou de violência de qualquer teor).

Porque um dia pode ser a gente. Ou alguém que a gente ama. E não vale falar que dessa água não beberei. A gente não sabe o dia de amanhã. A gente não sabe do futuro e a gente não sabe da vida do outro. A vida do outro e as escolhas pessoais do outro são dele. Só dele. Não cabe a nós julgar ou achar isso ou aquilo. Mas cabe a mim, a você e a todas nós mulheres nos unirmos e nos protegermos. E sermos solidárias com os perrengues de outras mulheres, com as lutas e dificuldades que elas passam e que nós podemos um dia passar. E mostrarmos que estamos lá pra elas, pra quando elas precisarem. Que a internet e a sociedade podem ser podres e monstruosas, mas nós, mulheres, nós, nos ajudamos. Nós nos protegemos. Nós cuidamos umas das outras. E é assim que tem que ser.

Bisous e boa semana pra gente,

coracao

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Vem comprar minhas coisinhas no Enjoei, vem!

Não falei que ia ter lojinha nova? Pois então! São uns 50 itens, entre roupas e acessórios (tem bolsa, sapato e bijoux), tudo muito belo e bem cuidado :) Aliás, têm algumas peças que usei uma ou nenhuma vez, só fiquei paquerando no cabide sem coragem pra usar :( Agora essas coisinhas podem fazer parte da vida de alguém, eba!

Pra quem não sabe, eu fiz uma ano passado e foi a coisa mais legal do mundo! Amei de verdade, vendeu bem, o pessoal gostou e o Enjoei teve o maior esmero e carinho pra cuidar de tudo. Tanto que voltei! E a lojinha faz parte do projeto Pé de Meia II #poupanoelle, e todo o dinheirinho que entrar vai direto pra poupança, eba!

Pra entrar direto, é só clicar na imagem aqui embaixo!

banner_blog_noelle(tem purpurina nesse banner, como lidar? <3)

Acho que os preços estão bem variados, né? Tem coisas bem baratinhas e algumas, mais especiais, com um preço mais carinho. Mas nada absurdo, juro!

Fiz aqui um TOP 3 (sofri, porque afinal, gosto de muita coisa, mas tá na hora delas viverem outras vidas haha) das minhas peças:

Captura de Tela 2014-08-28 às 02.12.25Esse vestido da Têca é um tesouro! <3

Captura de Tela 2014-08-28 às 02.12.10esse é da Farm e é muito chique-fresquinho-artsy

Captura de Tela 2014-08-28 às 02.13.52botinha cheia de brilho, muito boa praquela ida à padaria hihihi

E aqui um videozinho pra vocês entrarem no clima!

Espero que cês gostem, aproveitem e façam compras conscientes! E depois me conteeeem!

coracao

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Sim, como uma menina.

Quando eu era jovenzita, com uns 12 anos, aprendi o que significava ser uma menina. Aprendi, nessa idade, que “ser uma menina” e “agir como uma menina” era o que minha família e a sociedade queriam, mas que se eu quisesse ser levada à sério pelos meus amigos – e até pelos professores, eu deveria agir como eles, como um cara, como um homem. Desde essa idade eu tive mais amigos meninos, gostei de desenhos “de meninos”, tive conversas “de meninos”, bebi bebidas de “meninos”, tive atitudes “de meninos” e  e por aí vai.

 Eu fui uma menina que por muito tempo teve vergonha de agir como uma menina. Nem maquiagem eu passava, já contei isso em algum post. Na adolescência eu só usava calça, camiseta e tênis. Pouco ou nenhum rastro de “meninice”. Tanto que até hoje minha família fica comentando coisas tipo “quem te viu, quem te vê!” quando me vê.

Não sei direito quando eu entendi que isso era uma tremenda de uma bobagem. Não sei se foi quando eu entrei na faculdade ou se foi na minha primeira aula de antropologia & gênero, não sei se foi no ensino médio, irritada com esse tipo de comentário, só sei que aos poucos fui parando de falar expressões tipo “coisa de mulherzinha” ou “deixa de ser menininha”.

E esses dias, numa reunião familiar, fiquei de olho nas crianças da família, especialmente nas meninas. E reparei como elas passam pela mesma coisa que eu passei quando estão no meio dos garotos. Querem eliminar qualquer rastro de feminilidade, querem fazer parte, querem “agir como um menino”. E de como ao mesmo tempo a família quer que as garotas tenham determinados comportamentos “de menina”.

“Não corre, você é uma mocinha!”. “Menina não senta de perna aberta!”. “Que isso, menina, gritando desse jeito? Menina não grita!”. “Mas você é uma menina, não tem que ficar brincando de lutinha”. “Por que você não vai brincar com a sua prima, que é menina?”.

Não se nasce mulher, torna-se mulher“, disse Simone de Beauvoir, numa frase que nunca vou esquecer. A gente aprende tudo isso, desde que botamos nosso delicados pézinhos “de menina” no mundo. Ou você nunca reparou como grande parte do nosso comportamento (e do comportamento dos nossos amigos, primos e irmãos) vem ao lado de uma palavrinha definidora de gênero?

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Menina fala baixo, anda devagar, senta de perna cruzada, come devagar, não sua, não suja a roupa, não faz bagunça, lava a louça, gosta de boneca (sendo que ninguém experimentou dar outra coisa pra ela quando era mais criança…), gosta de brincar de casinha e de mamãe, pode sonhar que vai casar, mas não pode namorar antes de tal idade que o papai vai dizer qual é (mas o irmãozinho pode ser garanhão com a idade que quiser…), gosta de maquiagem, roupa e sapato e não gosta de ação, de engenharia e de fazer força. Ajuda a mamãe em casa e espera o papai chegar do trabalho. Foi isso que eu aprendi quando era criança, com a família (minha ou de outras pessoas) ou na escola. Eu não nasci assim. Não nasci com vontade de casar e ter uma família e cozinhar pro meu marido. Mas muita gente quis enfiar na minha cabecinha em formação de que eu queria sim, isso. Quiseram colocar na minha cabecinha o mesmo que colocam na cabecinha das minhas primas agora. Que não importa se ela está se divertindo com os primos, ela não deveria estar correndo em volta da casa, porque isso não é coisa de menina. Melhor ela ficar sentadinha (com as pernas cruzadas) do lado da mãe, enquanto vê os primos suarem e gritarem e se esbaldarem de tanto correr e se divertir e gritar e gastar essa energia de criança.

E assim, desde pequenininha, somos ensinadas que “como uma menina” é sinônimo de fragilidade, delicadeza e inferioridade, enquanto “como homem” (ou como menino) é sinônimo de força, de coragem, de bravura. E de superioridade. E quando crescemos um pouquinho, entendemos que “como uma garota” é humilhante. Aliás, aprendemos que devemos agir/parecer como uma garota, mas pensar “como um homem”, se quisermos ter sucesso ou sermos respeitadas no trabalho. OI?

like-a-girlimagem livremente alterada por mim, haha

Mas não é. Não tem que ser. Agir como uma menina deveria ser simplesmente fazer o que você quiser fazer, da melhor maneira que conseguir. Dar o seu melhor, ir fundo, não desistir, correr atrás. Deveríamos ensinar isso as nossas meninas que estão crescendo. E àquelas já mais velhas, que acreditam nesses conceitos. A gente tem é que se apegar a outros conceitos. Coisas tipo menina de verdade não se deixa inferiorizar, menina que é menina ajuda e dá apoio as outras meninas e não compete uma com a outra, menina de verdade não deixa que um cara diga o que ela pode ou não fazer, menina que é menina faz suas próprias escolhas. Menina de verdade não precisa “agir como um homem” pra nada. Menina que é menina sabe que tem sim, poder. Agir como uma menina, ser uma menina, uma mulher, não é, em sentido nenhum, nem biológico, nem social, nem cultural, ser inferior.

Aja como uma menina e mostre pro mundo que você pode tudo o que quiser, seu sexo biológico não diz nada a respeito das suas capacidades. A gente age como meninas todos os dias das nossas vidas. E temos o maior orgulho disso. Ser uma garota é maravilhoso.

Bem que a gente poderia ensinar isso pras nossas meninas ;)

Assisti ontem a esse vídeo da Always e achei o timing meio cósmico haha! É lindo e emocionante. E triste. Mas eu acredito, de verdade, que a gente está tentando mudar isso. E se você não está, que tal começar? ;)

Beijos de uma menina,

Stephanie Noelle

coracao

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Araras, por favor!

chezmoi

Quando mostrei um pouquinho do meu antigo apartamento pra vocês, contei como amava araras, né? Já achava uma graça, que trazia uma informação diferente pro quarto, e aí onde eu mudei o armário era minúsculo. Do tipo “duas mini portas”, então era também uma necessidade.

Aí nesse meu novo apartamento o guarda-roupa é bem grande, mas eu continuei querendo ter arara. Até rouba um espaço que eu podia usar pra outra coisa, mas não tem jeito, eu adoro! É um charme! E uma mão na roda na hora de ver as roupas que temos ou separar os looks da semana pra facilitar, ou colocar só um tipo de roupa (tipo todos os vestidos, todas as saias, todas as roupas de festa haha, etc). E pra quem tem pouco espaço no guarda-roupa ou no quarto em geral, é uma ótima alternativa! Não é nem de longe caro quanto um guarda-roupa, e pra ser sincera, não gosto muito daqueles de MDF, todos fechadões, pra mim falta alguma coisa ali! haha

Mas aí minha antiga arara era bem grandona, tinha 1,50m, e tava ocupando um espaço meio exagerado no quarto, além de estar um tanto quanto velhinha. Resolvi comprar outra, mais compacta  e mais bonitinha, e dei uma pesquisada na Tok Stok, na Oppa, em sites especializados em araras, e acabei comprando na Tok Stok, por indicações de amigos. Não achei barata, mas a achei bem resistente – e bela!

Quando eu comprei, coloquei uma mistura de saias e vestidos, mas aí quando o Enjoei veio (minha lojinha entra quinta, aha-uhu!), botei lá tudo o que ia ser vendido e ainda não decidi se vou colocar agora só os vestidos, se os looks da semana… Também quero melhorar como os sapatos estão embaixo e decorar melhor as laterais. Mas tô amando :)

Quanto a poeira, eu tô sempre mexendo nela, mas vale uma vez na semana tirar as roupas e dar uma arejada nelas.

arara da stephanie

Assim que eu decidir como deixá-la, faço um videozinho mostrando pra vocês. Assim como o tour do quarto, que já já eu gravo :D

E aí separei algumas das minhas inspirações, tanto da arara em si, quanto do que fazer ao redor dela, pra deixar o quarto com a nossa carinha, né?

0d564ef1c56ebe86c1e651a75a909feeadorei que ela acoplou uma sapateira embaixo da arara, pra deixar organizado

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26b494f9376903aa8f0152482f23fff0além da arara, olha que ideia boa pra colocar os sapatos naquele móvel lateral!

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81cacf3c901b40db948c75d72943d330

91c4908c5ed4b6aec2576548e5c38107queria poder pintar meu quarto assim, todinho de branco <3

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f82ef927b86ff213842ebc0c16cbf6a0queria a parede junto…

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e0725fbcaf247e0a254d7b154a0a6b7a_thumbuma das minhas preferidas de ficar olhando, haha

Espero que tenham gostado e se inspirem :)

E quem tem arara, me conta o que acha, como organiza, etc!

Bisous e até quinta, com tudo sobre a minha lojinha no Enjoei! (ps: pra quem quiser entender, fiz uma ano passado e o post está aqui).

coracao

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Chez Noelle TV: Tag “Os anos 90″ com a Helô Dela Rosa

Tava muito ansiosa por esse post! Eu e a Helô estávamos tentando gravar juntas há milênios, e a gente nunca conseguia. Mas esse dia chegou, eee!

Se vocês ainda não conhecem o blog dela, façam o favor de visitá-la! A Helô é uma amiga muuuuito querida e a gente se conheceu do jeito mais maluco. Mas isso a gente conta no vídeo que gravamos pro canal dela, que vocês podem ver aqui!

Espero que vocês gostem do vídeo, a gente se divertiu muito respondendo :D

Bisous!

coracao

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Pra embalar a semana!

Tô ou não tô muito musical esses tempos? Sou muito ligada com música, amigues. Todo o tempo tô ouvindo alguma coisa, mas não sou dessas que se empolga em descobrir bandas obscuras da Islândia ou a próxima banda que vai tocar no festival indie no Brasil, isso é muito mais a cara do David, que descobre e me mostra haha. Eu já adoooro um mainstream, rs!

E aí que hoje eu quero compartilhar dois dos meus preferidos dos últimos tempos, que revezam no meu iTunes.

A primeira muuuuito provavelmente vocês já conhecem, mas o outro é menos conhecido – e muuito mais novo.

iggy_abreEu ouvi Fancy pela primeira vez naquela lip sync battle do Jimmy Fallon com a Emma Stone e a música grudou na minha cabeça de uma tal maneira, que nunca mais saiu. Daí uns dias depois, voltando pra Mogi de carona com amigosamigos, o Fer colocou a tal da música e pronto, comprei na hora no iTunes e comecei a me viciar na Iggy.

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Eu AMO várias coisas sobre ela: uma mulher que faz rap (não que ela seja a única, mas isso já é um ponto positivo pra mim), o fato dela ter uma beleza exótica e um corpo fora dos padrões e não tentar esconder isso, pelo contrário (ela tem um super quadril e um super bumbum, e acentua bastante na roupa, não tá nem aí, não fica querendo esconder ou fazer parecer menor), o fato dela ter saído da cidade pequena dela na Austrália pra ir em busca dos sonhos aos 16 anos, sozinha, sem lenço e nem documento. Tudo isso, muito legal e tal, mas a música dela é realmente boa!

A que eu mais amo de todas é Work, seguida de Fancy, Walk the Line e Black Widow. E Problem, a música da Ariana Grande em que ela faz uma participação e que é ótima também! E as letras? São todas muito empoderadoras e com mensagens de ir atrás do que a gente quer. Iggy, quero ser sua amiga!

ps: fiz um playtlist pra ela e pro Troye, pra não ficar um monte de vídeos no post. Mas as músicas estão todas aí!

Cês repararam na quantidade de referências aos filmes do Tarantino?  Mais um motivo pra eu amá-la #muitofãdoTarantino! Black Widow é muito Kill Bill, muito mesmo, e em Work tem uma das minhas cenas preferidas do cinema, a lap dance de À Prova de Morte. <3 <3 <3

Além disso, eu estou obcecada nas maquiagens que ela usa, alternando entre batons ultra vibrantes ou um make mais iluminado. E posso falar? Ela é muito chique! De um jeito muito próprio e que tem a ver com ela. Eu acho isso o máximo, a pessoa não ter que vestir isso ou aquilo pra se encaixar no que a galera acha que é legal. Ela usa o que gosta, do jeito dela, e fica impecável.

Já li que ela é meio controversa nas entrevistas, meio polêmica (ela meio que desdenhou dos Beatles, minha banda preferida no universo), mas eu prefiro artistas assim, do que aqueles que têm zero personalidade. E isso ela tem de sobra!

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O outro é o Troye Sivan, um menino lindo que até ontem era só um garoto muito popular no YouTube, que fazia uns vídeos engraçadinhos e muitos covers, de dentro do quarto dele. Hoje ele é um menino que acaba de lançar seu primeiro EP , TRXYE, que tá entre os mais baixados do iTunes e não para de subir!

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A música de estreia dele chama Happy Little Pill, que ele fez pra um amigo que estava com depressão. É uma música linda e o estilo que ele faz é bem diferente do que eu esperava de uma celebridade adolescente do YouTube. Achei que tem muito sentimento, muita profundidade e as músicas são bem intensas, não tem nenhuma que eu tenha achado bobinha.

E fora que é muito legal quando pessoas normais, sem costas quentes na indústria, conquistam seus sonhos. Bom, cês me conhecem, então já tão acostumadas com a minha predileção por histórias inspiradoras. Claro que o fato dele ter o canal foi, provavelmente, primordial, mas ambas as coisas – a música e o canal – são fruto do esforço dele, e eu valorizo muito isso, sempre gosto mais da pessoa hahaha.

O EP tem 5 músicas, e eu acabei comprando na pré-venda, mas essa semana já liberaram todas as músicas. Eu amei todas, já tô cantarolando sozinha em casa haha! Uma delas, a The Fault in Our Stars, ele lançou antes do EP, inspirado pela história do livro, mas quando resolveu gravar o vídeo, na casa dele mesmo, fez tanto sucesso que ele entrou em contato com o Princess Margareth Hospital Foundation, uma fundação-hospital que cuida de crianças e jovens com câncer, gravou o clipe lá e, olha que máximo, fez com que toda a renda obtida com a venda desse single fosse revertida pra esse hospital!

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Espero que gostem :)

Bisous e até daqui a pouco!

coracao

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Os favoritos de Julho!

A primeira (e até então última haha) vez que fiz favoritos foi em vídeo, mas tô preferindo, por enquanto, fazer as coisas em post, até eu entrar no ritmo (ragatanga) da edição de vídeos. Tenho vários vídeos gravados já, que eu preciso editar, então não queria fazer mais um e passar na frente ou ficar perdido esperando eu ter tempo hábil pra isso.

E aí como às vezes eu me empolgo demais com muita coisa, resolvi limitar e ao invés de falar de todos os meus queridos do mês, falar do dos meus dez mais mais xodós daquele mês.

favoritosjulho2

Perdoem a falta de números na foto. Esqueci de colocar quando editei a foto e, no momento em que estou escrevendo, uso o computador da minha mãe, pois vim pro interior e fiz o grande favor de esquecer o meu em casa. Veja se há cabimento nisso! hahaha

Enfim, vamos aos produtos?

1. Shampoo Color Extend Magnetics, Redken

Desde que virei ruiva (post a caminho, mas quero gravar vídeo também, então calma haha) minha rotina capilar não deu um salto. Ela deu um duplo twist carpado daqueles bem difíceis que só a Daiane dos Santos era capaz de fazer. E tenho usado esse shampoo quase toda vez que lavo. Eu gosto muitão da Redken e tenho notado que meu cabelo não desbota tão rápido quanto todo mundo me disse que iria desbotar, e acho que esse shampoo tem ajudado. Fora que tem cheiro delícia e limpa sem deixar ressecado, o que é um desafio pra quando a gente pinta, né?

2. Hidratante para banho Milk, Nivea

Tenho amado hidratante de banho! É muito prático e o resultado é muito bom, porque te deixa hidratadinha, mas sem aquela sensação de melado, que alguns hidratantes têm. Fora que adoro usar no banhho pra prolongar aquela sensação de banho-spa haha. Sabe quando você teve um dia muuuito cheio e muuuito complexo e você só quer cuidar um pouquinho de você? Então, adoro! E é bem acessível esse, custa uns 12 reais no supermercado :)

3. Capture Totale Dream Skin, Dior

A gente recebeu lá na Glamour, e estou muito viciada. O porém é que é um produto bem caro (R$ 420 na Sephora, ouch!), mas fora isso, tenho gostado muitão. Ele é um desses produtos que fazem um pouco de tudo pela pele: corrige manchinhas, melhora a textura da pele, dá uma diminuida nas linhas finas… E o que mais gosto é que ele tem uma função meio primer, então você passa e ele já deixa sua pele como se tivesse passado um BB Cream beeem levinho. Dá um up instantâneo, por isso eles sugerem que você use de dia, pra poder aproveitar esse benefício e usar menos ou nada de base :) Ultimamente eu tenho ido trabalhar vários dias sem maquiagem, numa mistura de falta de tempo e vontade de deixar minha pele respirar, e só passo ele, mais nada (e protetor!).

4. Demaquilante Toleriane Dermo-Nettoyant, La Roche-Posay

Meu demaquilante preferido da vida, até hoje! Recebi esse da La Roche, bem na época em que estava sofrendo pra encontrar um demaquilante que não irritasse a minha pele. Eu estava gravando os promos da Phebo, pra Glamour (todos os vídeozinhos estão no canal do Youtube da Glamour), e precisava fazer e tirar 3 maquiagens por dia, o que irritou a minha pele num nível nunca dantes visto, nem quando eu tomava Roacutan. Vou falar mais desse episódio em outro post, mas o resumo da Ópera é que ele me salvou. É cremosinho, mas é realmente suave, não machuca e não resseca. Eu já tô sofrendo porque ele tá acabando, como lidar?

5. Base Liquid Halo FPS 15, Smashbox

Eita base maravilhosa, nossa senhora! Ela tem um tecnologia que é sensível à luz e cria um efeito luminoso muito belo na pele. E ela não cobre sua pele como uma massa corrida, mas transparece como ela realmente é, sabe? Não sou boa de explicar isso, mas a cobertura dela é boa, mas não é grossona. E eu valorizo muito isso na pele

6. Balm Rêve de Miel, Nuxe

Tenho a impressão que já falei dele por aqui, mas é que é queridinho meeeesmo! A primeira vez que usei foi quando fui pela primeira vez pra Paris, e a vendedora me apresentou. Desde então, toda vez que vou, trago outro potinho. Devo ter uns quatro, e minha mãe também ficou amando, trago até pra ela. Gosto porque tem um cheiro dos deuses, a textura é mais firmezinha, e ao contrário da maioria dos balms, ele não tem acabamento meio glossy, ele é mais opaco, mas hidrata muito!

7. Gel de Banho The Olive Branch, Lush

Ahhhh que delícia de gel de banho. Aliás, já declarei por aqui meu amor pela Lush? Pois bem, virou minha marca de cosméticos preferida. E esse gel tem um cheiro de outro mundo. É uma mistura de frutas cítricas, folhas de videira e azeite de oliva de Fair Trade (ou seja, comércio justo, uma iniciativa que agrega responsabilidade social, sustentabilidade e competitividade para pequenos e médios produtores, legal, né?), que resultam num cheiro muito delicioso e numa textura ótima, já dá uma hidratadinha no corpo. Amo que tem nesse tamanho menorzinho, um médio e um giga, pra quem ama mesmo e quer ter pra sempre haha.

8. Talco Cremoso Antisséptico, Granado

Eu adoro botinhas, principalmente no inverno. E adoro manter meus pezinhos dignos. Por isso gosto muito desse produto da Granado, que tem um cheiro ótimo (quantas vezes eu falei do cheiro dos produtos nesse post? haha) e é cremoso, ou seja, não faz bagunça que um talco antisséptico faria. Ah, e é absorvido rapidinho, não precisa ficar com medo de escorregar depois de passá-lo. Custa R$ 16 e esse é meu segundo tubo ;)

9. Creme de Limpeza Facial Dermaseries, Dove

Não sei se vocês sabem, mas a Dove lançou essa linha Dermaseries, que é de cuidados pra pele seca, e tem alguns produtinhos pra rosto e corpo pra serem usados no banho, uma inovação que eu gostei bastante. O único que experimentei até agora foi esse creme de limpeza facial, que é ótimo! É bem suave mesmo, e agora no inverno, uma mão na roda. Sério gente, não sei vocês, mas é só eu usar meu cleanser de todo dia pra sair do banheiro e meu rosto começar a repuxar. E esse já é bem mais gentil, e ainda dá uma hidratada

10. Leave-In Uniq One, Revlon Professional

Tinha ele na minha gaveta há um tempo, mas só depois que comecei a pintar o cabelo é que dei valor ao tesouro que se encontrava em minhas mãos. Ele é um desses produtos com 10 benefícios pro cabelo (agora eles tão chamando de BB ou CC Cream pros cabelos, mas é tudo a mesma coisa, um punhado de benefícios num único produto), que tem proteção térmica, proteção da cor, proteção contra raios solares, controle do frizz, etc etc (são dez gente, não vou escrever todos aqui hihi). E eu posso falar pra vocês que desde quando comecei a usá-lo, depois de lavar o cabelo, notei ele muito mais bonito, com a cor viva e… cheiroso! Ah, e fica com um toque delicioso, bem acetinado, zero pesado.

Gostaram desse formato? Me contem se já usaram ou se querem experimentar algum produto desses!

Bisous e boa semana, gente!

coracao

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Arquivado em Beauté, Resenhando

Sinceramente

Eu falo muito sobre autoestima aqui no blog, sobre a gente se amar e se abraçar como a gente é (alô, Juno!), mas acho que nunca falei sobre minha autoestima. Engraçado é que eu falo tanto sobre o assunto, que deve parecer, pra quem não me conhece muito, que eu sou super bem resolvida em relação a isso. A verdade é que não. E talvez por isso é que eu bato tanto nessa tecla. A minha luta interna é tão presente, e tão antiga e arraigada, que ao botar pra fora, e tentar ir um pouco contra a corrente, eu ajude a mim mesma a gostar mais de mim.

Falei um pouco sobre isso na minha “Carta da Editora”, na Juno, a minha revista-tcc. Lembro que enquanto eu escrevia, ia ficando cada vez mais emocionada. Era como se eu estivesse lavando uma parte de mim, uma parte que eu dificilmente mostro pras pessoas. Muitas vezes, quando eu comento com alguém que sou insegura ou não gosto disso ou daquilo em mim, as pessoas reagem como se eu estivesse fazendo charminho, só pra ouvir de volta um “ahhhh stephanie, mas você é linda”. Ah, quem dera se só ouvir palavras bonitas assim curassem tudo a que a gente sente aqui dentro. Tudo o que a sociedade construiu ao meu redor e ao redor de bilhões de outras meninas no mundo. Ah, quem dera ouvir um “linda” bastasse pra mandar pra longe as inseguranças com muitos centímetro do nosso ser. E não que não seja real, que os outros não estejam sendo verdadeiros. Toda vez que falo pra alguém que ela é linda, eu acredito naquilo. Eu acho a pessoa linda e quero que ela saiba. E eu acredito nisso. Mas quando a mesa vira, é só uma palavra. Não é assim com a maioria de nós?

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Eu queria vir aqui e dar um depoimento sobre como, depois de um tempão, eu aprendi a me amar. No entanto, venho aqui pra falar que ainda não consigo. Ainda olho no espelho e queria ver outra coisa. Ainda me sinto culpada quando como a sobremesa do almoço, porque sei que aquilo não vai me ajudar em nada a ficar mais magra. Odeio que as pessoas sejam obrigadas a chegar ao manequim 38, mas aqui dentro, bem dentrinho (bom, agora tá bem exposto) eu queria usar 36. Queria que a minha coxa fosse mais fina, minha pele menos branquela, que meu tronco fosse mais longo, que meu sutiã fosse dois números maior e que minha bochecha fosse só um tiquinho menor. E queria não ligar pra nada disso. E aí me odeio por querer me encaixar justamente no padrão que eu tanto luto contra.

Outro dia escrevi no twitter que queria ser feliz usando 40. Antes de apertar “enter” tive uma pequena batalha dentro de mim. Foi muito difícil “assumir” que eu uso 40 e que eu não gosto disso. Apesar de tudo. Apesar de ver tanta gente linda e FELIZ usando todos os manequins possíveis. Apesar de querer que todas as minhas amigas se amem do jeito que são, independente do tamanho da roupa e independente de todo o resto. Apesar de ficar muito contrariada quando ouço alguém falando que outra pessoa é gorda e usando isso como xingamento. Apesar de ter ao meu redor pessoas que nunca me fizeram sentir desconfortável com a minha aparência. Apesar disso tudo, eu ainda não me aceitei.

Por favor, não entendam esse texto como um grande charminho. Achei que eu precisava ser o mais sincera possível aqui. Pensei um montão antes de escrever. Escrever sobre isso é colocar minha insegurança exposta pra todo mundo ver. Literalmente qualquer pessoa que souber ler em português.  Mas queria dizer que sim, eu odeio os padrões. E essa é uma luta que eu luto lá fora e aqui dentro de mim também. Eu ainda não consegui. Talvez você também ainda não tenha conseguido. E não é fácil mesmo. Pelo menos pra mim nunca foi. Mas não quer dizer que a gente não vai conseguir. Ou que a gente tenha que simplesmente se sujeitar aos padrões odiosos de hoje. Eu acredito – eu espero – que um dia vou poder dizer “eu me amo do jeito que eu sou”. E que muitas outras meninas e meninas também vão poder fazer o mesmo. E por ser tão difícil dizer que eu sou feliz do jeito que eu sou é que levanto tão fortemente a bandeira de que outras pessoas façam isso, se amem, se aceitem, se achem lindas, maravilhosas, gatas, gostosas, sensacionais, estonteantes. São essas pessoas que me fortalecem e que me inspiram.

Bisous,

Stephanie Noelle

coracao

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Arquivado em Diarinho, Sentindo

Pra ver e pra ouvir o quanto antes!

Façam um favor a si mesmos e assistam a “Guardiões da Galáxia” :)

Não sei se vocês sabem, mas eu adoro quadrinhos e super-heróis. Quando era jovenzita, devorava os gibis de Homem-Aranha, X-Men e outros heróis (e desde aquela época ficava vidrada quando aparecia uma personagem feminina forte) dos meus primos, e desde então adoro ir ao cinema pra ver os filmes. Eu vibro mesmo, são os filmes que eu não tenho muito filtro e quase sempre amo todos.

Mas sério, “Guardiões da Galáxia” superou todas e quaisquer expectativas. É zero prepotente (acho alguns filmes do Batman meio prepotentes, sabe? Meio querendo ser mais do que é de um jeito chaaato), é muuuito divertido e tem quantidade suficiente de cenas de ação, além de um roteiro muito bem amarrado. Aliás, o diretor James Gunn corroteirizou o filme ao lado de Nicole Perlman, a primeira mulher a escrever um filme da Marvel! #girlpower

Eu amo “Iron Man”, mas definitivamente “Guardiões” roubou o posto de filme mais divertido de super-herói. As piadas são ótimas e as referências, idem.

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Mas assim, tudo isso é muito legal e tal, mas nem se compara com a… trilha sonora! É de longe a coisa mais maravilhosa do filme e você vai querer sair do cinema e correr comprar o cd no iTunes (eu fiz isso, pelo menos hahaha).

O protagonista, Peter Quill (o Chris Pratt), tem um walkman – ah que vintage! – no qual escuta esse “Awesome Mix“, uma fita cassete com as músicas que a mãe dele escutava quando jovenzita. São clássicos maravilhosos e deliciosos dos anos 70 e 80 que deixam a narrativa espacial (é tudo no espaço!) muito mais palpável – e divertida. E a segunda melhor coisa do filme é o protagonista: leve, ri de si mesmo, é fofo, juro, um broto <3 Ah, mentira. A terceira melhor coisa. A segunda melhor coisa é o Groot, um personagem que eu não vou nem falar muito, mas que cês vão amar #somostodosGroot.

Fora que eu amo história de anti-heróis, os caras e as minas normais, com coisas boas e ruins na vida e na personalidade, que ainda assim são incríveis e fazem boas coisas. Maniqueísmo é tão demodé, né?

Deixo pra vocês cinco das minhas músicas preferidas (mas amo todas, tô ouvindo sem parar desde domingo passado, quando assisti com Tamara e David).

“Ain’t No Mountain High Enough” – Marvin Gaye & Tammi Terrell 

(eu amo essa música  e toca em outro filme querido, “Medianeras”)

“Come and Get Your Love” – Redbone

“Escape (The Piña Collada Song)” – Rupert Holmes

“I Want You Back” – The Jackson 5

  “Hooked On A Feeling” – Blue Swede

Assistam, ouçam e me contem depois :)

Bisous!

coracao

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Arquivado em A sétima arte <3, Musiquinhas

Por quê?

Por que é que a gente não pode amar? Tem que ser “blasé”, esconder, fingir que não liga tanto, mesmo que você sinta seus pelinhos do braço eriçando quando ele (ou ela) chega perto, seu coração parece que tá saindo pela boca e você tem certeza que a hora que ele (ou ela) encostar em você, milhares de ondas de energia vão percorrer seu corpo e você vai querer mais?

Por que é que tem que dizer “ok” se você queria dizer “não”? Por que é que ao invés de falar o que você tá sentindo, tem que falar “isso aqui, pra ele ou ela entender aquilo outro”. Por que é que virou (ou sempre foi) um jogo no qual o objetivo final não é ficar junto, mas ganhar do outro. Ganhar o quê? Se incrível mesmo é estar ao lado de alguém que não tem medo de falar que te ama, que te curte, que acha você inexplicavelmente linda e que quer, sim, passar o resto da vida com você? Por que é que falar sobre futuro é horroroso, cuidado, tá fazendo errado, olha que ele vai fugir hein?! Por que é que o certo (oi?) é falar que não gosta quando gosta, e que tudo bem quando não está tudo bem? Por que é que tem que ir embora pra ver se ele ou ela vai vir atrás de você, sendo que o que você mais quer no mundo e naquele momento é se aconchegar nos braços dele? Por que é que tem que “lidar com homem assim” e “com mulher assado”, ao invés de fazer exatamente o que você quer fazer e dizer? Por que é que mostrar que ama é mostrar que é fraco, e dizer que não tá nem aí é legal, sendo que o que você mais queria era arrastar sua mão pelo colchão pela manhã e encontrar a pessoa ali? E dar aquele sorrisinho fofo e sentir que é feliz?

Por que é que ser sincero é perigoso e mentir, ou omitir, ou enganar ou “fazer mistério”, na esperança que ele ou ela vá entender seu código morse ou sua mensagem cifrada numa língua que ele nunca ouviu, é mais certeiro? Por que é que dizer que quer ficar junto é ruim? Porque ele ou ela vai ficar com medo. E por que é que vale a pena lutar e se desgastar por alguém que tem medo do seu amor? Dica: se ele ou ela tem medo de ouvir que você sente amor, vá embora. Simplesmente não te merecem.

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Por que é que quando alguém diz que tá te curtindo, as pessoas acham que “você entendeu errado”? Entendeu errado o que? Se está gostando, tem mais é que falar! E se o outro não está, ué, paciência, fazer o quê, mas a gente tem que ter todo o direito de poder falar “poxa, tô gostando de você e quero mais”. Isso não é “entender errado”, é só ser sincero.

Por que é que se ele ou ela faz mal pra gente, faz chorar mais do que sorrir, dá mais angústias do que momentos bons pra lembrar, a gente ainda insiste? Por que é que estar sozinha e feliz é pior do que junto e completamente destruída?

Por que é que as pessoas entendem que namoro significa posse? Que falar como você deve ser, agir, vestir, falar, ousar é da competência delas e não sua, e somente sua? Por que as pessoas confundem respeito com obediência? Ou subserviência? Por que ao invés de proibir, as pessoas não aprendem a confiar? A entender e aceitar e fazer valer que se você está com alguém, é porque quer estar ali, agora, com aquela pessoa e mais ninguém no mundo? E que não precisa ter medo, que não é só ela ou ele não estar ao seu lado pra estar “fazendo de um tudo” lá fora. E se a gente não se sente seguro quando não está por perto, por que é mesmo que a gente tá com aquela pessoa? Que deveria ser um porto-seguro e não uma fonte de dúvidas e inseguranças? Por que a gente diz que vai valorizar e amar quem faz o mesmo com a gente, mas acaba se deixando levar pelo oposto? Por que é que a gente não se ama primeiro, e acima de tudo, pra depois saber aceitar e enxergar o amor de verdade do outro?

Bisous e boa semana ;)

(ps: obrigada david, por sempre me mostrar que não sou uma doida por acreditar num amor assim <3)

coracao

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Arquivado em Pensando, Sentindo