Sem destino

Acreditar no destino é uma parada perigosa. Ainda que tenha um ‘quê’ de romântico, pensar que as coisas estão escritas em algum lugar, que estamos destinados a ser algo, a conhecer alguém, a conquistar tal coisa, é mesmo uma armadilha.

Esperar que algo aconteça na nossa vida, ou aceitar que algo está acontecendo pois é “nosso destino” não me parece o melhor jeito de aproveitar esses poucos anos que nos foram dados dentro os bilhões que a Terra possui. Pelo contrário, soa como desperdício.

E tenho sentido isso cada dia mais, com mais força. Que por mais que seja difícil, e que fatores diversos façam o caminho que eu quero ser um pouco mais espinhoso, o meu destino é só meu. Eu faço dele o que eu bem entender. E isso com todas as merdas que podem acontecer no meio disso tudo. Com isso, não há como lutar. Mas assistir sua vida se moldar ao que está sendo feito dela, como um musgo que cresce na superfície de um objeto que foi deixado de lado há tempos sob a ação do tempo, não pode ser uma opção.

Eu posso sentar e me perguntar por que raios as coisas não dão certo pra mim como dão pra outras pessoas? Claro. Fazer isso inclusive gera um sentimento de autocomiseração que não é de todo ruim. É quentinho, é aconchegante, é gostosinho entrar na bad e ficar lá, sentindo uma peninha de si mesmo.

Vamos lá: eu acho mesmo que dá pra curtir um pouco a bad. Acho necessário. Viver eternamente com a sensação de que você não pode baixar sua guarda ou se sentir mal é horrível. Sufocante.

Meu problema é quando eu acabo me sentindo confortável demais nessa posição. E sair disso começa a parecer mais difícil, mais assustador, mais perigoso. Porque vai virando uma coisa familiar. A qual eu vou ficando acostumada.

E começo a pensar que talvez esse seja meu destino. Talvez eu tenha que simplesmente aceitar que é assim que as coisas são, e que por mais que eu queira uma vida diferente, “querer não é poder”, etc etc etc.

Cala a boca, Stephanie.

Não dá pra ser educadinha, fofinha, boazinha comigo nessas horas.

Eu sou uma pessoa privilegiada de muitas maneiras e posso sim definir muito do que vai acontecer na minha vida. Eu reconheço que muita gente aí fora no mundo não tem os mesmo privilégios que eu (a começar por coisas básicas que um ser humano precisa pra viver e se desenvolver), e por isso mesmo valorizar o que eu tenho e o que eu posso conseguir é o mínimo que eu posso fazer.

Tomar as rédeas da minha própria vida (ainda que com ajuda, que não é vergonha nenhuma admitir que a gente precisa) e seguir em direção ao que eu quero, ao que me motiva, me excita, me faz feliz, me coloca um sorriso no rosto, é o mínimo que eu posso fazer por mim mesma, e ao mesmo tempo, o mais legal.

Fomos colocados aqui. Soltos. Livres. Sem muito sentido na vida. Fomos colocados sem destino, também.

Ficar esperando, vendo a vida passar pelos meus olhos tal qual bolotas de feno de filme de faroeste? Não, obrigada.

Com licença que eu vou pegar aqui essa vida e levá-la pra passear. Vou dizer que estou apaixonada, quando estiver. Vou falar pra alguém que eu quero ser amiga dela, quando quiser (deu certo, né Isa? <3). Vou expor minha opinião, quando achar que devo. Vou me oferecer, quando achar que cabe. Vou me desdobrar em cinco, vou dormir menos, vou arriscar mais, vou ter menos medo, vou aceitar o tempo, vou criar as oportunidades, vou agarrar as que aparecerem, vou vibrar com o que rolar, vou superar o que der merda, vou tentar, vou insistir, vou sublinhar, vou ser trouxa, vou lutar. Vou sair da inércia. Vou me apegar a essa sensação que volta a preencher meus pulmões, aos poucos e não vou largar mais. Viver, acho que é esse o nome. Não sobreviver.

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Sweater Weather com Pryscilla Dantas

Eu conheci a Pryscilla Dantas totalmente por acaso. Comecei a seguir uma garota que achava bela no Instagram, a @notgabs, e vi que boa parte das fotos dela que eu achava lindas eram dessa moça, @pryscillak. Quando xeretei o perfil, me apaixonei ainda mais pelas fotos e segui, óbvio.

Fiquei toda felizinha quando ela me seguiu também, e mais ainda quando, há pouco mais de um mês, ela me convidou pra ser fotografada por ela. Imagina se eu não fiquei super honrada, né?

Antes das fotos, eu e a Pry nos falamos por áudios imensos no WhatsApp e eu vi que além de muito talentosa, ela era também uma pessoa incrível, dessas que a gente quer mesmo por perto. Pena que ela mora lá em Brasília :(

Essas fotos aqui debaixo fazem parte da primeira parte do ensaio que fizemos, na minha casa, e eu gostei demais de cada uma delas. É uma experiência bem interessante se olhar pelo olhar do outro, que capta nuances minhas que dificilmente deixo transparecer.

Tem essa música, do The Neighbourhood, Sweater Weather, que eu gosto muito e toda vez que vejo essas fotos, penso nela.

Espero que vocês gostem das fotos tanto quanto eu gostei. E vão lá prestigiar o trabalho da Pryscilla!

Use the sleeves of my sweater
Let’s have an adventure
Head in the clouds but my gravity’s centered
Touch my neck and I’ll touch yours

One love, two mouths
One love, one house
No shirt, no blouse
Just us, you find out
Nothing that I really wanna tell you about, no

‘Cause it’s too cold
For you here and now
So let me hold
Both your hands in the holes of my sweater

And if I may just take your breath away
I don’t mind if there’s not much to say
Sometimes the silence guides our minds
So move to a place so far away

And then I watch your face
Put my finger on your tongue
‘Cause you love to taste

These hearts adore
Everyone the other beats hardest for
Inside this place is warm
Outside it starts to pour

‘Cause it’s too cold
For you here and now
So let me hold
Both your hands in the holes of my sweater

Mil beijos e até mais!

ps: hoje era pra ter entrado vídeo, mas desde ontem estou com febre e não consegui editar, mas entra essa semana. Aproveita pra ver, se você ainda não viu, esse sobre não ser (tão) fofa e esse sobre a nudez feminina.

coracao

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Mulher pelada é um perigo!

Sou amiga dessa mocinha, a Isa Saldanha (lembram que fiz Quindim com ela? E ela deu dicas pra gente começar a cozinhar?), e a gente tem conversas incríveis sempre que nos encontramos. Um belo dia, ela deu a ideia da gente sentar e gravar uns vídeos da gente conversando sobre essas coisas. O resultado é um novo quadro que vai ao ar a cada 15 dias, no canal dela, o Fotografando à Mesa (maravilhoso, assinem!) e no meu, sobre temas diversos.

Pra começar com o pé na porta, falamos sobre o tabu do corpo feminino, inspiradas também por toda aquela polêmica do “Bela, recatada e do lar“. Porque a mulher pelada é um perigo? Porque nós mostrando partes do nosso corpo incomoda tanto?

Ah, sugere aí nos comentários um nome pro nosso quadro? ‘Gradecida <3

Espero que você tenha gostado do novo quadro e compartilhe a sua opinião com a gente! Quero muito saber o que você pensa sobre o assunto!

No canal da Isa a gente gravou sobre nossa adolescência e como foi ruim passar por ela!

Pode deixar sugestão de tema, também!

Mil beijos e até mais!

coracao

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Não sou (tão) fofa | Chez Noelle TV

Depois de um jejum de alguns meses, eis que voltei ao YouTube. A verdade, e vocês vão perceber pelo vídeo, imagino, é que eu não estava tão feliz com o conteúdo que eu estava produzindo, então “resolvi fazer algo diferente”, pra citar aquele meme da Luisa Marilac.
Eu quero levar muito mais do blog pro meu canal, mas vídeo é uma plataforma bem diferente pra mim, que escrevo desde muuito tempo atrás. Então óbvio que me expressar escrevendo é mais tranquilo do que falando.
Mas eu sei que vou me descobrindo ao longo desse caminho, especialmente com ajuda de vocês, leitoras e leitores tão maravilhosos. Portanto, qualquer crítica e sugestão é bem vinda (com amor, vai!) <3
Vamos ao vídeo! Como vocês perceberam pelo título, eu falo sobre o fato de todo mundo falar sobre eu ser… fofa!

Ah, e se inscreve no meu canal!

Espero que tenham gostado!

Bisous e até mais!