Pra ouvir: Banks

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O Lucas me apresentou a Banks ano passado, ainda. Era uma época em que todo dia ele me mandava uma música diferente pra eu ouvir (melhor migo <3) no trabalho, e ele me falou dela. Não lembro porque, mas na época eu ouvi, mas não me prendeu. Acho que era o momento da vida, tenho muito isso, de encontrar cantores novos que signifiquem algo pra mim naquele momento, seja pelas letras, seja pelo ritmo, a voz… Às vezes nem me identifico com as letras, mas o ritmo me faz bem, sabe assim?
Corta pra esse ano e eu ouvi uma música dela em alguma playlist do Spotify e gostei muito. Salvei o CD, mas, de novo, não dei muita bola. Até um mês atrás, quando tava enjoada do que tava ouvindo e dei outra chance… e agora estou viciada.

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Ela tem uma voz linda, um timbre bem sexy (pode tocar quando for levar o gatinho pra passar a noite em casa, viu), as letras são incríveis -ela mesma compõe-, mas são meio melancólicas, meio coração partido, uma vibe meio “eu me apaixonei pela pessoa errada” misturada com “eu não sei amar outras pessoas, nasci pra ser sozinha”. Na real têm umas músicas bem tensas, sobre relacionamento abusivo e coisas assim, que me faz pensar que ela já passou por coisas horríveis, e é preciso muita coragem pra expor desse jeito e muita força (e talento) pra transformar memórias ruins em músicas lindas. Na Teen Vogue ela falou que as músicas são como “um machucado que é gostoso”.

Ela tem 27 anos, nasceu Jillian Rose Banks (mas usa só Banks porque “É curto e poderoso, e isso é o que eu quero que minha música seja”) em Los Angeles, e tem um CD lançado até agora -e dois EPs-, o “Goddess“, mas já apareceu em um monte de listas do tipo “Artista pra ficar de olho”, não curte muito redes sociais, mas é amiga da Lily Collins, que usou seus contatos de Hollywood pra fazer o nome da Banks chegar a gente importante, que poderia fazê-la se tornar conhecida entre as gravadoras, porque até então ela só divulgava suas músicas no Soundcloud, e foi o que aconteceu. Ela abriu os shows do The Weeknd, e fez tanto sucesso que pode lançar sua própria turnê solo, e “Waiting Game“, uma das minhas preferidas, foi tema de um comercial da Victoria’s Secret, além de ser trilha sonora de “Divergente”  e aparecer em um episódio de “Grey’s Anatomy” – “You Should Know Where I’m Coming From” e “Goddess” também tocaram em “Grey’s Anatomy”.

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Fiz uma playlist com as que mais gosto de ouvir, mas tem o cd completo no Spotify, provavelmente no Deezer, e no iTunes, também! Chama “Goddess”! A “Beggin for Thread” foi a primeira que me fisgou, e acho que é a mais fácil de gostar, também. Fico fácil dançando essa música sozinha no quarto -e tá na minha playlist da academia- é a minha preferida, fácil, junto com “Waiting Game“. Outras que tô amando são “Brain“, “You Should Know Where I’m Coming From”, Goddess” e “Under the Table“. Ai, mas gosto de todas da playlist, juro. Escutem aqui embaixo e me contem ;)

O instagram dela é Her Name is Banks, o twitter também é Her Name is Banks e o site oficial também é Her Name is Banks.

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Cês já conheciam? Gostaram? Me contem :)julho

Bisous!

coracao

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Coisas que eu queria ter mais (e tenho de menos)

1. Queria ter mais paciência com as pessoas que eu amo. Acho que a intimidade faz a gente esquecer (ou no caso, faz com que eu me esqueça) de que as outras pessoas têm outro ritmo, outro jeito de fazer as coisas e lidar com situações que não é o mesmo que o meu. E que, ainda que a pessoa saiba que eu amo e ela é muito especial pra mim, a falta de paciência machuca. E dói.

2. Queria ter mais serenidade pra viver a vida. Eu não era uma pessoa ansiosa, mas me tornei. Eu tenho até um “tique”, que eu fico puxando os pelinhos da minha sobrancelha quando eu tô ansiosa, tensa, preocupada, perturbada… Às vezes puxo das duas ao mesmo tempo, é péssimo. E é um sinal claro de como eu não sou serena. Estou sempre preocupada com alguma coisa, que às vezes nem aconteceu ainda.

3. Queria ter mais confiança. Com minha personalidade, com minha aparência, com o meu trabalho. Ser mais eu mesma em todas as esferas e com todas as pessoas, e não só aqui ou com as pessoas que confio muito ou com as quais “não tenho nada a perder”. Queria ser mais corajosa pra falar as coisas que penso e que eu tô com vontade pra quem for, mas é muito comum eu ficar pensando muito antes de deixar alguma coisa sair da minha boca. E isso é super contraditório com o que eu sou essencialmente: uma pessoa sincera, que não esconde as coisas, que prefere ser um pouco dura, mas sincera, a ser mentirosa ou encobrir coisas, a fazer joguinho.

4. Queria ter mais disciplina, porque eu sou muito sonhadora, sou muito desejosa de coisas acontecendo na minha vida, mas eu mesma me surpreendo com a minha falta de disciplina pra fazer com que isso aconteça. Eu tenho um bloqueio que não sei da onde vem, que quer fazer as coisas, mas que pensa “precisa ser perfeita”. Puta merda, sabe. Não precisa ser perfeito. Sempre martela na minha cabeça frases do tipo “feito é melhor que perfeito”, e que não adianta nada ter uma ideia, mas não colocá-la em prática. Pois é, não adianta mesmo. E aí fico com aquela sensação horrível de ser uma fraude, sobre a qual já conversamos.

5. Queria ter mais leveza, mais despreendimento com as coisas. Tanto as materiais quanto as imateriais, porque acabo dando muito valor e importância a coisas, pessoas, situações que não precisavam receber aquilo tudo, e tudo isso acaba entrando no meu mundo e criando um peso totalmente desnecessário. Sabe perder tempo e energia com coisas que simplesmente não deveriam importar? Sou péssima nisso. Queria ser tão mais tranquila, pra poder aproveitar e conseguir ver (e viver) as coisas boas, e dar valor a elas. Sabem o vídeo da Jout Jout, da “Bigpicturização da Vida”? Pois então, eu super precisava ser mais assim em algumas áreas da minha vida.

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+ BÔNUS (pra terminarmos esse post de maneira positiva hehe)

Uma coisa que tenho demais (e não me importaria de ter mais ainda): Paixão pela vida. Eu simplesmente amo viver, por mais cafona ou ‘não legal’ seja dizer isso, em um mundo em que parece que a regra é estar todo o tempo de mal com a vida ou deprimido ou reclamando. Não que eu não fique assim, porque eu fico, mas eu me esforço pra aproveitar tudo o que a vida me proporciona, seja o que for. As pessoas ao meu redor, meu trabalho inspirador, o blog e vocês, coisas do meu dia a dia que sempre me fazem pensar “puxa, como sou grata por poder viver isso”. Desde coisonas, tipo fazer um batom, até coisas tipo ir no parque num sábado de manhã e poder ver aquele lugar lindo, respirar aquele ar, correr debaixo das árvores… Eu sei, eu sei, pareço uma boba. Mas eu sou mesmo. Não tenho vergonha de ser boba, de ser feliz, de aproveitar e ficar feliz. Porque tudo é finito. Pode durar 100 anos, mas vai durar 100 anos, não 101. Ou pode durar só um dia. E eu quero fazer valer à pena :)

coracao

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Julho no blog

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Julho chegou, e com ele o meio do ano, e aquela sensação de que muita coisa já passou, e só temos mais metade do ano pra fazer 2015 ser o melhor ano de nossas vidas. Dá uma sensação de urgência, não dá?

Bom, por aqui eu tô sentindo isso. 2015 já é um dos melhores anos dos últimos tempos, tanta coisa maravilhosa me aconteceu, mas eu sei que muitas outras maravilhosidades virão SE eu me dedicar.

Por isso, vamos ter mais uma “edição” de post todo dia esse mês, uuuuhhuuul! Com uma diferença: de segunda a sexta, com vídeo no canal do youtube domingo. Formô?

Também tem outras surpresas, mas vou contando ao longo do mês!

AH! E já temos o próximo livro do “Clube do Livro da Noelle”: Madame Bovary, do Gustave Flaubert. Vem participar, é só clicar aqui. A resenha de “Orgulho e Preconceito”, o primeiro que a gente leu, entra logo mais! ;)

É isso, espero a companhia de vocês nesse mês todinho! Bisous mil ;***

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Habemus layout novo!

GENTE! Desde que criei esse blog, lá em meados de 2012, ele tem a mesma carinha. Um layout feito por mim, com background achado no pinterest (que nunca descobri os créditos, haha), header feito por mim, com ilustra do Floyd Grey, que achei na internet também e pedi autorização pra usar, e eu tinha muito carinho por ele, mas nos últimos tempos eu não aguentava mais olhaaaaar!
Eu mudei, o blog mudou, todos crescemos, e eu queria um layout que expressasse isso. Afinal, isso não se chama Chez Noelle à toa (é uma expressão que significa ‘na casa da noelle‘ <3), e eu não estava mais me vendo nele. Mas gente, se eu contar pra vocês que comecei a pensar em mudar esse layout no ano passado, vocês acreditam?

Pois é.

Eu sabia duas coisas: que eu queria uma ilustração e que eu queria mais limpo. Quando conheci o trabalho da Marina Costa, que fez vários freelas pra Glamour, eu me encantei imediatamente. E quando a gente se conheceu, tudo o que a gente conversava, batia. Foi muito amor e muita sintonia! Conheçam o trabalho dela, é incrível! Eu queria que a ilustra tivesse coisas do meu mundo, por isso os livros, a canecona de café, a feminista do “We Can do It” (é a Rosie, the Riveter!), a Torre Eiffel… Um pouquinho de tudo o que eu gosto, e eu, toda pimpona, no balanço :)

layoutnovoE aí o Lucas, meu melhor-amigo-fiel-escudeiro me ajudou a encontrar o layout que fosse como eu sonhei (ou que ao menos desse pra gente alterar conforme nossa vontade), e foi o que aconteceu. Portanto essa nova roupagem do Chez Noelle é fruto de muitas mãos: da Marina, que ilustrou, do estúdio 17th Design, que fez o ‘esqueleto’ do layout, e das minhas e do Lucas, que mexemos nos códigos até tornar isso aqui, meu lar virtual!
Estou muito feliz com ele, com o tamanho bem maior das fotos, com os espaços em brancos que dão um respiro ótimo -afinal, pro tanto que eu escrevo, a vista precisa de um descanso, haha- com o header, com tudo! E já tô sentindo muito mais ânimo pra escrever por aqui. Aliás, em Julho teremos algumas novidades (ainda secretas), mas já tá chegando, então calma!

AH, um update: o design é responsivo, ou seja, dá pra ver no tablet, no celular, e ele continua lindinho <3 

Espero que tenham gostado tanto quanto eu :)

E mais uma vez: obrigada pela companhia. Sem vocês, nada disso faria sentido! Bisouuuus!

coracao

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Eu não acredito em almas gêmeas

Eu sou romântica. Sou emotiva. Sou apaixonada. Sou fofa. Sou muito carinhosa. Mas eu não acredito em almas gêmeas. Não acredito em pessoas que se completam ou metades-da-laranja.

Quando eu era adolescente, eu acreditava. Na verdade, era a única verdade que eu conhecia. Sempre haviam me dito que eu só estaria completa quando encontrasse alguém que me fizesse feliz. Que eu, mulher, nasci com um pedacinho faltando, que seria preenchido por um status de relacionamento do tipo “namorando” ou “casada“. Se eu não encontrasse ninguém, estaria fadada a uma maldição pior do que todas as maldições: a solteirice. E isso ninguém queria. Estar sozinha parecia ser a pior coisa que poderia acontecer a qualquer mulher. É como se nos faltasse um membro primordial do corpo, e ele, claro, nos seria devolvido assim que um macho (sim, tinha que ser um homem, claro) nos presenteasse com sua tão adorada e preciosa atenção.

Tinha mais ainda: assim que adentrássemos ao abençoado Jardim do Éden das pessoas comprometidas, imediatamente subíamos uns 146 degraus na escada do status social, e logicamente éramos melhores do que todas as outras meninas que ainda não haviam sido abençoadas com a presença de um homem ao seu lado. Nos disseram que as outras mulheres eram nossas inimigas, pois eram nossas concorrentes. Como se fosse uma competição, e não vidas & sentimentos. Nos disseram que essa atenção tinha que ser mantida a todo custo. Mesmo se a pessoa não te faz bem. Mesmo se ela não é a que mais te faz feliz. Mesmo se ela não te quer. Não dá pra largar o osso, simplesmente. Afinal, é esse cara ao lado que está nos completando. Sem ele, nos falta um pedaço. Sem eles, temos um defeito. Sem eles, não somos nada.

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Tudo bobagem, no entanto.
E é agora que vocês me dizem: mas Stephanie, você nunca foi solteira, você namora desde os 15 anos, o que você sabe sobre isso?
Pois é, eu não sei quase nada mesmo. Mas eu sei uma ou duas coisas sobre relacionamentos. Um que deu completamente errado, e outro que deu certo (sete anos e seis meses é dar certo, vai? <3).

E tenho a ligeira impressão de que o primeiro deu errado porque eu apostei a minha felicidade no outro. Achei que ia encontrar nele, e naquele relacionamento, a resposta pro vazio que havia em mim, e que, assim como haviam me contado, ele iria me completar. Ele ia me fazer feliz. Ele ia prover a razão da minha alegria, da minha satisfação com a vida.
Eu sempre fui muito insegura -com a minha aparência, com a minha personalidade- e eu sempre, sempre, busquei aprovação das pessoas. É algo que eu tenho trabalhado cada vez mais, já falei disso aqui, mas a atenção e a aprovação das pessoas sempre foi uma questão pra mim. E quando meu ex-namorado me olhou, de um jeito que ninguém tinha olhado antes, e me cedeu sua atenção, eu achei que todas as respostas para as minhas inseguranças estavam ali. Naquele ínfimo de atenção. E mesmo quando eu já não era mais feliz, eu não quis ir embora. Eu tinha medo de ficar sozinha. Pra mim, a ideia de ficar sozinha era aterrorizante. Eu não sabia ser feliz sem alguém validando a minha existência.

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Quando o David entrou na história, e quem acompanha o blog há um tempo já sabe de cor e salteado a ladainha, e a gente ficou amigo, eu fui me dando a chance de ser mais eu, e menos quem meu ex queria que eu fosse (e também quem eu achava que devia ser pra agradar os outros). Eu não precisava agradar ninguém, afinal, a gente era só amigos.
E naquela época eu só tinha amigos que também eram amigos do meu ex, então eu sempre me sentia presa, tendo que ser quem eu achava que tinha que ser, na frente deles.
E quando eu estava em outro ambiente, com outras pessoas, que não faziam ideia de nada daquilo, era um sentimento de liberdade tão maravilhoso, tão novo… E assim fui descobrindo quem eu era e o que me fazia feliz, de verdade.

Não vou falar que assim que começamos a namorar, eu entrei em um conto de fadas. Não foi assim. E hoje eu vejo com mais clareza. Nosso primeiro ano juntos foi meio turbulento (por mil fatores), e eu estava muito machucada do meu relacionamento anterior, muito presa a conceitos do que eu achava que era amor. Mas o David nunca me prendeu. Se tem uma coisa que está presente desde o dia 1 do nosso namoro, essa coisa foi a liberdade. E eu tive muito espaço pra me descobrir, pra saber quem eu era de verdade. Até que um dia, eu entendi que não precisava dele. Eu estava ao lado dele porque eu queria estar com ele. Porque me fazia ser ainda mais feliz. Mas não era uma necessidade. Não havia mais buraco. Ele não estava na minha vida pra preencher nada. Ele estava comigo, e eu estava com ele, porque queríamos ser ainda mais felizes juntos.

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Não é maravilhoso quando você escolhe estar com alguém, ao contrário de precisar estar com alguém? Devíamos ser ensinadas desde pequenas a almejar isso. A nos amarmos sozinhas, como pessoas únicas, maravilhosas, especiais e muito singulares, que vão sentir prazer em sua própria companhia, que vão se conhecer profundamente, e assim, sabendo o que nos faz feliz, escolhermos alguém para estar ao nosso lado, na mesma condição. Querendo estar, e não precisando estar. A gente só consegue dar amor de verdade pra alguém depois que a gente aprende o que é o amor-próprio. RuPaul, muito sábio, diz isso em todo programa: Se você não se ama, como raios vai amar outra pessoa?

Por isso eu não acredito em almas gêmeas. Alguém que “foi feito na sua forma“, alguém que te completa.

Eu já sou completa! Você já é completa. E se não somos, vamos ficar, mas com o que a gente tem aqui dentro -ainda que a psicanálise diga que há um vazio, eu acredito que não é em outra pessoa que achamos essa resposta, mas em nós mesmos. E quando estamos com alguém, é pra transbordar, porque nós já estamos cheinhas, até a borda. É tipo assim, ó: o bolo todinho é nosso, a pessoa que tá com a gente, é a cobertura e a cerejinha. Só faz ficar ainda mais gostoso ;)

ps: Todas as imagens desse post são da artista Eugenia Loli, conheci pela Rê Kalil, que foi minha editora na Glamour!

coracao

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