2012 começa, pra mim, com mudanças. E pra acompanhar o clima, nada como uma cara nova pro blog, que tinha o mesmo layout desde que foi criado, em 2010. Espero que gostem de como está ;)
E agradeço a todo mundo que passou por aqui neste ano! Por mais que o blog não seja atualizado com a freqüência que eu gostaria, me alegra imensamente ver que as pessoas continuam passando por aqui, e até comentando! E olha, arrisco dizer que vocês que passam por aqui e perdem um tiquinho do tempo de vocês pra comentar, são os leitores mais inteligentes e especiais que já tive notícias. É cada comentário (e tweet e mensagem no facebook). A semana que vem eu já venho contar uma novidade que tá me deixando loucamente feliz.
É, 2012 já desponta com a certeza de ser o melhor ano pra mim. Espero que pra vocês também!
Que em 2012 a gente tenha incontáveis motivos pra sorrir de orelha a orelha!
Rockin’ around the Christmas tree at the Christmas party hop Mistletoe hung where you can see every couple tries to stop
Rockin’ around the Christmas tree, have a happy holiday Everyone’s dancing merrily in the new old-fashioned way, hey
You will get a sentimental feeling, when you hear voices singing “Let’s be jolly, deck the halls with boughs of holly”
Rocking around the Christmas tree have a happy holiday Everyone’s dancing merrily in the new old-fashioned way
{Rockin’ Around The Christmas Tree – She & Him}
(parece que estou prestes a fazer um passo de Flamenco, eu sei)
Eu amo de maneira bastante obcecada o final de ano. Natal e Réveillon estão no topo da minha lista de ‘noites preferidas do ano’, e esse ano a noite de 24~25 de dezembro foi ainda mais especial. Fiz rabanadas pela primeira vez (eu nunca as tinha provado, tampouco) com mamãe, coloquei bobes (ou bobs?) no cabelo, fiz playlist de músicas natalinas, toda uma preparação especial, para uma noite mais ainda. Não sei explicar direito, e talvez seja melhor manter tudo só como sentimentos dentro de mim, mas nesse Natal eu senti de verdade o que é o Natal, o que é “estar em família”, amar e ser amado, e todas essas coisas que os publicitários usam pra vender presentes e a gente acaba esquecendo que é, na verdade, a essência da data.
Só sei que foi meio mágico :)
E como eu amo loucamente o Natal, escolhi me vestir bem bonitinha para “esperar o Papai Noel”, e estreei o vestido mais lindo do mundo que se encontra em meu armário. Eu o vi pela primeira vez no lookbook de festa da Farm, mas nunca ia para a loja online. Aí um belo dia fui até a loja física, fiquei amiga de uma das vendedoras e pedi pelo amor de deus que me avisasse quando o vestido chegasse na loja. Eis que numa tarde quentíssima, estava voltando da USP quando a vendedora me liga e diz que o vestido tinha chegado. Desci do ônibus na mesma hora e fui até lá, sonhando com o vestido. Quando o vesti pensei ‘sim, é amor verdadeiro’. Aham, sou totalmente louca.
E como não tinha nenhuma ocasião reservada pra usar o dito cujo, resolvi que o Natal seria ideal. E né, aprendi com Carrie Bradshaw que roupa linda é pra ser usada, não precisa ficar guardando a roupa por eras pra poder usar em uma festa ou sei lá o quê. Toda hora é hora de ser bela e usar roupas lindas, né?
Espero que todo mundo tenha tido um Natal mágico! (e semana que vem venho contar uma novidade!)
It’s hard to be ignored When I look at you, you look so bored My baby, my darling I’ve been taking a beating
Woah-oh-oh (Well alright) It’s okay (It’s okay)
We all feel ashamed sometimes everyday I’ll just keep it to myself in the sun, in the sun
{She & Him – In the Sun}
(esse clipe é tão tão fofo, que eu preciso deixar ele grande!)
O primeiro dia de verão chegou chegando. Muito sol e um calor importado do Senegal, do tipo que agradeci loucamente não estar trabalhando e poder ficar o dia todo na frente do ventilador e jogando videogame com o David.
A roupa foi escolhida meio às pressas, porque meu despertador não tocou e eu acordei com o namorado buzinando na frente de casa, porque a gente ia tomar café da manhã juntos. O raciocínio foi escolher uma coisa não elaboradora e muito fresquinha, mas que não fosse sem graça, né. E eu não consigo pensar em nada mais fresco e engraçadinho no meu guarda-roupa além do shortinho de tubarões
E aí chegamos ao meu problema: eu trouxe uma bagagem exagerada, mas a loucona aqui esqueceu que ia fazer esse tanto de calor, o que resultou em falta de partes de cima super fresquinhas. Aí resolvi arriscar né, e escolhi a regatinha com brilhinhos, minha pulseira preferida (eu uso vermelho com praticamente tudo, o tempo todo) e pra dar uma arrumadinha, mocassim azulão. Eu não tava com muita certeza se tava ‘ornando’ _oi, eu amo essa palavra_, mas eu tava super confortável e com o mínimo de calor possível, então nem liguei muito!
Como o calor tende a aumentar, quero só ver os malabarismos que eu _e todo mundo_ vou ter que fazer pra ir trabalhar decente, bonitinha e sem calor. Façam suas apostas!
They say it’s your birthday It’s my birthday too, yeah We’re gonna have a good time I’m glad it’s your birthday Happy birthday to you
Yes, we’re going to a party, party I would like you to dance (Birthday) Take cha cha cha chance (Birthday) I would like you to dance (Birthday)
{Birthday – The Beatles}
A próxima foto é porque eu super acredito que tem que ter humor e espontaneidade, sabe? E a minha amiga querida Marina tá fazendo uma aparição ;P
Nossa, tô muito frequente com esses posts de look du jour, tô abismada! Hoje o post é meio mini, mas vim mostrar três fotos da escolha do meu aniversário de 22 anos, dia 17! Sou aparecida mesmo, e assumo hihi.
Eu já havia comemorado meu aniversário três vezes ao lado do David e do Augusto, que fazem aniversário dia 19, e em todos eu estava usando preto (e reparei nisso só este ano). Coincidentemente usei preto de novo. Quando me deparei com o vestido de “pois” em preto e branco em uma das minhas lojas preferidas aqui da minha cidade, meu coração deu uma estremecida e eu não resisti.
Além de ter “pois”, a minha padronagem preferida no mundo, tinha renda nas barras das camadas e uma das alças se amarrava com um laço discreto do próprio tecido. Com tantos itens riscados na lista de “meninices” que um vestido encantador tem que ter, não deu pra resistir ;)
Ó, aqui embaixo a retrospectiva dos meus últimos aniversários (com as únicas fotos que achei no notebook novo), todos vestida de preto, todos felizes e com um monte de motivos pra comemorar! E o David (que faz 22 hoje, êêêê uhul parabéns) fazendo participação especial intencionalmente <3 #piegas
19, com tema! Todo mundo de “anos dourados” ou algo assim. Óbvio que fui de Holly Golightly ;)
20, com saia hiper bufante e um colar enorme! Depois aprendi com o Luigi que é melhor não usar colar com muito volume se a saia já tem um monte. Todo um aprendizado ;P
21 e uma foto que não dá pra ver muita coisa, mas me diverti com meu cabelo meio sixties!
Boa semana!
Bisous ;***
ps: clica no link pra entender o look du jour por aqui!
Yeah, darling, gonna make it happen Take the world in a love embrace Fire all of your guns at once and Explode into space
Like a true nature’s child We were born, born to be wild We can climb so high I never want to die
{Born To Be Wild – Steppenwolf}
Eu sou do interior. Nasci, cresci, passei dois anos da minha infância em uma cidade grande (oi Goiânia!), voltei e saí aos 19 anos, pra estudar em São Paulo, e pra voltar só assim, quando a saudade já tá que não se agüenta. Ou no final do ano, época mais querida por mim do ano todo, quando acontecem os eventos mais legais do ano: Natal, Ano Novo e o mais importante de todos, meu aniversário (RÁ)!
Todo esse nariz de cera para contar que estou no interior! E equipada com duas malas enormes e mais uma só pra sapatos (exagero, teu nome é Stephanie), meio de férias de tudo – logo vocês vão saber novidades hihihi – e cheia de vontade de usar roupas lindas e legais todos os dias, ler muito, ver vários filmes e escrever bons posts, haha.
A escolha de hoje tinha a ver com funcionalidade, já que saí com mamãe pra fazer mil coisas e ela tem uma moto! Até dá pra usar saia na garupa (que palavra mais engraçada!), mas hoje eu queria conforto, então escolhi os shorts e minha camiseta preferida, que ganhei de uma pessoa muito querida (beijo André!), tem uma estampa super legal e tá escrito embaixo “Born to be Wild”, música e lema da vida \o. E aí achei que ia ficar divertido usar camiseta com animal estampado e mocassim com estampa animal. E como eu sou bem menininha, botei um batom vermelho e um óculos de gatinho ;)
Você que é novo por aqui, ou habitué da casa, e não tá entendendo o porquê do look du jour, clica aqui e entenda tudo.
E amanhã, tchan tchan tchan, é o meu aniversário de 22 anos! Bolo, guaraná e muitos doces pra todo mundo!
Au revoir!
ps: beijos e obrigadas pra mamãe, que tirou as fotos de hoje!
La vie, oui c’est une gymnastique Et c’est comme la musique Y a du mauvais et du bon La vie, pour moi elle est magnifique Faut pas que tu la compliques Par tes hésitations C’est comme ci ou comme ça Ou tu veux ou tu veux pas
{Tu veux ou tu veux pas – Brigitte Bardot}
Ó, vocês não imaginavam que eu voltaria tão rápido, né não? Mas cá estou eu, com um novíssimo ‘look du jour’ (aham, sou pedante e quero batizar minha categoria com palavras em francês), direto de domingo – de novo. É, meus caros, a realidade aqui é dura, a gente não tem muito tempo, o namorado~fotógrafo estuda mais que a população de Mogi Mirim junta, eu tava enrolada com trabalhos finais de cinco matérias da USP, enfim, essa coisa característica de final de semestre.
Pois bem, as fotos do domingo são o retrato do único momento que botei uma roupa decente e saí de casa entre a tarde de sexta e a manhã de segunda-feira. No resto do ~final de semana~ (cadê final de semana?) tudo se resumiu a pijama, café e pilhas de coisas pra estudar. Como eu já tava ficando bem louca, eu, Dá e Augustinho (irmão gêmeo de David) fomos almoçar nas redondezas. Aproveitei o ensejo para tirar algumas fotos com luz natural, muito mais bonita que luz de apartamento, né? Porque agora que eu faço look do dia tem que ter foto externa! hihihi :x
Quem nunca tirou a própria foto, estilo fotolog? Recordar é viver, meu povo.
David, como sempre, capturando momentos de espontaneidade haha
Aproveitei o acontecimento e estreei a camisa verde estampada, que foi amor à primeira vista (e decepção, porque acabou no mesmo dia que entrou no e-commerce e eu só fiquei feliz de novo quando a vi na loja). Eu não tenho muitas coisas coloridas e sinto muito falta, e esse verde era tão tão incrível, com esses buquezinhos brancos delicados, tecido gostoso, modelagem hiper confortável, olha, a receita de uma compra satisfatória! Como ela já é linda sozinha, shorts de alfaiataria preto curtinho (aham, eu amo pernas de fora, acostumem-se amigos) e pra deixar mais arrumadinho, espadrille com brilhinhos, meu sapato xodó :)
As fotos são do David, minhas e do Augusto (brigada, Augusto!).
Nessa semana chegam às bancas do Brasil as edições de Dezembro de um monte de revista, inclusive da Elle e da Vogue.
A capa da Elle causou bastante rebuliço (pro bem!) já que traz a modelo Lea T. vestindo Givenchy, em toda a sua glória e esplendor. A Vogue também preparou uma capa especial, com a Alessandra Ambrósio e o Rodrigo Santoro. O Chic fez até uma notinha falando da “guerra” das capas, para ver qual agradava mais o povo.
Não é segredo pra ninguém o quanto eu adoro a Elle, admiro a Susana Barbosa, editora de Moda da publicação, e sou fã da Lea T (eu a entrevistei rapidinho em uma temporada de SPFW e fiquei muito feliz hihi). Logo, a capa da Elle é minha favorita, sem dúvida.
Mas o que me fez escrever esse post foi algo que passou pela minha cabeça quando vi as duas capas e pensei sobre as mensagens que ambas carregam e transmitem aos leitores. Pode ser toda uma viagem loucona minha, mas né, esse blog tá cheio de viagens loucona, esse post não estará solitário.
A capa da Elle, com a Lea T., transmite uma mensagem muito clara de tolerância, de respeito às diferenças, mesmo. Ela é uma modelo que carrega a bandeira da transsexualidade, que é conhecida muito por causa disso, e que desperta em qualquer pessoa que saiba sua história a ideia de “diferente”. Colocá-la na capa de uma revista como a Elle, que é editada por uma das editoras mais tradicionais do país, a Abril, é uma baita mensagem de “Alou mundo, as coisas estão mudando, ainda bem, saia aí da sua concha conformista e aceite as diferenças”. É incrível, e fico muito feliz de ver a Lea na capa da Elle, assim como fiquei muito feliz e orgulhosa quando a vi na capa da MAG.
Mas daí o que me chamou a atenção foi o contraste com a capa da Vogue Brasil. Enquanto a Elle traz a Lea T, cheia de significados e quebra de paradigmas, a capa da Vogue traz em sua capa um casal formado por um homem e uma mulher, padrão que surgiu junto com o ser humano e que até hoje permanece na cabeça de uma parcela considerável da população como “única opção aceitável”. E o casal é formado por uma modelo símbolo sexual, extremamente feminina e “tradicional”, ao lado de um homem também símbolo sexual e “tradicional”. Tipo aquela foto super tradicional da família no Natal, sabe?
É óbvio que isso não foi pensado e isso não é uma teoria da conspiração, pelo amor de deus, mas achei bastante curioso a imagem das duas capas lançadas no mesmo mês suscitarem – pelo menos em mim – ideias tão díspares e opostas. Esse tipo de situação deixa ainda mais óbvio o quanto moda não é só roupa e o quanto de mensagem a gente transmite, especialmente quando “confrontadas” com outras mensagens. A capa de uma publicação de moda não é apenas a melhor foto de um ensaio com uma roupa bem lindona. É o recado mais descarado ao leitor do que aquela revista considera mais mais mais legal e importante da edição toda. Bom pra pensar, né?
Tô doida, gente? Ou mais alguém pensa assim também?
Stephanie Noelle, 23, estudante de Jornalismo na ECA-USP e responsável pela seção de Beleza da revista L'Officiel Brasil.
Além de café, francês, mousse de maracujá e dias com cara de domingo, gosto muito de moda, beleza e cultura. E é sobre isso, e tudo que for inspirador pra mim, que você vai ler aqui ;)
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