Arquivo do mês: janeiro 2011

Só um pouquinho sobre o #FashionRio

Eu bem que tentei atualizar o blog durante o Fashion Rio, mas como eu já imaginava _mas tava me enganando achando que ia ser diferente_ não sobrou tempo pra quase nada.

Além disso, sempre rola um ‘bode’ de ficar postando coisas que todo—santo—blog—de—moda já estava publicando. Mesmo que meu conteúdo possa ser diferente _AHAM CLÁUDIA_ ou algo assim, o assunto fica meio saturado, concordam?

Eu li esse post aqui do Ricota Não Derrete e não poderia concordar mais. Como não posso ignorar as semanas por motivos óbvios _e por gostar de verdade daquilo_, só evitar de ficar floodando aqui já ajuda, né?

Por isso, um post rápido e indolor (:P) com meus links de cobertura do Fashion Rio.

Para quem ainda não viu nada ou quer ver coisas legais (RÁ), eu indico a cobertura do FFW, que é, de verdade, minha cobertura de moda preferida. Eu gosto de tudo que a gente publica, acho lindo e babo o maior ovo :P

Tem as matérias sobre o evento, as matérias de beleza que têm vídeo em Stop Motion com passo a passo, as fotos do Fê Abe, que têm um olhar absurdo, a coluna da Laís Pattak, que é muito engraçada, e é claro, as fotos de desfile que agora ficam gigantes e tem um power zoom bem incrível.

Para ler as críticas, sugiro a coluna da Erika Palomino, que é sumidade no assunto Jornalismo de Moda (e que eu amo como se fosse minha mãe!).

Look New Order © Portal FFW

AH! E a gente também publicou ensaios lindos com os melhores looks de cada desfile, aqui no shooting. Vale SUPER a pena, viu.

E se alguém quiser ler o que eu escrevi, clica aqui embaixo :P

Destaque da temporada, Fabiana Mayer avisa: “Beleza não é eterna”

#FFWprofile: Simone Carvalho, exclusiva da Louis Vuitton e fã de Dostoiévski

Foi uma das entrevistas mais legais de fazer, fiquei apaixonada pela Simone e como ela é diferente da grande massa de modelos new faces.

#FFWprofile: Sofia Krawczyk, a modelo argentina que adora reggaeton

#FFWprofile: a modelo japa-negra-alemã-italiana Marcelia Freesz

Uma das minhas modelos preferidas, brasileiras, e de uma simpatia e simplicidade gigantes.

#FFWsetlist: Cole Mohr indica 5 músicas e fala sobre suas 22 tatuagens

Quando eu não entendi o nome da música que ele estava falando (oi, nunca ouvi falar de uma banda que chama Germs, sorry), ele pediu pra anotá-las no meu caderninho, disse que minha caneta (rosa) era incrível e sua cor preferida hahaha. Ele também se desculpou pela letra “Eu sou uma criança, então eu escrevo como uma criança :P” e disse para mim e para o Fê Abe (o fotógrafo colaborador do site) que adorou que a gente foi falar com ele, porque ele estava muito sozinha. Isso porque ninguém da marca queria que a imprensa falasse com ele :/

#FFWsetlist: Gustavo Gosenhemer revela o melhor do seu iPod

#FFWsetlist: Max Weber indica 5 músicas pra ouvir no backstage

Porcelanas, Wong Kar Wai e feminilidade: os acessórios da Têca

Carolina Dieckmann confessa seus ícones de estilo e peças favoritas

#Beleza #FashionRio #inverno2011_dia 01: tudo e mais um pouco!

Essa eu fiz em dupla com a Sarah :)

Espero que gostem, aproveitem e não me achem chata, hahaha

Beijos!

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Quase #FashionRio

Meio que decidi fazer um ‘diário de bordo e impressões’ do Fashion Rio. Para quem quiser ler minha cobertura de verdade, é só entrar no FFW, e aproveitar pra ver o restante do conteúdo, que vai estar ótimo nessa edição.

Hoje foi calminho ainda, pois era só o prêmio Rio Moda Hype. Dividido em dois blocos de cinco desfiles _bem curtos_, com os ganhadores desse prêmio. Não estava mega lotado, mas tinha mais gente do que eu imaginava que teria, já que oficialmente o evento começa só amanhã.

Dos dez desfiles, me chamou atenção Julia Valle e Soddi. Um feminino e outro masculino, mas nada proposital. Separei dois looks que eu mais gostei.

(Agência Fotosite)

Soddi Gosto muito da cartela de cores, da modelagem da calça que não é larga a ponto de ser de ‘tiozão’, da gola V toda despretensiosa e tipo sexy assim, e o paletó desconstruído, meio jaqueta, lindo demais!

(Agência Fotosite)

Julia Valle O monocromático, que eu acho muito legal, a brincadeira das texturas (tem o plissado, o verniz do sapato, o brilhante do blazer e o ‘plástico’ do colar) e o próprio plissado em si, muito bonito mesmo. Esse blazer era bem incrível, pena que não da para ver as costas dele :(

Para ver todas as fotos de desfiles, clique aqui.

Sobre o evento em si, não gosto que tenha um intervalo no meio, pois como os desfiles são curtos, seria ok ir direto por eles. Porque quando você dá intervalo de 30 min, o público demora 50 min pra voltar, mais 15 minutos pra começar o desfile e aí já foi um tempão que o pessoal ficou lá esperando.

Sinceramente, não me empolguei com muitas coisas :(

Vamos ver como serão as coleções a partir de amanhã!

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E o Fashion Rio vai começar!

Fiquei muito animada com os comentários do post anterior, mesmo aqueles que discordam da minha opinião. Como havia dito, acho que o debate só tem a enriquecer a moda.

Foto by Modices – Das Ruas

Amanhã embarco para o Rio de Janeiro, para cobrir o Fashion Rio. A cobertura completa vocês podem acompanhar pelo Portal FFW (para quem não sabe, eu trabalho lá), e qualquer coisa extra postarei aqui.

Na segunda acontece o Rio Moda Hype, que eu não conheço ainda, então estou cheia de expectativas. Pelo que entendi, é um desfile de novos talentos da moda.

Terça começam os desfiles oficiais da Fashion Rio, e a grande novidade é que o primeiro deles começará sempre depois das 18h, coisa que todos agradecem, já que o calor que faz por lá não é coisa fácil de lidar.

Espero que a temporada de moda que está prestes a começar traga muita inspiração!

Beijos!

:)

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A moda não tem que se colocar no seu lugar coisa nenhuma

Daí que hoje estava almoçando com duas amigas, a Babi e a Paula, e começamos a falar sobre moda, editoriais, blogs, e aí Paula citou um post do blog De Chanel na Laje (com textos ótimos), no qual a autora expõe sua indignação com o editorial Water & Oil, da Vogue Itália de Agosto de 2010.

O texto na íntegra você pode ver aqui. As fotos eu insiro após o texto. O André, do FFW, também já fez um texto sobre esse editorial aqui.

Pois bem. Assim como dona De Chanel se indignou, também me indignei, tanto com o texto dela, quanto com os comentários.

Para ficar claro, acho que todos nós temos direito de opinião, e acho que isso fomenta o debate (antes opiniões divergentes do que uma massa com opiniões padrões) e é muito benéfico.

Mas uma coisa que me chateia MUITO mais do que a autora e suas leitoras não terem gostado do editorial (cada um gosta e acha bonito o que lhe convém) são as pessoas acharem que a moda tem que se ater a moda.

Não mudar de assunto, não trazer debates, coisas novas, e por que não, instigar seu público? Surpreender, assustar, subverter, enojar, causar estranhamento, enfim, causar SENTIMENTOS e REAÇÕES. Alguma coisa além do marasmo e movimentos mecânicos de simplesmente virar uma página após a outra. Causar alguma coisa que te faça parar e realmente enxergar o que está na sua frente, não apenas bater o olho e ir em frente. E daí que é numa revista de moda e que a modelo tá vestindo Prada e na foto tem o preço da roupa? Acho que aí é até mais interessante, porque a pessoa está lá, lendo sua revistinha e TCHAN. Uma coisa inesperada, algo que surpreende. Algo que te faz, mesmo que por um espaço de tempo muito pequeno, pensar sobre aquilo.

Se  a mesma foto tá na National Geographic ou numa galeria de arte, você espera por isso. E tá preparado pra isso. Às vezes você está tão ‘esperando’ uma foto chocante, que no fim, aquilo nem te choca de verdade.

Eu não tava preparada pra ver fotos tão perturbadoras como aquelas numa revista de moda. E aquilo mexeu comigo.

E acho que é aí que tá a grande sacada.

Que mané “a moda se ater ao seu lugar“. Acho que quanto menos “mundinho’ ela for, mais interessante _e relevante_ ela fica.

Quando leio isso, me soa tão preconceituoso, sabe? É tipo aquelas esnobes que falam pra menina pobre da novela “Ponha-se no seu lugar!”. Que meu lugar? Quem disse qual o meu lugar? Por que não posso extrapolar as barreiras desse lugar imaginário que alguém algum dia delimitou?  Vou é quebrar barreiras, vou surpreender, vou chocar, vou ir além.

Chato é sempre levar ao público aquilo que ele já espera encontrar. Triste é se colocar num cercadinho e nunca mais sair, cumprindo o papel que alguém acha que é o seu. (E isso vale MUITO pra vida, se me permitem sair do assunto moda).

E não, não acho que o “povo da moda” quer fazer você achar um desastre ecológico no Golfo do Méximo cool e glamouroso. Nem tudo no mundo da moda tem que ser glamouroso. Talvez se você acha que a intenção é essa (ou que a intenção da moda é SEMPRE fazer isso), há uma certa necessidade de se despir dos preconceitos.

Por último, coloco na íntegra o comentário que deixei no post, porque acho que complementa o que quero dizer (mesmo que tenha algumas coisas redundantes, me perdoem):

“Gosto _e concordo_ com muitos dos textos escritos nesse blog, mas especificamente este me deixou inquieta.
Acho que dizer “Moda, faça uma coisa: atenha-se ao seu papel” nada mais é do que querer afirmar e tornar ainda mais forte a ideia de que moda é apenas consumismo e roupas de grife e “glamour”. Para muitas pessoas deve ser isso, para muitos veículos de mídias também. Espero que para alguns não.
Para mim, não.
Ao ver essas fotos pela primeira vez, e segunda, e terceira e assim por diante, me senti mal. Um nó na garganta. Tipo aquele que eu tenho quando vejo uma foto de um desastre no jornal. Acontece que o local era outro, as fotos estavam num veículo que ninguém espera que esteja.E isso surprende mais do que abrir o Cotidiano da Folha de S. Paulo. Surpreende e mexe bem mais.
Pode não mexer com todo mundo, mas e daí? Precisa generalizar? Nem.
Agora, dizer que a revista quis transformar um desastre em algo glamouroso e cool é a maior besteira que já ouvi. Não vejo glamour aí, não fiquei com vontade de me lambuzar de óleo e me afogar no Golfo do México pra ficar “na tendência”. Nem roupas eu vi aí, porque nem dá pra ver.
É um conceito. É uma maneira da moda sair, mesmo que às vezes, da sua bolha e levar uma mensagem de “ALOU GALERA, VAMOS ACORDAR?”.
E é claro que tem créditos. As marcas emprestam as roupas e o mínimo que elas esperam em troca é o nome aparecer na página da revista. É regra de produção de moda isso aí. Coisa chata e burocrática, mas fazer o quê?
Me irrita muito o extremismo das pessoas com relação à moda. Ou estamos sempre fechados em nosso mundinho, falando da cor do verão enquanto os EUA estão quase quebrando e “Ai meu deus do céu, como vocês são fúteis” ou estamos fazendo um editorial fotográfico sobre um desastre pra transformar aquilo em cool, desejável, glamouroso e vendável “E ai meu deus do céu, como vocês são grotescos, atenham-se a falar de moda”.
Bom senso, e temperança, é sempre bom. Vamos abaixar, por favor, as duas pedras nas mãos que temos em relação à moda.
Nem todo mundo trabalha com isso pra vender roupa, sentar na fila A e dar pinta.
Tem muita gente, equipes grandes, que se esforça ao máximo para fazer seu trabalho um pouco mais relevante e menos superficial.
Respeitemos os trabalhaos delas, porque elas se esforçam para não tratar o público como imbecil e trazer coisas novas e instigantes.”

Acho que esse assunto é extenso, mas comecei aqui um pouquinho desse raciocínio. Espero não ter falado besteira :x

As fotos estão meio miniaturas porque eram muitas, mas clicando elas ficam grandes.

Beijos :)

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Sensualidade voluptuosa e explosiva

Dentre as minhas resoluções pra 2011 estava o item “Estudar mais”, e creio que postar mais aqui também entre neste item, já que exercito _e estudo_ o “fator moda” quando resolvo escrever : )

Sem mais delongas, hoje escolhi um editorial que está há dias aberto no meu Chrome, da Vogue Italia de dezembro de 2010.
Por falar nela, preciso compartilhar que estou loucamente apaixonada pela Vogue Italia. Em parte pelos editoriais, fotos e matérias, em parte pelos textos da Franca Sozzani, que são ensinamentos preciosos pra qualquer um que queira trabalhar com moda. Aliás, obrigatórios.

Untitled
Magazine: Vogue Italia Dezembro 2010
Modelo: Kate Moss
Fotógrafo: Nick Knight
Stylist: Edward Enninful

 

(cliquem em todas as fotos, pois elas aumentam!)

Neste editorial, várias coisas me agradam. A primeira de todas é a estética 50’s ~ 60’s, que eu sou assumidamente adoradora. As roupas, os cabelos, os olhos delineados de gatinho (que eu estou usando todo dia haha), a música, a efervescência cultural… Enfim, são muitas coisas que me fazem eleger esse período da historia como favorito. É óbvio, portanto, que quando vejo ensaios de moda explorando essa estética, eu já começo a me interessar.

Ainda assim, existe muita (MUITA!) coisa chata e lugar-comum em trabalhos que se inspiram nesse período. Há uns meses atrás teve uma onda 50’s nos editoriais, impulsionadas pelos desfiles da temporada internacional de Inverno 2010 (tipo Prada e Louis Vuitton), e eu fiquei com preguiça, porque tinha muita coisa e muita coisa igual, sem nenhum respiro de novidade, e aí blé. De qualquer modo, imagino que esse período vai ser sempre reutilizado pela moda, não tem jeito. Mas fico muito feliz quando vejo coisas legais que me inspiram e não me fazem bocejar e pensar ‘hm… que legal #not’.

O segundo ponto é que a Kate Moss tá no editorial, e ela não tá loura e usando jeans e jaqueta perfecto, ou seja, resolveram parar de colocar a Kate pra ser ela mesma nos editoriais. Não questionando o estilo ou importância dela, mas tudo em excesso cansa, e eu cansei um pouco de ver a mesma Kate em todos os ensaios fotográficos.

O terceiro ponto é que tem uma coisa meio trash, meio vulgar, meio bombshell da Itália, que beira o cafona, e é isso. Pelo menos pra mim, isso é um dos trunfos do editorial, não querer maquiar sua vontade de ser ultra-sexy-trash. É cheio de voluptuosidade e é lindo assim. O Nick Knight, fotógrafo do editorial, cita isso na foto que abre o ensaio (e que tá no topo desse post), ” No ensaio eu quis capturar aspectos de sensualidade que normalmente não são expressadas ou aceitas pela moda contemporânea. E Kate Moss era perfeita pra isso”. Amo também as locações, tipo o buraco, que é um elemento surpresa haha.

E por último, adoro as fotos menores na página, com closes e detalhes. Todas elas contribuem para contar a historia daquela página, e pra gente entender mais, e desejar muito mais aquilo. Sou particularmente fascinada por fotos de detalhes (talvez por isso eu goste tanto dos posts da Yasmin!), e às vezes eles encantam muito mais do que uma foto inteira, além de instigar a imaginação (tudo que é mastigado é cha-to) ; )

Minha foto preferida. As sandálias Miu Miu não são lindas?

Por último, um close desse delineado maravilhoso, com boca apagada. Pra usar hoje, amanhã e sempre!
(Fotos tiradas do fgr)

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