Curiosidades de Beauté | Chez Noelle TV

Alô comunidade! (tô inspirada porque ontem na festa da Glamour teve uns sambas-enredo – sim, na festa julina haha)

Essa semana foi agitada por aqui, né? Cês gostaram? Me contem aí o que cês acharam ;)

Então que ontem tava de folga e aproveitei pra editar esse vídeo que estava feito há milênios, porém, com essa correria chamada TCC eu não estava conseguindo publicar (como tudo nessa vida haha). Ficou curtindo, EBA, espero que vocês gostem!

Só que como eu gravei há um tempo, esqueci completamente o nome do batom que estou usando :(

Desculpa por isso. Pros próximos vou anotar, prometo.

Bisous e até depois ;)

coracao

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Com vocês… Tati Feltrin!

Graças ao bom deus e a essa vida maravilhosa, tenho a chance de conhecer (por internet ou na vida mesmo) uma porrada de gente legal. Legal nada, gente foda, com o perdão do palavreado. Uma dessas pessoas é a Tati Feltrin, booktuber (gente que faz vídeos sobre literatura!) amada e com o melhor canal literário, o Tiny Little Things,  – na minha opinião e na de muita gente – dessa internet. E pro meu TCC (oi, já conhece a Juno? Clica aqui) tive o prazer de entrevistá-la! Rendeu tanto que eu pedi se podia trazer a entrevista na íntegra pra cá – e ela concordou, iupi!

Se vocês não conhecem, corram: youtube.com/user/tatianagfeltrin

tatifeltrin(a foto eu peguei do blog obatomdeclarice.com)

Há quanto tempo você tem seu canal?

Comecei meu canal em 2007 como um apêncide do meu blog (fazia unboxing rapidinhos de compras que fazia pela Amazon, ebay, etc… mostrava de tudo – os livros que estava lendo, os CDs que estava ouvindo, os shampoos que estava usando… era meio sem critério). Deletei todos os vídeos do canal no começo de 2008 (eram de péssima qualidade, reconheço, rs) – recomecei a gravar vídeos um pouco mais direcionados – fazia reviews de filmes, livros… Mas os canais de maquiagem começavam a aparecer e eu também queria fazer parte da “patota”.  Então, deletei tudo de novo e recomecei do zero, dessa vez em 2009 – os vídeos ainda existem – os de livros e músicas estão no meu canal principal e os de maquiagem e etc reenviei para o meu canal Mulherzices ;)

Você posta com qual frequência?

Procuro postar vídeos no mínimo duas vezes por semana.

Do que você fala nos seus vídeos?

Predominantemente, o meu canal é literário – posto impressões de leituras (não consigo chamar de “resenhas”- não sou tão “técnica” assim nas minhas falas…) de livros e HQs, faço vídeos levantando discussões sobre assuntos do mundo da literatura/ vlogosfera literária de vez em quando, e, sempre que sobra tempo, faço vídeos de dicas de músicas (esses me tomam muito tempo para a edição, não consigo fazê-los com tanta frequência).

Por que você faz vídeos?

No início, tudo se resumia a troca de ideias com pessoas pelo mundo afora com gostos parecidos com os meus, entrar em contato com ideias e gostos diferentes (e buscar leituras que normalmente, fora do meio dos canais literários, eu não faria); hoje em dia tenho uma certa responsabilidade de incentivar a leitura, de instigar pessoas a lerem autores e livros diferentes, e , de certa forma, de cobrarem boa qualidade do mercado editorial brasileiro. Mas a troca de ideias continua sendo o principal motivo ;)

Pra você, qual a importância dos vídeos feitos por “gente como a gente”? Por que você acha que está crescendo tanto?

Penso que, hoje em dia, a internet possibilita qualquer pessoa a ter voz, a expor suas ideias. A gente não depende mais da imprensa, por exemplo, para saber se determinado produto é bom, se vale a pena a compra – podemos ver pessoas comuns dando opiniões sinceras. Quanto ao crescimento do meu canal, ainda fico meio espantada com o número de seguidores e etc. Sinceramente, não sei dizer por que um canal sobre livros tem crescido tanto – mas vou chutar: pode ser pelo fato de que eu falo sobre livros de forma despretensiosa, como se estivesse no sofá da sala (e, muitas vezes, é isso, mesmo,rs) com meus amigos, falando o que achei de tal leitura, o que tal parte do livro me lembrou, e etc… Não tenho roteiro, não tenho uma megaedição (ainda corto meus vídeos no Movie Maker), comprei uma câmera melhor recentemente, com o valor recebido pelos vídeos, e contei isso aos seguidores; Enfim, resumindo: simplicidade, como oposto a complicação… Acho que é isso…

Como é a sua relação com seus “viewers”? Você pede sugestões, conversa, responde comentários..?

Essa é uma área da minha “vida virtual”que eu tenho muito o que melhorar! Já faz um bom tempo que perdi, totalmente, o controle das mensagens que recebo – simplesmente não dou conta de responder a todos… Apesar de ler tudo o que o pessoal me escreve (as mensagens enviadas ao Youtube caem direto no meu email.), são mais de 300 mensagens diárias, não só nos vídeos recentes – tem muita gente descobrindo o canal agora e deixando comentários em vídeos antigos. Enfim, sempre que posso, me desculpo publicamente com os seguidores, mas sei que a falta de retorno chateia muita gente.

O que eu tenho tentado fazer é responder às perguntas frequentes deixadas pra mim em vídeos, que eu, muito criativa, chamei de “Perguntas & respostas”. Fiz contas em todas as redes sociais que eu conheço, também com o intuito de manter um certo contato com todos (Facebook, Twitter, Instagram, Tumblr…), pelo menos para que saibam que “eu estou aqui!”– mas sempre deixei claro que o youtube não é o meu trabalho – é meu passatempo. Conto com a compreensão de todos.

Você acha que o conteúdo que você posta no YouTube ajuda, de alguma maneira, ou faz diferença, no cotidiano e na vida dos seus viewers?

Acredito que a medida que a gente percebe afinidades com determinado vlogueiro ou blogueiro (também sou assinante assídua de alguns canais ;)), saber que tem um vídeo novo no canal, ou pegar uma dica bacana de um livro diferente com alguém em cujo gosto a gente confia, de certa forma é uma diferença que a gente faz na vida das pessoas. E os viewers fazem diferença pra gente, também, claro. Muitas vezes estamos num dia ruim e recebemos comentários carinhosos e de apoio ao que a gente faz… é uma troca muito gratificante, no fim das contas ;)

Me fala porque a leitora devia conhecer seu canal :)

Sou péssima em marketing pessoal. Mas vamos lá, vou tentar: Oi, eu sou a Tati, eu falo sobre livros na internet e estou sempre dando dicas de boas leituras e tentando fazer com que vocês conheçam diferentes formas de literatura e não se assustarem com essa palavra! Livros estão aí para serem lidos, experimentados, grifados, destacados, criticados e/ou elogiados, e as ideias que eles contem estão aí para serem difundidas. É o que eu tento fazer no meu canal e serão todos bem vindos ;)

O que te faz virar assinante de um canal?

O gosto literário da pessoa que faz o canal nem é o principal motivo; é mais o “como” a pessoa fala sobre o livro. Quanto mais paixão (por falta de termo melhor) a pessoa demonstrar pelo que indica, mais eu tenho vontade de continuar vendo os videos. Bom humor é sempre bom, também.

Me indica 3 canais estrangeiros que você assiste?

Um canal que tenho acompanhado há pouco tempo e tenho adorado cada vídeo é o da canadense Veronica, o Ron Lit. Ela é estudante de literatura, entende muito do que fala, mas faz os vídeos de forma tranquila, despojada, e divertida: youtube.com/user/bookjunkielit

Outro canal que acompanho há alguns anos é o da também canadense Priscilla, do The Readables. Ela começou muito tímida, fazendo vídeos no cantinho do quarto, sem encarar a câmera, e hoje tem, na minha opinião, o melhor canal literário do booktube gringo. Ela é muito cuidadosa com o que diz e com a edição dos vídeos, e está sempre empolgada para falar do que gosta: youtube.com/user/thereadables

Por fim, indico o canal da australiana Leslie, do Words Of A Reader. Ela tem um gosto literário mais rebuscado, está sempre lendo clássicos intercalando com literatura contemporanea de qualidade, e dá sempre ótimas dicas: youtube.com/user/WordsofaReader

 A Tati fez um vídeo ótimo sobre o amor dela pelos livros (muito me identifiquei!), vale assistir:

E ela também está fazendo o “Rory Gilmore Book Challenge”, um desafio que consiste em ler todos os livros que a Rory (personagem-amada-idolatrada-salve-salve) leu ou citou em Gilmore Girls. É um desafio ambicioso, mas muito legal!

Gostaram? Espero que se inscrevam no canal da Tati e leiam muito!

Bisous e até mais!

coracao

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Arquivado em Com vocês..., Paixão por livros

Cabelo-desejo! (e filme desejo também)

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Da Emma Stone, claro! Acho que não é segredo pra ninguém que eu amo a Emma muito, muito! Não só por ela ser gata e muito bem vestida, mas também por ela ser uma mulher incrível, feminista e sempre a favor do empoderamento feminino e da autoestima das amigas <3

E graças ao Woody Allen, ela está em mais um filme (que deve chegar ao Brasil logo mais) fofo, o que significa muitas premières e aparições dela em público. Na foto ali em cima ela estava promovendo o filme, chamado “Magic in the Moonlight” (Magia ao Luar), e notei que ela está de corte novo! E provavelmente extensões, já que até pouco tempo atrás o cabelo dela tava mais curtinho (e não teria crescido tão rápido assim, eu acho!). E claro, fiquei com vontade de franja de novo!

Desde que pintei meu cabelo, não estou usando franja, mas confesso que sinto muita falta! Por mais que tenha gente que fale que rosto redondo não combina com franja, eu gosto (e muito!). Tô com o dedo coçando pra levar essa foto ao cabeleireiro! E a cor, claro, é sempre a minha inspiração :D

emmastone2mais um pouquinho de lindeza – dela e do Andrew Garfield!

O filme, Magic in the Moonlight, parece ser mais um daqueles que eu vou amar: se passa no Sul da França, tem o Colin Firth e é do Woody :D

Mais alguém ficou com muita vontade de ver? :D

99033691_emma-stone-movie-set_1E aqui o motivo, provavelmente, das extensões do cabelo: ela está gravando outro filme do Woody Allen, com o Joaquin Phoenix! <3 <3 <3

Gostaram do novo cabelo dela? E do filme?

Bisous e até mais!


coracao

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22/07/2014 · 10:24

Produtos Vazios #01

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Já contei em algum lugar que eu sou viciada nas youtubers inglesas (e vou contar quem são elas em um post futuro), e adoro assistir aos vídeos de “empties” delas, não sei muito porquê haha! Só sei que gosto e queria fazer também. Mas resolvi começar a fazer assim, em texto. Depois, quem sabe, eu faço vídeo. Mas vai, acho legal porque é uma resenha depois de um longo tempo de uso, né? Deve ser isso porque gosto hihi.

Então tá, esses são meus produtos esvaziados recentemente (eu fui guardando tudo numa caixinha pra poder fazer esse post):

1. Hydrabio Brume, da Bioderma

Comprei essa água termal em Paris, no ano passado ainda, e foi muito baratinha, tinha uma promoção na City Pharma (a farmácia mais barata – e provavelmente mais cheia – de Paris) de duas por poucos euros, e eu levei, porque amo águas termais. Pois bem, ela é ótima, mas nada diferente em relação às disponíveis aqui, viu? Já usei La Roche-Posay, Vichy, Avène, e a da Bioderma é tão boa quanto todas essas outras. Mas se tiver em promo, corre comprar! Não vai te decepcionar :)

2. Hidratante Moisture Surge Extended Thirst Relief, da Clinique (miniatura)

Arrisco dizer que esse gel-hidratante (tem textura gel mesmo) é um dos melhores hidratantes de rosto que já usei na vida. E eu só não compro um tamanho grande novo porque eu tenho hidratantes demais e dinheiro de menos (ele custa 200 reais #ouch), mas ele é levinho e ainda assim superpotente. Eu usei muito quando estava com a pele bem desidratada e ele foi maravilhoso. Não deixa melecado, não causa um surto de espinhas depois, hidrata muito e a pele fica visivelmente mais viçosa! Ah, e o toque da pele fica uma delícia também. Quando eu viajar de novo com certeza vou trazer outro potinho :D

3. Demaquilante The Skincare Instant Eye and Lip Makeup Remover, da Shiseido (miniatura)

Usei em viagem – e depois deixei na cabeceira da minha cama, pra quando eu fico com preguiça demais pra levantar e tirar a maquiagem na penteadeira. É um demaquilante bifásico, mas não fica tão oleoso quanto o Bi-Facil, da Lancôme. Por outro lado, precisa de um pouco mais de produto pra tirar toda a maquiagem (só uso bifásico nos olhos e nos lábios). Mas é um produto bastante caro (R$ 169, na Sephora), então estou buscando bifásicos mais acessíveis pra ocupar o lugar desse (e do Bi-Facil, que como vocês perceberam, também acabou).

4. Tônico Lotion Tendre Tonifiante, da Dior

Definitivamente meu tônico preferido! Já tenho outro desses guardado, porque gosto muito, acho que limpa na medida e é suave, o que é muito importante pra minha pele sensível. Eu alterno o uso dele com um tônico mais forte, de pele oleosa, e tem funcionado bem! Sempre uso depois do demaquilante, e aí já tira a oleosidade do bifásico que eu tiver usado. E ele tem um cheiro ótimo, viu? Ah, eu uso duas vezes ao dia, de manhã e à noite, e o frasco de 200 ml rende bastante!

5. Creme Prodigieuse, da Nuxe

É um hidratante antioxidante com um cheiro divino, meu deus do céu! Eu sofri muito com o fato dele ter acabado pois ele é maravilhoso, porém caro pra comprar por aqui. Ele também é “antifadiga”, o que acho bem engraçado, pois supostamente elimina os sinais de cansaço e stress do seu rostinho. Olha, pode ser poder da sugestão, mas eu acho que ele faz pelo menos um pouco disso. Dá mais viço, sabe? Quando minha pele tá toda ruim, eu dormi mal ou esqueci de tirar a maquiagem (acontece, né?), tô numa semana péssima, enfim, eu sinto que minha pele fica mais opaca e com um toque estranho. E quando uso ele, melhora bastante nesse aspecto. E o cheiro, ahhh o cheiro! É muito delícia, gente!

6. Gel Perfect, Contém1g

Usei esse bichinho por muito tempo! Apesar de não ser meu preferido da vida toda, ainda prefiro ele a alguns que grudam sua sobrancelha tipo gel, que você põe o dedo e tá até dura a coitada. Não gosto, acho que você consegue ver que a sobrancelha tá com gel, e não acho legal haha. Eu acho que o efeito desse podia durar um pouquinho mais, mas de restante gosto muito. Só não compro outro porque tenho vários aqui pra usar ainda, haha!

7. Demaquilante Bi-Facil, da Lancôme

Provavelmente o mais famoso, né? Olha, acho que a fama faz jus, mas não quer dizer que é o melhor do mundo blá blá blá (eu nem testei tantos assim pra comparar haha), mas de fato é muito eficiente. Eu odeio e não posso ficar esfregando o olho pra maquiagem sair toda (meu olho e minha pele como um todo é muito sensível), por isso amo o Bi-Facil. Já testei demaquilante bifásico da Nívea que dios mio, machucou muito a pele em volta do olho (tive que dormir com bepantol na área dos olhos, pra dar uma dimensão do estrago), então valorizo muito esse poder de tirar os produtos sem muito esforço. Se eu vou comprar outro? Não agora, porque estou testando os outros que têm aqui em casa, mas quando viajar, hell yeah!

8. Dry Shampoo New York Streets, da Ecru

É meu shampoo seco preferido até o momento pois: 1. não deixa o fio tão esbranquiçado, 2. dá um voluminho bom, 3. funciona e 4. tem um cheiro ótimo! O preço é meio salgado (R$ 73, no Beleza na Web), mas durou mais do que o da Klorane, e realmente gostei muito. Outro dia tava no Liceu de Maquiagem (onde corto e faço meu ruivo) e tava com ele na bolsa, aproveitei pra dar um refresh nos fios, e a Vanessa Rozan ficou passada com o cheiro bom dele. Tá vendo? Duas opiniões boas hihi.

9. Lenço Demaquilante Deep Clean com 7 unidades, da Neutrogena

Essa é a versão viagem dos lenços demaquilantes, só vem com sete, e realmente me conquistou. Eu não gosto de quase nenhum lenço demaquilante, gente. Acho a maioria muito seco, muito áspero e muito inútil. Precisa de mais de um pra fazer o serviço? Eu já descarto. Fora que realmente machuca a minha pele. Esse eu usei só em dias de preguiça (fica na cabeceira da cama), mas só pro rosto, não pros olhos. Olho não tem jeito: tenho que usar bifásico, caso contrário fica irritado. E enquanto alguns lenços deixam meu rosto meu ardendo, esse não deixou. Mas também não fiquei esfregando mil vezes (talvez seja isso…). E a embalagem com sete é bem prática pra viagem, curti.

Gostaram dessa categoria nova de post? :D

Bisous e até mais!

ps: esses dias recebi um comentário de uma leitora falando que eu prometo atualizar mais o blog e são só promessas, e eu fiquei super triste. Vontade não me falta, mas eu trabalho fora do blog, né gente. Entrei num dos fechamentos mais tensos da minha vida (uma das meninas saiu e eu tive que virar duas), fiquei na redação até mais de 2 da manhã, então, por favor, não achem que eu estou de pernas pro ar enquanto o blog tá desatualizado. Se eu sumo é porque estou trabalhando :( Não me abandonem, please <3 Eu amo muito isso aqui!

coracao

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Banheiro bonito (e verdinho!)

chezmoi

 

Essa seção não morreu, haha! Só estava hibernando (assim como o restante do blog, hihi). Como contei em algum post, saí do alojamento da faculdade e estou morando num apartamento muito amor (com mais duas moças queridas) <3

E esse post surgiu com a minha busca por inspirações para o meu banheiro, que é pequenino – e também é o banheiro “de visitas” (o grande fica no corredor do quarto das meninas e elas dividem) e eu estou querendo deixá-lo menos… sem graça haha. E como é pequeno, também preciso de ideias de organização, porque, como vocês devem imaginar, eu tenho “alguns” produtinhos de beleza que ficam por lá (nada de maquiagem, no entanto, porque maquiagem no banheiro estraga!).

E aí uma das coisas que eu mais gosto – e quero fazer logo – é ter plantinhas & quadros no banheiro. Eu acho que dá uma cara completamente diferente e enche de vida. Dei uma pesquisada e têm algumas plantas que funcionam melhor no ambiente úmido e pouco iluminado (porque a maioria não sobrevive). Eu não entendo nada do assunto, mas segundo o feng shui é ótimo ter plantas no banheiro e segundo vários sites que eu li, elas ajudam a purificar o ar ;)

Sem flor:

- filodendro, jiboia, comigo-ninguém-pode, café-de-salão, cheflera, singônio, avenca, planta-de-aranha;

- suculenta e cactos;

Com flor:

- violeta, prímula, lírio, kalanchoe, orquídea;

- lírio da paz, antúrio, bromélia, flor-de-maio;

Eis as minhas inspirações:

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ad361dc836e3017118a2812f7d43218anão sei se amei mais a avenca ou a latinha de vaso!

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f954947875977e746c0b2513372c431bamei muito essa ideia, que ainda ocupa um espaço inútil embaixo da pia

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No box (só vale planta sem terra – aqueles vasos só de água, mas com a raíz, sabem? tô doida pra fazer um – ou vasinho com flor, se não elas morrem mesmo):

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Plants-in-showermeu sonho um banheiro de azulejos branquinhos e o box todo verdinho de plantas assim <3

Só flores:

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Bathroom Gardens from Bathroom Bliss by Rotator Rod 3

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Quadros:

a62d126f1d6fc5c962a43c12f95bbdccchorei com esse décor!

ea6e801281d459d83ea8ed423686eaaee com esse! não é uma ideia ótima? 

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347a29ae74b296bc300ec27d72400e67

8e990517e37a77124005b9bfaf0f59fdamei que escreveram “você está ótimo!” acima do espelho, e no reflexo dá pra ver quadros e retratos na decoração

E vocês, o que gostariam de ter no banheiro de vocês ou o que já fizeram que fez a diferença?

Espero que tenham gostado! E até daqui a pouco,

Bisous!

coracao

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Arquivado em #chezmoi {decoração}

Ouvindo loucamente no repeat…

kiss me

Não sou nada expert em música (não sei diferença entre arranjo e melodia, por exemplo – nem sei se tem diferença haha) nem nada, mas sou movida a música! Sou dessas que anda no metrô ouvindo música e imaginando o trailer da vida com aquela trilha sonora. Que arruma o quarto com o som bem alto e dá umas dançadinhas na frente do espelho. Que não toma banho de jeito nenhum sem um musiquinha de fundo.

E eu sou MUITO doidona. Eu escuto de um tudo. Mas de um tudo que até meu namorado, que convive comigo há seis anos e meio, ainda se surpreende quando eu digo que gosto de tal música ou que sei tal letra. Tive uma fase da vida de me achar superior e falar que não escutava esse ou aquele estilo de música, mas ainda bem que eu deixei de ser boba e comecei a aproveitar o que há de melhor em qualquer música: o sentimento que ela provoca.

kiss me

Por isso que eu escuto de tudo mesmo. Porque tem hora que eu quero ter trilha sonora pro momento melancólico da minha vida, tem hora que eu quero a trilha pra dançar em cima da mesa com os meus amigos, tem hora que eu quero trilha pra chorar de felicidade (ou de tristeza), pra dar risada, pra tomar cerveja, pra namorar, pra trabalhar, pra me concentrar…

E esses três longos parágrafos de introdução pra dizer que… vocês precisam conhecer o Ed Sheeran (se ainda não conhecem). E que eu quero falar mais de música aqui. Não falar, porque não tenho nada muito substancioso pra falar, mas compartilhar com vocês aquilo que está no meu iTunes.

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E Ed Sheeran lançou seu novo CD há pouco e eu estou completamente obcecada. Não escuto mais nada e sinto que minha vida tá literalmente acompanhando as músicas, de tão amando que eu tô. A voz dele é uma coisa assim… deliciosa de ouvir. É uma voz calma, mas tem uma angústia que eu amo, que me fisga na música e que é justamente como eu gostaria de cantar se boa voz eu tivesse. Tem sentimento, você sente a letra ali com ele, mexe muito comigo. Ah, ele tem só 23 anos, é britânico, e é ruivo (haha!).

O CD novo chama “X” (se fala Multiply), e o anterior chama “+” (esse é Plus) e os dois são maravilhosos. Recomendo ambos, juntos, para uma experiência verdadeiramente Ed Sheeran. O primeiro cd foi a trilha de uma viagem minha e do Dá, então é muito especial pra gente :)

ed sheeranoi! ;)

Fiz uma playlist com algumas das minhas preferidas (mas eu amo todas!) no grooveshark, mas vou compartilhar aqui algumas:

ONE

KISS ME (preferida da vida toda, tenho arrepios quando escuto)

GIVE ME LOVE (outra preferidíssima, tem um significado muito especial pra mim)

DON’T

PHOTOGRAPH

LEGO HOUSE (e o clipe mara com o Rupert Grint – o Rony Weasley!- obcecado por ele? <3)

EVEN MY DAD DOES SOMETIMES

I’M A MESS

THIS

TENERIFE SEA

ALL OF THE STARS (trilha do filme… A Culpa é das Estrelas!)

O link pra comprar no iTunes tá aqui. E a playlist com algumas das minhas preferidas tá aqui.

ed sheeran de novo

Espero que vocês escutem e se apaixonem também. E quem conhece, me conta o que acha ;)

Bisous e bom jogo (e bom feriado na quarta pra quem tem feriado!).

coracao

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Sobre “ser alguém na vida”

Outro dia uma garota que trabalha comigo perguntou com quantos anos eu tinha entrado na faculdade. “19″, respondi. “Nossa, que tarde, né?!”. Não que ela tenha falado por maldade ou algo assim, mas me fez pensar ainda mais sobre essa cultura de que a gente tem que conquistar as coisas cada vez mais cedo.

Posso falar a real? Acho uma crueldade isso. Acho que só ajuda a gente a ser infeliz com a nossa vida e ficar cada vez mais frustrado e se sentir mais pressionado a “ser alguém na vida o quanto antes”. Hoje a gente vive com a sensação de que se a vida não está resolvida aos 30 anos, pronto, fracassamos. Se não estamos no cargo sonhado, se não temos casa, carro e casamento (ideais que eu questiono loucamente), somos todos perdedores.

Mas não é só aos 30 anos.

Com 17 (ou mais cedo!) a gente já tem que saber o que quer ser pro resto da vida. Sendo que a gente nem faz ideia direito do que é a vida! Recebo muitos emails de leitoras super novinhas, com 17, 18 anos, tensas porque não sabem ao certo o que querem e rola toda uma pressão da família para que elas se decidam – e geralmente por algo que não é necessariamente o que elas gostariam de fazer. Tenho exemplos muito próximos de mim, de gente que escolheu uma faculdade sem saber direito o que queria e hoje, mesmo novinho, sabe que não é aquilo que quer fazer, mas acha que já é tarde pra recomeçar. Sente aquela frustração constante de “fiz merda e vou ter que conviver com isso”, e é infeliz. Com a vida toda pela frente!

Eu já me abri tanto aqui que sinto que “por que não ser ainda mais sincera?”, né? Então. Vou fazer 25 anos no fim desse ano e sim, eu sinto que não fiz nada do que me orgulhar na minha vida. Sinto que a única coisa de concreta que eu tenho é um diploma da usp (conquistado agorinha, antes disso eu me sentia muito pior) e só. Sinto que ainda não fiz nada de relevante, que não cheguei a lugar algum que me faça orgulhosa de mim mesma. Eu fiz a Juno e me orgulho muito dela. Mas fico com muito medo de não ser capaz de fazê-la crescer e se tornar algo além de uma promessa. E olha que eu não me arrependo de ter feito jornalismo, pelo contrário. Eu sei que é isso mesmo que eu quero e é o que me faz feliz. Mas constantemente questiono se estou no caminho certo e tenho medo, medo de me sentir um fracasso.

Fico brava comigo mesma porque eu não deveria me deixar levar por essa pressão ridícula de “ter que ser alguém até os 30 anos”. E pra gente que é mulher a pressão aumenta alguns degraus. É coisa de ter filho (acho meio absurdo gente que acha que se você não teve um filho até os 30, nossa, cuidado, porque vai ser velha demais e tal), de casar – ou pelo menos não estar solteira -, de estar “com tudo em cima” (seja lá o que isso signifique), de ter dinheiro pra comprar coisas caras, quaisquer que elas sejam, de ter uma casa e conseguir mantê-la impecável (ao lado de todas as outras áreas da vida que a gente tem que ser impecável).

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Fico brava porque eu me deixo levar por essa onda de que gente jovem conquista coisas cada vez mais jovem e me cobro por isso. Sendo que é outra dessas imposições malucas e que fazem mal pra nossa cabeça.

Ninguém deveria ser obrigado a escolher o futuro da sua vida com 15, 16, 17 ou 18 anos. Porque a gente não viveu nada da vida. A gente não sabe nem quem somos, quem dirá o que queremos. Mas se a gente sabe, que ótimo, que lindo! E a gente deveria poder sim, sem medo, começar de novo. E de novo. E ir atrás daquilo que nos move. Ao menos daquilo que nos faz bem.

E a gente deveria poder ter o direito de seguir com a vida do jeito que bem entendemos, sem imposições e cobranças. Sem medo de não estar acompanhando a onda de “jovens milionários antes dos 30″ (tenho horror dessas matérias haha!), mas tranquilo com nossas escolhas. A gente deveria poder estar bem com a velocidade das nossas vidas, simplesmente por estarmos vivendo ela de acordo com o que a gente acredita. E não querer que as coisas aconteçam mais e mais rápido só pra alcançar uma linha de chegada qualquer, que no fundo não significa quase nada.

A gente deveria entender que o que vale na vida são as experiências de cada dia, e não conquistas isoladas de títulos e cargos e cifras. Eu deveria aprender isso. Eu deveria viver mais assim. Se não vira tudo uma corrida maluca em busca de um troféu de ouro e a gente nem vê quão linda é a paisagem ao redor e não aproveita as coisas legais que acontecem durante o percurso.

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Por que ter carro, casa e um salário alto pode até ser legal, pra alguém. Mas pra mim o que vale é sentir que eu tô fazendo algo por mim que vai muito além de conquistas materiais. Que tem a ver com o que eu sinto e quem eu sou, e não com o que eu tenho. Tem muito mais a ver com o que eu entrego pro mundo.

Todo dia é uma tentativa de alcançar essa serenidade. De entender isso, de incorporar isso. Ainda que insanamente difícil.

coracao

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Arquivado em Diarinho, Sentindo

Em Julho eu vou…

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Julho é histórico por motivos de: acabou o TCC e eu não tenho mais faculdade! É tão estranho hahaha. Enfim, depois desse semestre MA-LU-CO (vocês acompanharam, né), tá na hora de voltar ao normal. Então em Julho eu vou…

- Postar, postar e postar!

Sempre falo isso, mas sim, vou me esforçar ainda mais! E nada melhor do que ter post no primeiro dia do mês, né?

- Me atualizar nos seriados:

Tirando Game of Thrones, que eu fazia questão de ver toda semana, eu abandonei todos os outros seriados que estava assistindo por conta do TCC. É que rolava toda uma culpa de “deveria estar fazendo a Juno!”, mas vou terminar Breaking Bad (sim, ainda! Faltam uns 4 episódios só), ver mais Scandal, começar a ver House of Cards (David AMA) e terminar Twin Peaks (aliás, quero fazer post)!

- Fazer as pazes com meu videogame <3

A gente tá separado desde… o TCC, claro. Eis que ainda preciso terminar Last of Us (AMO, AMO, AMO), voltar a jogar Beyond e começar um novo que David comprou, o Red Dead Redemption. Eis um post ou vídeo que deverá sair em breve: meus jogos preferidos ;)

- Mostrar pros meus amigos todos que não morri:

Porque, adivinhem, eu recusei a maioria dos convites pra sair, dos convites pras pessoas virem ver minha casa nova, faz quase três meses que não volto pra cidade e não vejo uma das minhas melhores amigas… A lista é grande, mas a minha vontade também <3 Tô morrendo de saudade de muita gente.

- Criar uma rotina nova:

Tava bem malucona, indo dormir todo dia às 4 da manhã, acordando às 9h e correndo pro trabalho, sem tempo pra tomar café decente ou fazer meus exercícios e né, chegava tarde da redação e ia direto pro computador cuidar da Juno, então sim, preciso me organizar direitinho agora, pra poder acordar cedo, postar, fazer Pilates e tomar meu café com calma, e voltar pra casa e conseguir relaxar, desligar um pouco de internet, né?

- Ler decentemente (e ver mais filmes):

Insira aqui a ladainha do TCC e conclua que sim, estava lendo bem menos do que o costume. Mas nem liguei muito, porque tinha em mente que o que eu tava fazendo merecia toda essa atenção e era tão (ou mais haha) legal quanto. Das leituras em andamento que quero terminar esse mês estão Guerra dos Tronos e Como Ter Uma Vida Normal Sendo Louca.

- Organizar meu quarto e colocar tudo em ordem:

Ainda têm umas caixas no chão, coisas sem lugar ou bagunçadas (a cômoda com os perfumes está mais caos que o trânsito em São Paulo) e preciso comprar algumas coisas pra deixar como eu quero, então pretendo fazer isso nesse mês belíssimo.

- Gravar vídeos e editar os já gravados:

Já estão engatilhados alguns tutoriais de maquiagem e o vlog do dia em que eu fiquei ruiva. E vou gravar um mostrando a Juno impressa pra vocês e um sobre Jornalismo. A profissão, a faculdade, a Usp, etc. Então se tiverem perguntas, deixem nos comentários, tá?

E vocês, pretendem fazer o quê nesse mês?

Bisous e até já ;)

coracao

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Conheçam a Juno, o meu projeto de TCC <3

Enfim, formada (ou quase, ainda falta receber o diploma de verdade, haha)! Depois de um semestre de #formanoelle, cá estamos, com um orgulho e felicidade do tamanho do mundo e um 10 que me deu um sorriso de orelha a orelha.

Captura de Tela 2014-06-26 às 21.45.18

Vou contar uma coisa pra vocês: eu não suporto fazer coisas chatas, das quais eu não me orgulhe ou não me inspire. Não tem jeito, ou eu me apaixono por algo ou NÃO VAI. Foi assim com meu TCC. Quando tudo começou, em fevereiro, eu queria fazer algo completamente diferente – uma monografia – mas apesar de eu estar interessada no tema, não rolou. Eu começava a pesquisar e… nada. Eu pensava em fazer o tcc e… queria fazer outra coisa. Não foi. Eis que, no FIM de Abril (dois meses atrás) mando um email pra minha orientadora, conto das minhas angústias e digo a ela que quero mudar completamente. “Quero fazer uma revista, professora”, eu disse. Ela super me apoiou, mas falou: “Você tem 45 dias.”

E em 45 dias a Juno nasceu.

Não nasceu Juno, vale dizer. Nasceu revista sem nome, que se pretendia de beleza, mas NOSSA, como mudou. Assim que comecei a pensar nas pautas e no que queria, mas eu abria o leque. Por que falar só de beleza? Do que eu sinto falta numa revista? O que eu quero sentir ao ler uma revista? O que eu quero que as pessoas sintam ao ler a minha revista?

Deus é muito bom comigo e colocou ao meu lado anjos disfarçados de pessoas: Babi e Lucas. O Lucas é maravilhoso no design – e fez Jornalismo comigo lá na USP. Perguntei se ele topava me ajudar com o Projeto Gráfico e ele embarcou nessa viagem muito muito louca de um jeito que até agora eu desacredito. Lucas, eu sei que você vai ler isso e quero que você saiba que eu nunca vou conseguir expressar direito minha gratidão por você ter acreditado na Juno desde que ela surgiu – e nem se chamava assim haha. O seu amor pelo projeto e a sua dedicação foi sentida não só por mim, mas por todo mundo que viu a revista. E Babi, o que dizer dessa pessoa genial que está na minha vida há quase dez anos e que me inspira e pira nas mesmas piras que eu? Os seus textos, a sua visão e a sua paixão – e genialidade – fizeram desse projeto algo muito mais incrível do que achei que poderia ser.

Pois bem. Os dois ao meu lado, descobri o que queria: queria que as pessoas se sentissem bem ao ler. Queria que elas se sentissem bonitas, felizes, completas, instigadas, mexidas, inspiradas.

Eu não queria fazer mais uma revista que ditasse regras. Que falasse de padrões. Que dissesse como a gente tem que ser pra ser feliz.

Queria fazer uma revista diferente e que respeitasse e AMASSE as diferenças. Que mostrasse que sim, você pode ser quem você quiser ser. E ser feliz assim. Se sentir bem assim. Se amar assim.

Captura de Tela 2014-06-26 às 21.46.15A matéria sobre amizade feminina (sororidade!) com as fotos que vocês, leitoras, me mandaram <3

Uma revista que falasse de amor próprio, e de autoestima, e de respeito, e de amizade, e de feminismo e de inspirações reais e lindas. Que fosse mais sobre sentimento e menos sobre consumo. Mais sobre beleza de verdade e menos sobre modelos fabricados e photoshopados. Menos, muito menos sobre insegurança. Mais sobre enxergar a importância da diferença e das “imperfeições” e menos sobre o corpo perfeito, a barriga chapada, a dieta da hora.

A Juno não é só Juno. Ela tem sobrenome, que eu acredito que diz muito: “Abrace quem você é”.

Vou copiar aqui a conclusão da parte escrita do meu TCC: “Grande parte do que a revista é vem da minha experiência pessoal. Das minhas conversas com amigas e amigos, daquilo que eu consumo – ou não consumo – das minhas insatisfações pessoais (e também das amigas e amigos) e das minhas satisfações. E queria que a leitora sentisse isso também. Que a publicação não é algo que está acima dela ou seja melhor que ela, mas que dialogue com ela, assim como uma amiga. Que não imponha – e, de novo, que não a faça se sentir péssima com ela mesma – mas apresente pontos de vista, sugestões e possibilidades. Que mostre que dá sim pra viver nesse mundo sendo quem a gente é, e não aquilo que querem que a gente seja.”

Captura de Tela 2014-06-26 às 21.46.30

Ontem, na defesa do TCC, foi muita emoção. Apresentar a Juno pra todo mundo foi a coisa mais assustadora que eu já fiz. Porque eu a amo. Porque ela foi feita com sentimento e com sinceridade. E tudo o que está ali é minha carta (e de todo mundo que me ajudou e esteve ao meu lado) ao mundo. De como eu quero me sentir. Do que eu acredito.

Foi tão assustador e tão pessoal que eu chorei. E muita gente que estava assistindo chorou também.

Na banca, eu ouvi as coisas mais legais e maravilhosas. A Kathia Castilho (da Editora Estação das Letras e Cores) disse que quando leu meu projeto, duvidou de mim. Pensou “ah, mais uma revista que quer ser diferente”. E quando leu a revista, se rendeu. Se surpreendeu porque eu consegui aquilo que eu me propunha. E nossa, isso foi sensacional! O André Rodrigues, que foi meu chefe no FFW e na L’Officiel, disse que o projeto – e eu – é corajoso. Não tem medo de tratar de temas que outras revistas não tratam e que não ficou chato. Disse que as revistas hoje buscam um novo jeito de publicar, e que a gente conseguiu isso. Fizemos a Juno, segundo ele, diferente de qualquer coisa que há no mercado e com muita qualidade. Não dá pra explicar o que é ouvir isso de um projeto tão pessoal. Ver que não é uma coisa só da sua cabeça. Que há ali uma coisa… diferente.

Captura de Tela 2014-06-26 às 21.49.03

Eu só tenho a agradecer a TODOS que me apoiaram, que acreditaram, que doaram seu tempo ou seu “boa sorte” ou seu “estou torcendo”, que fizeram isso acontecer junto comigo, com o Lucas e com a Babi.

A Juno é, sem dúvida, a coisa mais incrível que eu já fiz nesses 24 anos de vida. Espero que vocês a amem o tanto quanto eu a amo. E que ela continue. E que ela exista. Estou lutando pra isso <3

CONHEÇAM A JUNO AQUI! (não dá pra embedar no wordpress, que triste!)

coracao

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O que pode haver de errado nisso?

Eu tinha 11 anos quando fui ao Hopi Hari pela primeira vez, um parque temático do interior de São Paulo, numa excursão da rádio da cidade. Naquela época eu ganhava tudo quanto era sorteio da rádio, uma loucura, e ganhei um ingresso e a viagem para o parque. Eu era a segunda mais nova (a filha de uma das pessoas da rádio tinha 9 anos, e tinha ido também), no meio de montes de adultos e adolescentes.

Foi lá no Hopi Hari, enquanto esperava numa fila, que eu vi pela primeira vez. As pessoas que estavam comigo começaram a cochichar e apontar, meio em choque, meio com risinhos, e eu não entendendo nada. Na minha cabeça nada fazia sentido. Por que raios aquela gente tava chocada e apontando pra uma coisa tão comum e que eu via quase todo dia nas ruas e na televisão? Até que alguém me cutucou e disse “Você viu?!”, sabe, com aquela entonação de “oh meu deus!”, e a pessoa continuou “duas meninas se beijando! dá pra acreditar?”. Foi aí que fiquei em choque. Foi aí que vi pela primeira vez o preconceito com pessoas que amam pessoas do mesmo sexo. Lembro que eu fiquei olhando pra pessoa meio “hm, e daí?” e ela me olhou incrédula. Supostamente eu tinha que agir como todo mundo e ficar chocada simplesmente porque duas pessoas estavam lá, se curtindo e demonstrando que se gostavam. Mas pra mim era normal, do mesmo jeito que eu via as pessoas se beijando na tv, minhas amigas beijando seus paquerinhas na escola, e minha mãe e meu pai. Não era chocante. Era só um beijo.

Eu sempre lembro disso, e cada dia mais. Na minha casa a gente não falava sobre gays ou héteros. A gente falava de amor, de gostar das pessoas, de se importar com as pessoas. Minha mãe nunca havia me falado que havia gays no mundo ou que “meninas ficam com meninos e é assim que tem que ser”. Mesmo sem nunca me dizer “stephanie, você precisa respeitar todo tipo de amor porque aí fora há todo tipo de amor”, meus pais nunca fizeram diferença na minha casa, nunca me colocaram numa caixinha ou outras pessoas em caixinhas. Mesmo sem saber, eles me ensinaram, e colocaram na minha cabeça que não há diferença. Amor é amor, respeito é respeito e fim. Meus pais não são desses pais modernos, que ensinam seus filhos que você pode gostar de meninos ou meninas. Mas meus pais também não fizeram o contrário. Não me disseram nunca quem eu deveria amar ou quem os outros deveriam amar. Eles só me ensinaram o que é amor, o que é carinho, o que é gostar de alguém e o que é não gostar de alguém (por caminhos algumas vezes tortuosos…).

E assim, aos 11 anos, eu vi que na verdade, pra outras pessoas, havia diferença. E pior, havia o amor certo e o amor errado. Como, MEU DEUS, podia ser errado amar alguém, quem quer que fosse?

Foi isso que sempre pensei, desde aquele dia que alguém me apontou e disse que era diferente. Pra mim, nunca foi.

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Quanto mais eu crescia, mais isso crescia dentro de mim. Naquele dia, no Hopi Hari, eu não falei nada. Eu ainda não tinha muita noção de que sim, palavras são fortes, tem poder e que por mais que a gente diga que algo é “brincadeira”, no fundo, não é. Reforçar os estereótipos (“esse cara tem jeito de gay”, “essa mina parece homem”, “essa menina não me deu bola, deve ser sapata”, “ihh, esse menino é muito fofo, deve ser gay…”) só aumenta o preconceito e marca mais forte no cérebro de todo mundo que isso é algo errado. E não é. Só estamos mascarando nosso preconceito com algo que NOS PARECE diferente. Mas não, não é diferente. Com o tempo, fui vendo cada dia uma prova nova e horrorosa de como as pessoas podem ser cruéis e desrespeitosas. Hoje, eu não fico quieta nem um minuto. Eu respondo a todo mundo, seja quem for, que faz um comentário aparentemente inocente ou “de brincadeira”, ou preconceituoso pra valer mesmo. Ficar quieta é compactuar com essa crueldade, que está passando dos limites, cada dia mais.

Errado é matar, errado é fazer o mal a outras pessoas, errado é tirar vantagem dos mais fracos e mais pobres, errado é achar que o “diferente” tem que ser eliminado. Errado é achar que só o seu padrão, o seu jeito, é o certo.

Amar não é errado. Gostar não é errado. Ter carinho não é errado. E você não precisa gostar de menino ou de menina pra entender isso e lutar por isso e principalmente, mais do que tudo, respeitar isso.

Somos todos seres humanos tentando sobreviver a essa coisa maluca & maravilhosa chamada vida e buscando alguém especial pra dividir isso com a gente, seja quem for, do sexo que for, da cor que for, da crença que for. O que pode haver de errado nisso?

coracao

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