27 coisas sobre mim

Pois é, fiz 27 anos -e falei sobre nesse post aqui. E aí resolvi fazer um vídeo contando 27 fatos sobre mim, pra vocês me conhecerem um pouco mais. Mais? Acho que quem lê o blog há algum tempo já deve saber boa parte dessas coisas, ou deve imaginar que seja mais ou menos assim, mas coloquei tudo listadinho. Foi engraçado fazer essa lista, porque foi meio que uma viagem pessoal, de coisas que eu acho “importantes/marcantes” em mim, e também pedi pra alguns amigos falaram coisas sobre mim. Claro que numa lista desse tipo a gente acaba enaltecendo nossas qualidades ou coisas curiosas, bonitinhas. Muito difícil assumir traços que a gente não curte muito em nós mesmos, mas tem ali uma ou outra coisa da qual não me orgulho e estou trabalhando pra melhorar.
Ou deveria haha.

Muitos desses descobrimentos vieram com esse ano todo de solteirice. Incrível a quantidade de coisa sobre nós mesmos que a gente não enxerga quando estamos ao lado de alguém. Coisas boas e coisas ruins. A gente fica sendo desafiada a sair da zona de conforto o tempo todo. E às vezes a gente aceita o desafio, e às vezes simplesmente acha que é melhor ficar onde a gente está. Mas depois eu falo mais sobre isso, porque tem muito pra ser falado.

E sinto que esse novo ano que está chegando vai ser de mais descobertas ainda. Uma viagem ainda mais profunda em mim mesma, especialmente por conta do trabalho. Contei aqui que estou fora do Petiscos, então ano que vem é uma etapa nova de descobrimento.

Uma hora será que a gente sossega? Não sei, mas gosto de pensar que pelo menos estou indo a algum lugar.

Beijos!

coracao

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Os 27 chegaram

Eu escrevo sobre meu aniversário aqui há alguns anos. Teve o dos 24 anos, todo otimista, com uma lista das 24 coisas mais legais que haviam me acontecido até então. O dos 25 anos, falando sobre como os dez anos que se passaram desde a pior época da adolescência me fizeram bem. E o dos 26 anos, sobre como tudo estava muito diferente.

Hoje eu completo 27 anos e esse é meu aniversário mais esquisito de todos. Mais diferente. Se ano passado foi diferente, esse então, nem se fala.

O ano todo foi revestido de uma atmosfera de bad vibes. Na minha vida e na de muita gente que eu conheço. Foi ruim pra mim, mas foi pra todo mundo, acho. Eu passei o ano todo me sentindo estranha, sentindo que tinha um monte de coisa fora do lugar, sentindo que eu não tava me encontrando, me encaixando, fazendo o que eu tinha que fazer.

Fui monotemática, quase entrei em depressão, amei demais e amei as pessoas que não me amaram de volta. Errei, errei, e errei de novo. Mas aprendi. Nossa, quanto aprendizado. Dei murro em ponta de faca, chorei como nunca, doeu como nunca, também. Me vi perdida, me vi sem chão.

Me vi sentada no escuro querendo voltar pra casa -e eu estava em casa.

Me vi querendo desistir de tudo. Querendo ser menos. Querendo parar de sonhar. Parar de querer chegar a algum lugar. Me vi questionando o que eu era capaz de fazer mais vezes do que o aceitável.

Fui me enrolando numa montanha de coisas por resolver. Não queria lidar com nenhuma delas. Queria que elas só desaparecessem. Que cansassem de bater à minha porta, e finalmente virassem às costas e fossem embora.

As últimas semanas antes do meu aniversário foram bizarras.

Calma, vou contar de antes. Uns dois meses antes do meu aniversário.

Outubro, o começo do fim.

Sabe quando a gente sente que finalmente tá saindo daquele torpor? Que, finalmente, a sorte tá apontando pra você? Que você vive dias incríveis, momentos sensacionais, sensações indescritíveis? E que tudo, pouco a pouco, vai entrando nos eixos? Esse foi meu outubro. Era como se eu estivesse finalmente colocando a cabeça pra fora do mar, depois de meses mergulhando cada vez mais fundo. Foi revigorante. Foi bom demais sentir o vento de novo no rosto. Sentir. Como é bom sentir.

E aí tudo veio abaixo de novo.

Entre no mês do meu aniversário me sentindo um lixo. Sentindo que pronto, era aquilo. Chega, acabou, desiste, Stephanie. Fui pro fundo do poço e quando tava quase descobrindo que meu poço tinha subsolo, decidi que não. Eu não sou essa pessoa. Eu sei muito bem como eu gosto de me sentir, eu sei muito bem o que eu quero atingir e como eu quero. Eu não vou desistir. Não agora. Não depois de tudo. Não com tanta gente maravilhosa -que eu conheço ou que me conhece <3- existindo perto de mim.

Juntei todas as minhas forças e emergi de novo. E o vento nunca foi tão bom. E o cheiro de terra firme nunca tão próximo.

E cheguei ao dia de hoje, 17 de dezembro de 2016, feliz comigo. Feliz com o que está por vir. Com vontade, com garra, com muito fôlego. Doida pra ver as coisas acontecerem, doida pra fazer as coisas andarem.

Está tudo absolutamente diferente.

Esse ano eu não comprei roupa pra usar na festa, não investi em decoração, não gastei um monte de dinheiro pra deixar a chácara toda bonitinha. Eu não passei o dia correndo de lá pra cá querendo que tudo ficasse impecável pras fotos saírem maravilhoas. São quase 19h e eu tô indo pro banho e não fiz a unha. Eu não estou preocupada com isso. E pela primeira vez, em muitos, muitos anos, eu não estou ansiosa. Ansiosa ruim. Ansiosa nervosa. Ansiosa como eu sempre estivesse em todas as outras vezes.

Eu tô leve.

Eu só quero ver meus amigos, beber umas caipirinhas, dançar abraçada com cada um que faz valer a pena viver minha vida. Cortar o bolo olhando pra carinha de cada uma dessas pessoas que faz questão de estar próxima de mim. Que me ama e que eu amo muito. E dançar mais um pouco. E ver o sol nascer deitada na grama que vai colar nas minhas costas por causa do suor, e olhar pro lado e encontrar conforto.

É isso que vale a pena.

Todo o resto é acessório.

E quando a gente percebe isso, e a gente solta tudo o que nos segurava lá embaixo, a gente consegue nadar pra superfície.

Eu sou a mesma Stephanie, mas eu estou diferente. E eu estou bem. E estou feliz :)

Obrigada a todo mundo que me acompanhou por aqui ou pelo youtube ou pelo Insta. Cês fazem parte de tudo isso e me fazem muito bem, também <3

stephanie-aniversario-01Foto da Pryscilla Dantas

coracao

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Mudança, vou contar pra vocês

mudanca

Eu quero falar sobre o porquê eu sumi daqui.
Eu quero falar sobre tudo o que eu aprendi.
Mas eu ainda estou pensando nisso tudo.
Por enquanto, vou contar pra vocês uma mudança das grandes que aconteceu na minha vida -e que vai ter relação direta com o blog, vocês vão notar.
Ó só:

É isso.
Muita coisa vai mudar, mas vocês vão me acompanhar em tudo isso <3
Tem muita coisa legal pra acontecer ano que vem, coisas que eu fui atrás, coisas que vieram até mim, coisas que vão me desafiar muito, coisas que vão me deixar muito muito feliz, e muita coisa pra aprender.

Ah, vou gravar um vídeo de perguntas e respostas, então se vocês quiserem mandar algumas, coloca aí nos comentários. Inclusive sobre a mudança -menos ‘por que eu saí’, porque acho que deu pra entender, né? haha :)

Que venha esse 2017 aí.

Ah, escuta essa música aqui:

Beijos e até mais!

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Tumultuado

Quando eu era criança eu adorava uma brincadeira que chamava “pega vareta“, em que a gente tinha que escolher a vareta certa pra tirar daquele monte todo bagunçado e não encostar nas outras. E uma a uma íamos tirando as varetas, até não restar nada.
Hoje eu olho pra minha vida e me sinto num pega varetas. São tantas questões aqui dentro pra resolver, e eu tenho que ir, uma a uma, lidando com elas pra no fim não restar nenhuma. Mas eu olho pro monte, todo caótico e incerto, e não sei por onde começar. Eu sei, vocês vão me falar pra eu ir pra terapia (eu sei que preciso), mas enquanto isso não acontece, eu tenho que resolver do jeito que eu sempre fiz: sozinha.

Escrever foi, por muito tempo, minha terapia. Já falei muitas vezes sobre isso aqui. Eu escrevo pra processar as coisas. Pra entender o que tá aqui dentro, e que enquanto eu escrevo, vai se desenrolando de um jeito que eu consigo ver com mais clareza, e me entender melhor

Mas nos últimos tempos, ora por estar vivendo feliz demais, ora por estar triste demais, eu não consigo. Eu olho pra tela em branco e nem sei por onde começar.
Colocar o que eu sinto aqui é colocar pra fora. É expor, sem medo, sem firula, o que está acontecendo aqui. E eu não estou preparada. É uma avalanche de coisas que eu tô sentindo, cada dia uma descoberta nova, e eu não consigo lidar com todas elas ao mesmo tempo.

É meu pega-varetas, que pede pra ser resolvido, mas eu não sei muito bem qual vareta puxar primeiro.

Parece que eu sou uma adolescente de novo, e tudo o que eu sinto, de bom, de ruim, tem um impacto muito maior. Sabe quando a pele tá sensível de sol e qualquer encostadinha de leve já é sentida com muito mais força? É isso. Tá tudo à flor da pele.

Descobrir quem a gente é depois de tanto tempo e abraçar toda essa experiência é um discurso lindão. “Vai lá, se descobre, você vai amar!”. É isso sim, mas é muitas outras coisas também.
É dolorido pra caralho. É solitário pra porra. É confuso até dizer chega. É assustador a ponto de paralisar.

tumulto

Os momentos ótimos, são absurdos. E “eu poderia morrer agora de tão feliz que eu estou” é um pensamento que vira e mexe vêm a minha mente.

Os outros momentos é que são o problema. E tá cheio de gente querendo dizer como eu deveria lidar com eles.
De como você deveria lidar com eles.
Tá cheio de gente achando que palavras de ordem e verbos imperativos são processados pelo coração com a mesma rapidez com que são entendidos pelo cérebro.
“Você tem que tentar”.
E a gente tenta.
Não tenta?
Todos os dias a gente tenta. E é cansativo. E tem horas que simplesmente não dá. Tem horas que simplesmente eu não sou capaz. E eu nem consigo entender o que raios tá acontecendo aqui dentro pra poder resolver.
Um monte de sentimentos estranhos e desconexos fazendo tumulto no meu coração.
Tão barulhentos que eu não consigo ouvir nem meus próprios pensamentos.
Calem a boca, por favor.
Só um minuto pra eu recuperar o fio da meada.

É muito mais fácil a gente se conformar e deixar como está. Bagunçado, sem ter que lidar, sem ter que escutar.
Mas aí a gente vai acumulando mais coisa. E mais coisa. E mais coisa. E quando a gente percebe, não tem mais espaço nenhum. Pra nada. Nem pras coisas boas entrarem. Não cabe.
Tem um monte de questões ocupando espaço.
E às vezes a gente insiste. A gente quer enfiar ali dentro mais coisa, porque a gente quer e a gente acha que precisa e a gente acha (finge) que resolveu tudo. E fica apertado, fica estranho, não era pra estar ali. Não adianta forçar. Não cabe. Não dá certo.

Tem que arrumar. Tem que resolver.
E só então a gente vai estar pronto.
E vai viver tudo de novo.

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Quando me faltam palavras

Não sei dizer como começou minha relação com a música. Lembro de gostar de fita K7, e ouvir algumas no toca fitas que havia no fusca vermelho dos meus pais. Eu devia ter uns sete anos, e ficava sentada no banco da frente, com o carro estacionado na frente da área de casa, porque a gente não tinha aparelho de som ainda. Lembro de ir com a minha mãe aos rodízios de pizza do pessoal do trabalho dela, com música ao vivo, e me enfiar no palco porque eu achava aquilo tudo legal demais. Eu lembro que tocava Whisky A Go Go e Era Um Garoto que Como eu Amava os Beatles e os Rolling Stone todas as vezes, e foi aí que eu comecei a gostar de música que tinha feito sucesso muito antes de eu nascer. Lembro das tardes em Goiânia, única época da minha vida que eu tive minha mãe em casa quando voltava da escola, e que a gente ligava o rádio, eu e ela, e ficávamos cantando aqueles sertanejos sofridos enquanto fazíamos faxina e morríamos de saudade de todo mundo que tinha ficado em São Paulo. Lembro de quando, alguns anos depois, meu pai começou a vender discos de vinil na feira. E o nosso barracão do quintal virou um acervo cheio daquelas caixas de plástico lotadas do tal “bolachão”, e de repente minhas brincadeiras de faz de conta, coisa de quem é filha única, passaram a ter trilha sonora. E eu conheci os Beatles. E os Rolling Stones. Gostei mais de Beatles. E do George, se quiserem saber. E entendi que a música era muito mais que sons e palavras harmônicas. Música era sentimento.
Foi mais ou menos aí que eu me frustei ao me dar conta que a banda que eu mais amava, eu jamais veria ao vivo.
Depois eu conheci o Chico, a Elis, o João Gilberto. E soube que música também era política. E era também força e resistência.musica-henn-kimEu fiquei muito tempo apegada aos meus velhos ídolos, que me confortavam e me eram familiares. Buscar coisas novas me parecia muito assustador, e eu queria mesmo era insistir naquilo que já me fazia bem. Eu já conhecia a sensação, e eu gostava dela.
Não faz muito tempo que eu descobri que há outras sensações. E que eu gosto de todas elas. Gosto também quando incomoda. Quando causa estranhamento. Quando no começo parece que não vai me dizer nada, e no fim, me diz muito.
E então aquela sensação de que eu era mesmo muito azarada por gostar de banda que nunca tocaria na minha frente foi substituída pela certeza de que na verdade eu posso ver um monte de gente tocando na minha frente. E que essas são experiências loucas e transcendentais. E incríveis.
E eu queria aprender a tocar alguma coisa. Acho que assim eu teria um pedaço daquilo em mim. Mais do que sentir aquilo, eu faria parte daquilo.
Esse fim de semana eu vi e senti muitas coisas (vi O Terno -duas vezes!-, Maglore, E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante, Marrakesh, gorduratrans e FingerFingerrr). Muito diferentes umas das outras, mas todas falaram com meu coração, de alguma maneira. Seja literalmente, com uma letra que diz tudo o que eu sinto, tim tim por tim tim, seja nas sensações, com uma combinação de sons que hora me arrepiava, hora me deixava tão à flor da pele que eu sentia que podia chorar a qualquer instante.
Eu tenho paixão por comunicar. Eu tenho um blog, eu sou jornalista, eu tenho um canal no YouTube, fica bem óbvio que o que eu curto mesmo é dizer o que eu sinto, o que eu penso, o que está acontecendo no mundo. E meu meio é a palavra.
Depois desse fim de semana, eu finalmente entendi porque a música é tão importante pra mim. Quando me faltam palavras, e eu não sei mais como expressar o que eu sinto, colocar pra fora tudo aquilo que enche meu peito e chega a sufocar, é aí que entra a música. Quando não sei o que dizer, deixo que a música diga por mim. Pra tornar mais palpável o que era abstrato ou confuso. Pra jogar pro universo algo que estava preso em mim. E posso continuar a comunicar. A me expressar. A processar tudo o que estava aqui dentro. Amparada por um monte de gente que também sente como eu. Através de gente que sente como eu. Graças a gente que sente como eu.

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