Modelo: Nia
Fotógrafo: Nicholas Lawn
Revista: TEST
Quando vi este editorial, de uma revista que não conhecia, a primeira coisa que pensei foi “Nossa, isso me lembra muito a Ana Pinho!”.
Em tempo, Ana Pinho é a única menina da redação, além de mim, haha, que está lá há um tempão (três anos!), fazia Letras na FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas), e agora vai ser minha companheira de curso na ECA, porque ela transferiu para Jornalismo esse semestre.
Anyway, feitas as apresentações, Ana é como a garota das fotos. Com cara novinha, delicada, e com um estilo fofo, meio moleca, meio vintage, que até a Denise Dahdah (e todo o clã do Tá Usando concorda) já comentou!
Mas posto este editorial aqui para focar em um ponto: A gente não precisa ser glamurosa-vamp-sexy todo dia, e que às vezes (ou sempre), sutileza pode ser a cereja no bolo.
Digo isso porque sou contra aquele discurso que se vestir bem (ou estar na moda, enfim) ‘afasta’ os olhares masculinos. Que no final das contas, os caras só querem mesmo é ver pele, e que tanto faz se a menina está usando boyfriend blazer, galocha de lavar jardim ou camisola de hospital.
Sou contra, mas talvez o seja porque tenho a sorte de ter um namorado bizarro (de um jeito fofo, tá David?) que tem a sensibilidade de simplesmente notar as coisas que visto, a maquiagem que uso, o cabelo que faço, elogiar (ou dizer o que não gosta, e são raras as vezes) sem que eu pergunte se ele gostou.
E um dia, ao ler para ele essa frase:
“Garotas não se vestem para garotos. Elas se vestem para si mesmas, e claro, para outras garotas. Se garotas se vestissem para os garotos, elas simplesmente andariam por aí peladas o tempo todo. – Betsey Johnson”
Ele falou: “Nossa, que sexista!“. Aí fiquei pensando no assunto. E na minha cabeça é tão claro como água que se vestir para homem é ‘so last season’ e que a gente tem é que investir na cachola e ter conteúdo, e ser interessante, que simplesmente não entra na minha cabeça que nós mulheres tenhamos que nos vestir para os homens na hora da conquista. Às vezes acho até desesperado.
Meio auto-ajuda, mas se eu me sinto bem com a roupa que eu estou, e me sinto bonita, confiante e todos esses sentimentos fofos, isso transparece no nosso jeito de ser, de agir, e aí o resto do mundo vai ver. E consequentemente, o dono daquele sorriso indecifrável.
E no fim da história, acho que as pessoas se acostumaram com a sensualidade óbvia, com o decote, com a roupa justa, que esqueceram daquela sensualidade que convida o próximo ao descobrimento. E óbvio é tão chato…
E vamos ao editorial:
(Se clicar nas fotos, elas aumentam!)
Bom final de semana : )


































