In my life #23

Juro que não foi premeditado voltar aqui pouco depois de 21 dias do último post dessa categoria, aquele em que eu falo sobre querer conseguir manter uma rotina de acordar cedo pra ir pra academia. Só sei que agora abri pra ver sobre o que tinha falado e tchan nam, foi no dia 4 de Agosto. Vamos inserir aqui assunto-clichê de como o tempo passa rápido.

E passa mesmo, principalmente quando a gente faz coisas legais. Eu adoro falar, meio rindo, meio sério,  às vezes irônica, “que o tempo voa quando a gente se diverte”. Acontece que ultimamente eu tenho visto que não é mentira. Lembro de um texto que escrevi no fim de 2013, sobre como dezembro chegava cada vez mais rápido. De como provavelmente tínhamos essa sensação porque não aproveitávamos muito bem os dias. Tá aqui, se você quiser ler, clica nesse link.

Mas sabe que acho que não? Tava pensando nisso justamente agora. Eu tenho me divertido muito nos últimos dias. Tenho passado momentos muito legais ao lado de pessoas incríveis e especiais, e mesmo assim o tempo continua incansável em passar, passar, passar.

Em 2013 eu tive um ano bem esquisito. 2015 está sendo esquisito e maravilhoso e estranho e inesperado e genuíno. É um ano diferente de todos os outros com experiências diferentes de todas as que eu já tive. E mesmo assim, mesmo sugando tudo o que ele tem pra me oferecer, na medida da minha capacidade e do meu tempo, ahhaa, ele não para. E fim. Ele não vai andar mais devagar. Ele não vai pausar. Ele corre. Ele voa.

No fundo, é só uma questão de aceitar que o tempo é sim relativo, e quando se é criança e suas únicas obrigações são escola-tardes no sofá-tarefa de casa-cama o ponteiro fica grudado em um único ponto do relógio e não sai de lá por nada. Quando você cresce, e sua lista de afazeres é tão comprida que de fato você precisa escrever num papel seus afazeres e depois riscar cada item para se sentir produtivo, o ponteiro do relógio desembesta a correr. Simples assim.

Ao mesmo tempo que fico meio em pânico porque em quatro meses vou fazer 26 anos (e às vezes eu ainda esqueço que já tenho 25) e em cinco será 2016, me dá uma sensação de vivência. De construção, de experimentação, de aprendizados. Tá sendo muito louco. E tá sendo demais.

Enfim. Já faz mais de 21 dias. E agora não acordo mais às 6h, mas às 5h30, pra dar tempo de voltar e tomar café com calma. Mas isso é um assunto pra um post específico, logo mais!

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coracao Lendo “Americanah”, o livro do mês do Clube do Livro! É da Chimamanda Ngozi Adichie e eu estou simplesmente: amando. A leitura flui, o texto é muito bem escrito, a história prende… Mas não vou falar muito mais não. Ó, você aí, que ainda não entrou no Clube do Livro, não perde tempo haha, e vem!

coracao Assistindo Comecei a ver “Once Upon a Time” há umas duas semanas, mas vi três episódios e não vi mais simplesmente porque cabô tempo, gente. Ou eu cozinho o jantar à noite com os meninos ou eu vejo seriado sozinha no meu quarto. Sou muito mais ficar com eles haha. Quando eu falo que não dá pra ver seriado, porque não tô com tempo, não tô brincando. É real. Nem Masterchef tô conseguindo ver :( Mas Simon já me deu spoiler do último episódio, então ao menos sei isso. coracao Ouvindo Tô apaixonada por um monte de coisas novas ultimamente e vou fazer um post, mas além de Haim, que contei no último post, tá no repeat a (a dinamarquesa que canta naquela música famosona do momento, a Lean On, junto com o trio Major Lazer!). Fiz até um post todinho sobre ela no Petiscos, dá pra ler clicando aqui. E a Foxes! Mas depois a gente fala mais delas!   coracao Pensando sobre No que é essencial e no que é descartável. Fui ver “Le Petit Prince” com Simon e Hugo essa semana no cinema, e embora um monte de gente ache o livro ruim/cafona/superestimado, eu gosto bastante. Li mais velha, não era criança e fiquei pensando bastante, naquele momento. Dessa vez eu me peguei pensando nisso de novo. Nas relações que construímos ou cativamos. No que é essencial pra gente e o que muito bem pode ficar de fora da nossa vida. Mas vou falar só disso em outro post, porque comecei a escrever e ficou gigante e quero falar com calma. Tenho pensado muito nisso: Calma. Relaxa. Fica tranquila. Não se afobe. E saiba dosar suas prioridades.

Simon um dia antes das férias -mas ele já voltou, ufa! Meu irmãozinho (ele e mais três aqui em casa) postiço especial e que alegra minhas manhãs quando tomamos café juntos :)

Eu vejo essa foto e um sorriso já brota na minha cara. Que delícia foi esse dia e que delícia é ter a Dani de amiga e pessoa pra me inspirar. Ó, se você ainda não viu os vídeos que gravamos juntas, tá perdendo! Clica aqui!

Em minha defesa, esse hambúrguer foi antes do #NoelleNaLinha! Eu e Helô terminamos um domingo no Z Deli, com um Moscow Mule delicioso e esse burguer mais delicioso ainda, e com direito a muita, muita conversa botada em dia! Amiga, sei que você tá amando a viagem, mas volta logo que estou com saudades!

A Julia (minha chefa e amiga) tá com um canal novo no YouTube, além do TV Petiscos, onde ela faz as maquiagens e cabelos: é o Petit Comitê! Lá ela tá falando de vários assuntos off-beleza, e tá incrível. E nesse dia aí, gravei um vídeo com ela, que deve ir ao ar logo mais! Tô ansiosa? Não, imagina rs.

E por último, mas não menos importante, sábado último (22/08) recebemos a família todinha do Simon -pai, mãe e dois irmãos-, francesa, que estava de férias na Argentina, para um jantar em casa, com a família do Hugo -e eu, David e Nico, claro. Foi tão tão tão gostoso e agradável! Conhecer a família de alguém que é muito seu amigo é deveras divertido, e foi ótimo porque a mãe do Simon conseguiu sacar o clima da casa e ver como a gente é uma família maravilhosa e que o filho dela está feliz e entre pessoas que o querem bem

Todas as fotos acima têm uma coisa em comum: laços. É isso o que importa pra mim. Os laços que temos com as outras pessoas e o impacto que elas têm na nossa vida e vice-versa. Vou dormir feliz porque ao ver todas essas fotos lembrei de quão sortuda eu sou por poder dividir minha vida com essas (e outras) pessoas.  É isso que conta.

Bisous mil!

ps: Ó, me segue lá no Snapchat pra acompanhar meu dia! É cheznoelle!

ps2: gente, não sei porque a formatação está estranha assim. Já tentei arrumar e não vai :( Desculpem por isso!

coracao

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No meu banho…

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Eu adoro banhos. Adoro tanto que tomo dois por dia (eu sei, a água, mas juro que só sou lerda quando lavo o cabeça, no mais levo 10 minutinhos!), porque não consigo sair de casa pro trabalho sem banho, e nem dormir sem me sentir bem limpinha pra deitar no meu edredom branco <3

Logo, uma das minhas categorias preferidas de produtos de beleza são os de banho, e minha prateleira do banheiro é a mais lotada, claro. Mas não tem nada tão gostoso quanto um banho cheiroso, com texturas gostosas, espuminhas bem espumosas… É uma pena que eu não tenha banheira, porque eu ia me sentir num parque de diversões.

Dito isso, vim contar pra vocês quais são os meus preferidos de agora, que tenho usado muito ou que viraram paixão instantânea, no momento que experimentei. E diferente dos meus favoritos de pele, que realmente, são coisas muito caras (tô pensando aqui em fazer um de baratinhos de farmácia!), nesse aqui tem de tudo um pouco.

1. Óleo Esfoliante Corporal Framboesa & Pimenta Rosa, da Natura

Esse eu recebi faz pouco tempo, e ele junta duas coisas que gosto muito: esfoliante e óleo. Portanto, ele pegou o atalho direto pro meu banheiro (eu tenho tentado não usar nada novo até acabar com o que estou usando, mas esse não teve como, haha), e já usei algumas vezes e adorei. Os “grãos” dele são bem grossinhos, mas o óleo não deixa ser áspero, e fica uma sensação delícia na pele. Vou ser sincera com vocês: não acredito muito no poder de hidratação real de óleos corporais, principalmente esses que não são “óleos essenciais”, mas uma mistura de várias coisas. Por isso sempre uso hidratante depois, mas gosto da sensação do óleo na pele e do cheirinho. Eu uso umas três vezes na semana e é ótimo pra deixar pernas/braços/bumbum bem lisinhos!

2. Cream Face Cleanser, da Dove DermaSeries

Minha pele é bem carente e bipolar: oleosa, mas ressecada em alguns lugares, super necessitada de hidratação no inverno, toda uma função. E aí com esse tempo seco horrível que está fazendo em São Paulo, não dá pra usar meus limpadores de rosto que eu sempre uso, porque eles acabam ressecando demais. Por isso tenho gostado bastante desse aqui, da linha mais “premium” da Dove. Ele parece um leitinho, e faz uma limpeza um pouco mais suave, e até dá uma hidratadinha na pele do rosto, durante o banho. Mas eu acho que ele não limpa tudo, sozinho. Por isso saio do banho e uso uma água micelar (a minha é a Bioderma, já falei dela aqui) no algodão para tirar os resíduos que ficaram. Para quem tem a pele seca ou, assim como eu, sofre no inverno, eu recomendo muito!

3. Esfoliante em Creme de Moringa, da The Body Shop

Gosto muuuito The Body Shop, isso é um fato. E esse esfoliante aqui substituiu outro também da mesama marca, o de Blueberry, que contei aqui nesse post. Esse aqui tem outra textura, é um creme com grânulos não tão grandes quanto o do óleo esfoliante da Natura, mas não tão pequenos a ponto de você nem perceber que é um esfoliante. O cheiro dele é bem suave, mas é meio diferente, então talvez não agrade todo mundo. Eu sugeriria um passeio a uma loja da marca, que é uma delícia, e sair sentindo o cheiro de tudo, pra não ter erro. Eu achei ele bem gostoso e deixa minha pele lisinha, mas ainda prefiro o de Blueberry!

4. Óleo de Amêndoas Doces Intensas, da Natura

Como eu contei, não compro de imediato a ideia de que os óleos hidratam, mas mesmo assim eu sou apaixonada por eles, e pela sensação que eles deixam na pele. Esse aqui é meu segundo frasco, porque esse cheirinho de amêndoas me apetece um monte, e eu uso quase todos os dias. Aliás, gosto de aplicar logo depois do esfoliante, fica um combo interessante! Minha mãe usava muito esse da Natura, peguei mania dela e agora amo também!

5. Gel de Banho The Olive Branch, da Lush

Falei dele aqui também, quando acabou o outro frasquinho que eu tinha, e é sem dúvida um dos meus “géis de banho” preferidos. O cheiro é uma coisa assim, única, e mistura óleo de oliva com mandarinas frescas, óleo de bergamota e folhas de videira, que fica uma delicinha. Eu só acho que ele poderia ser um pouquinho mais denso, porque ele é bem líquido, e por motivo nenhum, isso me irrita haha. Ah, olha só que legal: o óleo de oliva que vai nesses produtos é obtido por comércio justo, proveniente de uma cooperativa israelense-palestina, como várias coisas da Lush!

Espero que tenham gostado do formato do post! Nos vemos logo mais, mil beijos!

coracao

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Responde Noelle #01: Por que mudei de emprego, os meninos que moram comigo e mais…!

Esse vídeo demorou, mas saiu. Mas saiu em partes, na verdade. Eu adoro assistir vídeos de perguntas e respostas, mas eu gosto de falar. Eu gosto muito de falar. Então óbvio que minhas respostas ficaram longas e o vídeo idem. Para não ter 40 minutos, eu resolvi que vou fazer vários, e vou respondendo com calma todas as perguntas. Formô?

Nesse vídeo eu respondi a pergunta mais mais mais feita de todas: “Por que saí da Glamour?”. Também respondi sobre os meninos que moram comigo, se já pensei em desistir de tudo, como é o processo criativo aqui do blog e mais!

Quero que vocês me contem o que vocês acharam, se vocês acham que eu falei demais, ou se posso continuar com esse “formato”, se vocês têm sugestões :)

Aqui os links que cito no vídeo: texto sobre meu pai, texto aqui sobre nossa casinha, o vídeo da Julia Petit mostrando a redação do Petiscos e o vídeo com a Dani e o Paulo sobre morar sozinha! Ah, nesse vídeo eu usei o Ruby Woo.

Mil bisous, e até amanhã <3

coracao

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Querida Té,

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Hoje eu estava ouvindo Avril Lavigne, e pensei em você. Foi estranho sentir as mesmas coisas, mais de dez anos depois. Me lembrei de como você se sentia quando ouvia essas músicas todas e o que cada uma delas significou pra você. Eu lembro da sua angústia, do seu medo, da sua insegurança. Pensei em como você se sentia sozinha, incompreendida, humilhada, até. Nossa, como você se sentia sozinha… Lembrei de tudo isso e quis te dar um abraço e dizer que tudo vai ficar bem. Mas quem aos 14 anos quer ouvir que “tudo vai ficar bem”? Por isso resolvi te escrever essa carta. Acho que sou melhor com as palavras do que com qualquer outra coisa, e você já sabe disso, embora ainda não saiba que isso um dia vai te fazer tão feliz. Essa é uma parte muito legal da nossa vida: a gente vai trabalhar com o que a gente ama. E isso é um privilégio.
Mas tô me adiantando, pera! Daqui a pouco a gente chega nessa coisa de trabalho.

Eu estava ouvindo “Happy Ending”, você lembra? Lembra da carta que você escreveu para aquele menino que você gostava na 8ª série com a letra dessa música? Eu sei que você se sentiu perdida e a pessoa mais feia e menos interessante de toda a face da Terra quando ele te trocou por uma menina mais loira e com mais bunda e peito do que você. E que vinha a ser uma das suas melhores amigas. Eu sei, foi horrível. E você achou que nunca alguém ia gostar de você de verdade. Achou que ia ficar sozinha pra sempre, não achou? Mas esse menino é provavelmente a parte menos interessante de toda a nossa existência. E hoje ele nem é tão bonito quanto naquela época, eu chequei! Fica tranquila, você se livrou de um coxinha -e ele beijava super mal, também, não é? Pois é, vira essa página que o que vem pela frente é muito, muito melhor.

Você não vai ficar sozinha, Té. A boa notícia é que você vai conhecer um menino incrível, quando menos esperar, que vai te levar às nuvens, te entender de um jeito que ninguém entende e ser o melhor amigo que alguém pode querer. A má notícia é que antes dele entrar na nossa vida você vai passar por uma experiência com um cara que você vai achar que ama. E você vai acreditar que ele é o homem da sua vida e vai colocar suas expectativas de felicidade nele. E vai deixar que ele te pode, corte suas asas e não te deixe voar. Eu queria te dizer “corre, sai daí miga”, mas eu não posso. Você precisa passar por isso.
Eis uma coisa que você precisa saber logo: a gente vai sofrer um bocado até tudo ficar bem. E não só com esse menino. A vida não vai ser fácil, mas por favor, aguenta firme. A melhor coisa que a gente pode fazer, por enquanto, é aprender com tudo isso.

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Sabe todos aqueles sonhos que você tem? Não acredite quando as pessoas te disserem que você não vai realizá-los. Mesmo quando o Pai disser isso pra você. Esse dia vai doer, se prepara. Mas não deixa isso te parar, jamais. Faz o contrário do que todo mundo espera de nós e continue, persevere, mostre que nada vai te impedir de conquistar o que você sonha aí nessa sua cabecinha (que deve estar com os fios pretos agora, igual a Amy Lee, tô certa?). Eles vão se realizar, eu prometo. Muitos deles a gente já conquistou. E cada um teve um gosto tão maravilhoso que você nem imagina. Acredita que eu moro em São Paulo, me formei na USP, pago meu próprio aluguel e já fui pra Paris? T-R-Ê-S V-E-Z-E-S?

Falando em força, você vai precisar ser forte. A Mãe, que sempre te apoiou, vai precisar muito de você. Muito, e cada vez mais. Você vai ser o porto seguro dela, Té. Vai ser uma troca de papéis difícil, e eu sei que muitas vezes você vai querer jogar tudo pro alto, se trancar no quarto, ir embora, deixar que os adultos se entendam. Mas não faz isso. Ela precisa muito de você. E ela esteve lá, por você, durante toda a sua vida, não esteve? Agora é a sua vez de dar todo o seu amor por ela. Vai ser difícil e vai ficar muito ruim antes de ficar bom. Mas vai ficar. E vai ficar incrível. “It’s always darkest before the dawn” ;)

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Ai, se prepara. A Mãe vai ter uma fase “da pipoca”. E você vai comer muuuuuita pipoca -tanto que vai ficar uns bons 3 anos sem comer nenhuma depois, te juro! Depois dessa fase vai vir a fase “do pão com ovo e maionese”, minha preferida. Vocês vão comer muito pão com ovo vendo tv juntas, à noite. E você vai sentir muita falta disso depois, então ó, aproveita, por mim. Tô bem feliz hoje, mas tem um buraquinho aqui no meu coração e é todinho de saudade.

Aproveita o Pai também. Eu sei que tá tenso, mas não desperdiça nenhuma chance de estar com ele quando ele estiver bem. Você também vai sentir muita, muita falta disso. Deixa de preguiça e acorda às 5 da manhã aos domingos pra ir com ele na feira. Vocês vão vender muitos discos de vinil juntos, comer pastel e tomar caldo de cana e tudo vai ser uma delícia. Vocês vão até fazer planos de criar uma barraquinha de panqueca pra você fazer sua arte (sabia que faz um tempão que não faço nossa famosa panqueca?). E essas memórias vão todas ocupar um lugar muito especial aqui comigo, e são como um abraço quentinho quando penso nelas. Queria te dizer que hoje ele tá bem, mas você sabe como as coisas são. Mas Té, não fica com raiva. Tenta, pelo menos. Toda essa dor que você tá sentindo e vai sentir bastante ainda, vai diminuir um dia. Mas não, ela não vai embora.

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Olha, agora tá tocando Evanescence! Eu sei, eu sei. Agora tudo o que você quer é ouvir essas coisas e usar preto e coturno e lápis nos olhos, também preto. Mas você vai superar. E cê vai ouvir muita coisa que você jurava de pé junto que JAMAIS ouviria, tá? Até sambar você vai. Vai em apresentação de forró, em show da Madonna e da Beyoncé, e vai dançar sertanejo (de raiz e universitário) quando der na telha. E vai ouvir Pink Floyd, AC/DC, Black Sabbath, Iron Maiden e mais um monte de coisa. Juro, não tô mentindo. E você vai gostar. E vai ver que é uma besteira essa coisa de que outras músicas “não são músicas de verdade” que você fica falando, que eu sei. Você vai gostar de tudo. Tudo não, vai. Reggae vai te dar vontade de dormir.

Vamos falar de amigos? E dessa sensação de solidão aí dentro? Como tudo na nossa vida, vai ficar bem ruim antes de ficar bom. Mas a essa altura você já sabe. E você é forte. Sim, menina, você vai se surpreender com sua força. Mas os amigos vão vir, sim, e depois vão embora. Mas os que vierem depois, por último, esses vão ficar pra sempre. E você vai sentir toda aquela sensação de liberdade, de poder, finalmente, ser quem você é, ao lado deles. E sério, vai ser inacreditável. E muitas vezes você vai se pegar pensando o quão sortuda você é, por ter esses amigos tão especiais. Parece mentira, né? Mas não é.

Queria muito que você tivesse tido esses amigos por perto quando você foi humilhada no pátio da escola, na frente de todo mundo. Queria que você tivesse esses amigos quando aquele menino loirinho foi desafiado a te dar um beijo no meio da aula, porque “você era feia demais”. Queria que você tivesse esses amigos todas as vezes que fizeram você sentir que ser diferente era uma coisa ruim. E que você devia ter vergonha de ser quem era. Que você devia se encaixar em um padrão e fazer exatamente aquilo que esperavam de você. Você vai tentar por um tempo. E vai ser horrível, já aviso. Mas você vai querer, mesmo assim. Vai querer saber como é, pelo menos uma vez, ser aceita. Mas você não precisa se encaixar, Té. Você foi feita pra não caber em lugar nenhum, você foi feita pra ser livre.

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Mas não é que não vão ter pessoas legais no caminho. Vão sim. Com um desses grupos de pessoas legais você vai aprender a não deixar um namorado dizer com quem você pode ou não se relacionar (infelizmente, só muito tempo depois de abandoná-los), ou a te dizer absolutamente qualquer coisa a respeito do seu comportamento. Com um outro grupo vai ser bem chato quando vocês se afastarem. E não há nada que você possa fazer pra que isso não aconteça. Mas antes disso você vai jogar muuuuito videogame, vai aprender todas as músicas do Guitar Hero e passar umas tardes ociosas vendo seriados e pornô de baixo custo pra dar risada ao lado deles. Nessa época você vai se achar “melhor do que as outras meninas” porque tem mais amigo homem do que mulher. Balela. Você vai aprender que não há nada como amigas que se ajudam, que estão lá umas pelas outras. E sim, você não vai mais achar tão legal ter pensado assim. Olha aqui um spoiler: você vai ter muitas amigas legais, incríveis, inspiradoras, fortes, fodonas, sensacionais.

Sei que é difícil pra você se olhar no espelho. Ele parece nosso inimigo, eu sei. E você odeia a imagem que vê. Você odeia o seu corpo, você quase odeia a si mesma. Você acha que precisa ser consertada. Mas você não está quebrada. Não há, absolutamente, nada de errado com você. Não se machuque, eu sei que você vai querer. Você vai se sentir bem e confortável e linda. Alguns dias. Em alguns, não. Estamos trabalhando nessa parte da autoestima, mas estamos tendo progressos bem bons. Uma coisa que vamos aprender é que quanto mais livre a gente se sentir, mais bonita vamos nos ver. A sua personalidade vai desabrochar, e vai preencher cada pedacinho do seu corpo, do seu rosto, do seu cabelo. E você vai perceber que era isso que estava faltando. Era isso que havia de errado. Faltava você em você mesma. Você precisa se deixar desabrochar. Você precisa pegar essas asas quebradas e aprender a voar. E um dia você vai se amar, eu prometo. Mas você tem que fazer a sua parte e não ficar tão apegada nisso. O mais incrível em você, e em todo mundo, não está do lado de fora.

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Ah, e não pare de escrever. Mesmo com todo o cansaço, mesmo com a preguiça, mesmo com a sensação de que você não escreve nada bem. Continue. Um dia vai ser nosso ganha-pão, e você vai achar o máximo (sim, você vai mudar de ideia e não vai mais querer ser diplomata!) ganhar pra fazer uma coisa tão prazerosa. Mas tem uma coisa que vai ser tão, tão incrível, que nem sei se posso contar… Tá, só uma parte. As pessoas vão te ler. E vão gostar do que você faz. E vão escrever coisas maravilhosas pra você. E vão dizer que você fez a diferença na vida delas. A DIFERENÇA! Você acredita? Porque eu não acredito, até hoje.

Tá tarde, e eu preciso dormir. Mas ainda tem algo que preciso dizer. Vai ser intenso. Mas nós não vamos querer voltar. Nós não vamos sentir falta. Nós não vamos sentir que esses foram os melhores anos das nossas vidas. O melhor, Té, está por vir. E eu sei que você sabe disso, ou não dormiria todos os dias imaginando quão brilhante o futuro vai ser. Posso confessar uma coisa? Até hoje eu faço isso. E tem dado certo.

Por último, queria te pedir pra fazer três coisas: vá a formatura da Bruna, é lá que você vai conhecer o cara mais especial do mundo; quando tirar o siso, experimente o batom vermelho da Mãe; durma o máximo que conseguir. Essa é a única coisa que não melhorou. Todo o resto só fica, a cada dia, melhor.
Não vou dizer “vem logo”. Pelo contrário. Vem com calma, Té. Passa por tudo, viva tudo, e chore quando quiser. Eu ainda choro muito. Mas ria, não se leve tão à sério, abrace e beije todo mundo, não tenha medo de demonstrar que você gosta das pessoas e seja incansável. Tô aqui te esperando numa casa que é um lar numa jornada louca que não tem fim, que dizem os sábios, se chama felicidade ;)

Amo você, Té.

Tá vendo, um dia você vai se amar sim, e vai ser o amor mais legal do mundo <3″

envelope8As imagens desse post são de autoria da artista ucraniana Anna Remarchuk

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E eis que surge… #noellenalinha

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Eu adoro um projeto. O Pé de Meia foi uma experiência muito legal, e eu sinto que quando faço um compromisso com outra pessoa, além de mim, eu funciono muito melhor. E o motivo pelo qual funciona é porque tenho mais medo de decepcionar os outros do que a mim mesma. O que é bizarro, não? Estar tudo bem se decepcionar e se sabotar, mas não quando se trata de outras pessoas? Não que decepcionar seja legal de alguma maneira, mas não deveríamos ter um compromisso ainda mais forte com nós mesmos, especialmente quando se trata de coisas que vão nos fazer bem? Ainda que isso renda uma discussão das boas, o fato é que isso acontece comigo. E eu tenho que tirar proveito de alguma forma.

Quase toda vez que eu digo a mim mesma “essa semana você vai fazer diferente”, eu acabo fazendo algo pra me decepcionar. É uma frustração. Por que raios a gente é assim, hein?

E como contei pra vocês em outros posts, resolvi tomar vergonha na cara e cuidar mais de mim, do meu corpo e da minha saúde. E uma das partes mais difíceis é a alimentação. E isso me surpreendeu um bocado, porque eu adoro e não tenho problema nenhum em comer bem e saudável, porque adoro salada, adoro legumes, sou zero fresca pra comida, acho tudo uma delícia. Logo, achei que a parte da alimentação seria mamão com açúcar, e que eu ia patinar mesmo era na atividade física. Ledo engano. Foi exatamente o contrário.

Acontece que eu associo muito comida como recompensa. Nós já falamos sobre isso aqui nesse post. E embora eu passe muito bem comendo bonitinha e saudável, muitas vezes, quando a comida “não tão saudável” está na minha frente, eu perco o controle. Isso não tá certo. E como tô fazendo um montão de exercício, acabo usando de desculpa, de “me exercito pra comer”. E claro que isso é boa parte da motivação, mas a questão não é só comer. É comer bem ou comer mal. Comer um tablete de chocolate e não a barra toda. Comer hambúrguer de vez em quando, não quatro vezes na semana (sim, eu fiz isso esses dias). Beber sempre e beber de vez em quando. Eu adoro um drink, adoro cerveja (embora eu tenha descoberto há pouco que não posso mais tomar por que me faz mal, literalmente), e eu não bebo todos os dias, mas sempre que vou a algum lugar que tem bebida, eu ‘preciso’ tomar um drink. Que viram dois ou três. Preciso aprender a lidar com limites e encontrar um equilíbrio.

E tem o lance de estar feliz com meu corpo. Ver ele mudar é incrível, e cada dia eu fico mais feliz comigo e com o que eu vejo no espelho. E eu quero continuar assim, ter a sensação de todos os dias fazer algo de bom pra mim, pro meu corpo, que vai me acompanhar até o fim da minha vida e se tudo der certo, com muita saúde e força. A tal história da melhor versão de mim. Mas aí quando eu dou essas mancadas, eu fico triste, porque sei que eu poderia ter feito melhor por mim mesma naquele dia. Quer ser e estar saudável não é só um pilar, não é só a atividade física, afinal, um corpo são é feito das coisas que coloco pra dentro, também.

foco

Por isso tudo, resolvi criar o #NoelleNaLinha. 30 dias sem beber, sem comer besteiras (industrializados, frituras, coisas muito gordurosas etc), sem açúcar refinado, sem calorias vazias. Jamais passando fome ou deixando de estar com meus amigos. Eu não quero me fechar em um casulo e só sair “quando eu puder comer de tudo de novo”, porque isso seria quase que uma trapaça. A ideia é justamente reaver meus limites e entender que dá pra ser feliz sem comer metade de um pote de nutella de uma vez -também totalmente baseado em fatos reais – ou sem beber, sem comer a comida mais cheia de queijo do menu mesmo que eu tenha intolerância à lactose (e a outros alimentos, infelizmente), só porque “eu mereço”,

Uma coisa eu sei: estar saudável é muito maravilhoso. Quando eu passo alguns dias seguidos comendo bem direitinho e fazendo atividade física, eu me sinto bem não só na cabeça, mas no corpo, sem desconforto, sem inchaço, sem cansaço, com pele boa que chega a brilhar, cabelo mais bonito e forte, tudo aquilo que a gente ouve os médicos falarem mas finge que não escuta.

Falei sobre o projeto lá no snapchat, e a ideia é compartilhar um pouco desses 30 dias com vocês por lá -mas gente, sem neuras. Sábado foi aniversário de uma das minhas melhores amigas e fizemos um jantar surpresa pra ela aqui em casa. Não bebi, comi bonitinha, mas me dei sim um pedaço de bolo (sem leite condensado porque Hugo é fofo e preocupado com minha intolerância). Equilíbrio, não radicalismo. É mais um norte, não uma sentença de prisão perpétua ;)

Até porque, não quero viver esses 30 dias com aquele pensamento de “quando acabar eu vou comer tudo o que eu quiser”, porque seria totalmente em vão. Quero aprender, junto com vocês. Então ó, vou postar lá no snapchat, então me sigam por lá: cheznoelle. E podem me mandar mensagens lá, eu leio e respondo todo mundo!

Contei tudo sobre minha relação com comida e peso nesse post aqui, que complementa muito esse aqui. Vai lá dar uma lida :)

Termino esse post com uma coisa que minha amiga (e musa inspiradora) Seane me disse sábado no parque -que a gente tem ido pra fazer circuito: “Cuidar do seu corpo e da sua saúde é a uma coisa que você faz só por você, não é por ninguém mais, mas por você, pra você se sentir ainda melhor consigo mesma”. Fazer algo pela gente, e por mais ninguém. Maravilhoso :)

Bora? ;)

be-good

Beijos mil e espero vocês lá no snapchat!

coracao

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