Arquivo do mês: fevereiro 2012

Ser editor de moda, por Paulo Martinez

Sabe Olimpo? Aquele lugar onde todos os deuses gregos se reúnem e a gente fica imaginando como é, quando lê um livro que fala disso? Então, eu tenho um Olimpo próprio na minha cabeça, só com as pessoas que eu acho sensacionais na Moda e que eu super acho que podiam ocupar uma poltrona bem gostosa no que eu chamaria sem nenhuma originalidade de Olimpo das Modas.

Uma dessas pessoas é o Paulo Martinez, @arrudaneles no twitter e Tio Paulo no coração. Ele é editor de moda da MAG!, uma revista que nem é só de moda, mas também de cultura, arte e muita (!) coisa linda. E a parte de moda é muito incrível, porque Paulo vai além do que a gente vê em quase todas as publicações de moda por aqui, tipo ‘fundo branco + modelo pulando com uma roupinha bonitinha’. Nã ná ni ná não. Paulo sempre tenta (e consegue, se me permitem parecer um pouco puxa-saco, mas tô sendo honesta) contar uma história, de fazer ou a gente suspirar, ou a gente pirar, ou a gente pensar.

(roubei a foto da Oficina de Estilo)

Sério, se vocês gostam de moda (e querem trabalhar com isso, especialmente) e ainda não conhecem o trabalho do Paulo, façam o favor de correrem atrás do prejuízo. Vocês podem ver as edições passadas da MAG aqui ó.

O Paulo já trabalhou em Elle, Vogue (tudo das antigas), com a Regina Guerreiro, e começou em revista de decoração, sabiam? Ele fazia produção, arrumava as coisas daquele jeito de revista de decoração que a gente queria fazer em casa, mas não consegue. Ele contou que tudo isso deu uma baita noção de espaço e proporção de fotos, de como montar um cenário, uma coisa bonita. Pra vocês verem que aprendizado vem de tudo quanto é lugar.

Depois disso ele fez revista de noiva (isso tudo há um tempão atrás, eu nem era nascida, hihi), e ele contou que o esquema era muito diferente de como as coisas são hoje. Na época eles tinham que fotografar tipo as filhas~sobrinhas~netas dos donos das lojas de vestidos de noiva, e vocês bem sabem que elas não eram necessariamente lindas, altas e magrelas, então tinha que dar muito truque. Um deles era colocar as meninas em cima de um monte de lista telefônica embaixo dos vestidos, pra elas parecerem mais altas!

(Agência Fotosite)

Eu poderia fazer um livro sobre a vida & carreira do Paulo, mas né. Daí que tudo isso é pra contar um pouquinho sobre ele e falar que ano passado eu e amigos – Rafa, Bia, Lucas, Marina e Nath – fizemos um trabalho de vídeo com o Paulo! Nosso professor amou, então suponho que vocês também vão gostar, haha.

Ele conta um pouquinho (tem só 5 minutos porque era o que pedia o trabalho) sobre o que ele faz e o que ele pensa sobre ser editor de moda. Em um momento que qualquer pessoa que use roupa e tenha internet ache que pode falar sobre moda, é bom ver e ouvir gente que entende de verdade falando sobre trabalho, de verdade.

Quer ser editor de moda? Quer trabalhar com moda? Quer falar de moda? Quer ser relevante? Assista ao vídeo e aprenda um tiquinho! Espero que eu tenha aprendido! E que vocês gostem <3

foto que eu amo muito da Ju Knobel, com dois deuses, Paulo e Costanza

Bisous,

Stephanie Noelle

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Arquivado em Inspiração, Moda

Uma delícia de dia

Vez ou outra eu fico insatisfeita com o jeito que tô vivendo. Na maioria dessas vezes, é porque eu acho que não estou aproveitando o suficiente, não estou vivendo o suficiente, estou só sobrevivendo, só passando pelos dias.

E eu sou tão facinha, e fico feliz com tão pouca coisa, que hoje eu já consegui olhar e pensar “É por aqui que eu quero”. Só o fato de sair de casa, de passar praticamente o dia todo na rua, aproveitando as coisas boas da minha cidade e voltar exausta, porém feliz, muda meu humor completamente. E quando isso é feito ao lado do David, que gosta de aproveitar a vida no mesmo nível que eu, tudo ganha bônus de felicidade.

E hoje foi mais especial ainda porque tanto eu quanto Tigrinho fizemos coisas que nunca havíamos feito. Eu acordei ~cedo~ em um sábado e fui pra Augusta, na Lomogallery, participar de um workshop sobre a câmera analógica Diana F+, um desejo de consumo que eu nutro há anos (ainda não comprei a câmera, mas to quase), mas rolava um “gente, mas como é que mexe nesse troço?”. Graças à dica da Babi, me inscrevi e pra lá me dirigi. Além de aprender a mexer nesse troço tão lindo chamado Diana, a gente também fez uma saída fotográfica e agora tenho um filme de 120mm pra revelar. Me sinto analógica e feliz!

camera

Depois da coisa de fotógrafa amadora, encontrei o David no Ritz, que eu sempre vou com meus amigos nas temporadas de moda, sempre falo pro Dá sobre, porém nunca tínhamos ido juntos. E foi hoje. E né, não dá pra conhecer o Ritz e não gostar. O lugar é bonito, o bolinho de arroz é sempre delicioso e o suco de tangerina sempre geladinho.

Feito isso, a gente foi dar uma voltinha por ali, e caímos na Papel Craft aka ‘Paraíso para as viciadas em Papelaria’. Lembro do Dá perguntando o que eu ia ver, e eu respondendo “só ver mesmo”. Saí de lá com um estojo novo _o meu data de 2005 e é daquele desenho Hi Hi Puffy AmiYumi_ dourado, post-its de livro, uma borracha em formato de goma de mascar, caneta colorida nova e um ADULTO apontador em formato de barra de chocolate. Imagina se eu tivesse entrado com vontade de gastar.

compras

De lá a gente foi a uma doceira, a La Vie em Douce, que o Dá sempre quis mas nunca dava certo. O lugar é uma fofura, mas tem uma aura “noivas” muito forte. Tipo, é uma doceira, e na vitrine tem vestido de noiva acompanhando o bolo! Mas eu adoro os doces de lá, e sempre ia à filial do Itaim com Cacau e Sarah, na época de FFW. Eu amo o bolo Praliné, mas o Dá não curtiu tanto. Então sei lá, podem experimentar, mas vai que o paladar de vocês não combina com o meu, né?

Óbvio que no meio da farra começou a chover, mas a gente é jovem e resolveu continuar nosso passeio mesmo assim. Rolou uma parada na Acessorize, que tá em liquidação, e me rendeu um brinco e um anel GIGAS (assim, de verdade), enquanto o David pacientemente fingia interesse nas coisas da loja, hahaha.

acessorize

Anda, anda, anda, anda, até a última parada consumista, a loja Ducha, de coisas para… banho! Eu sou doida por coisas de banho, com cheiro bom, e muitas vezes que são dispensáveis. Aí entrei, me encantei loucamente, David idem (ficou cheirando todos os sabonetes), e saí de lá com mais uma sacolinha _muito cheirosa_, com um pato de borracha estampado. FOFURA.

ducha (1)

Fim do passeio pro lado de lá, começo do passeio do lado de cá, com a gente levando a mãe do namorado ao cinema, ver um filme em 3D pela primeira vez. A gente escolheu “As Aventuras de Tintim”, que é uma graça e diverte todo mundo. Tanto que a gente já tinha visto, e ninguém reclamou de ir de novo.

Mais comida (tá parecendo que eu quero recuperar os quilos perdidos, do jeito que tô comendo, viu) com a sogra Célia, o cunhado Augusto e David e finalmente casa.

E aquela sensação de dia bom, de dia aproveitado ao lado de quem a gente ama, de dia que não foi desperdiçado. E amanhã tem mais, e nem é um chavão. Tem mesmo e já tá tudo planejado :)

Ah, favor não botar reparo nas minhas fotos toscas. São de celular e feitas por uma inexperiente.

Bisous!

Stephanie Noelle

{Esse post veio do meu blog pessoal, porque conforme eu contei aqui, vou deixar tudo juntinho num lugar só. Para ler mais textos desse jeitinho, clica na categoria ‘Diarinho’}

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Arquivado em Diarinho

O que eu usei nas semanas de moda

Sabe gente que espera o burburinho passar pra falar do assunto? Então, sou dessas. O Fashion Rio e o SPFW aconteceram há um mês e será agora, amigos, que eu vou mostrar aqui o que eu usei pra ir trabalhar nesses dias de “maratona fashion” (#clichêsfashionistas).

A primeira coisa que eu penso antes de me vestir pra Fashion Rio e São Paulo Fashion Week é que é trabalho. Apesar de ser um ambiente cheio de experimentações, possibilidades e olhares mais permissivos, continua sendo trabalho para muita gente. Então não dá pra achar que é a festa do cáqui e que liberou geral. Tem que rolar um bom senso e lembrar que a gente tá trabalhando e representando nosso veículo.

Tem uma coisa que eu acho importante, que é meio diferente do que acabo lendo por aí em época de fashion week, que é não vestir uma coisa maluca “só porque é semana de moda”. Gosto de experimentar e até dar uma ousadinha, mas sei lá, como já disse, é onde eu trabalho, aí não vou usar uma coisa maluca “porque é permitido” e aí tenho que entrevistar a Costanza, sabe?

E, além disso, eu tenho 22 anos, cara de menininha, mas não sou mais estagiária, então eu gosto de elevar um tiquinho a sofisticação e ‘interessância’ do que eu visto, por causa de seriedade mesmo. Do tipo “ó, sei que eu tenho essas bochechas enormes e tô sempre sorrindo, mas o negócio aqui é sério!”. Mas eu não deixo de ser novinha não, até porque a vida é muito curta pra gente ficar pulando etapas e querer parecer muito mais velha. É só um pouquinho mais arrumadinha e elegante ;)

Daí meu raciocínio é basicamente esse. Penso também no conforto – mas eu acho salto confortável, então né – e em coisinhas que vão transparecer traços da minha personalidade e é isso.

Eu não tenho foto de um dos dias de Fashion Rio, mas é a mesma roupa que a Babi fotografou esses dias e vou postar daqui a pouco (lenda urbana)! Pronto, chega de lero-lero!

(foto da Carol Lancelloti pro Fashionismo)

Eu gosto muito de saias longas, e acho que quase sempre elas deixam a gente com jeito de arrumadinha, sem muito esforço. Dá pra ficar hippie também, mas tudo depende da sua saia (e de você). Também acho que pra ajudar nessa ideia de “arrumada”, vale um sapato com salto, já que na minha cabeça rasteiras dão uma informalizada. Aí uma camisetinha pra deixar jovial e uma super cara de cansada ;)

(foto da Gabriela Dourado pro Diário do Nordeste)

O macacão de bolinhas foi o escolhido do dia 02. Eu acho essa peça uma graça, e comprei há um tempão lá no interior, e agora todo mundo tá usando coisas assim, tipo pijaminha~conjuntinho, né? Eu só tinha usado uma vez, e desisti porque achava que me deixava mais gordinha. Daí eu perdi meus dez quilos, vários centímetros de silhueta e fiquei confiante pra usá-lo de novo (quase, né, eu perguntei pra um monte de gente querida se o macacão não me engordava hihihi). Coloquei uma espadrille, mas agora acho que ficaria melhor com outro sapato. Quando usar de novo faço o teste. E aí delineador + batom vermelho pra não deixar o negócio só ficar engraçadinho.

(foto do Luiz Henrique Nascimento pro Ego-Heloísa Marra | No RIOetc também têm fotos de detalhes)

Esse vestido-camisa foi uma surpresa muito boa pra mim. Eu comprei como blusa, no lookbook da Farm tá como blusa (e shorts e biquíni, porque eles sugerem usar na praia e tal, abertinha), a vendedora tava usando como blusa e aí eu nunca achava um jeito interessante e que tivesse a ver comigo pra usar. Daí levei na mala com o pensamento “qualquer coisa uso de saída de praia se não surgir nenhuma inspiração”. Eis que surgiu e eu inventei de fechar a golinha e botar o ‘laço-cintinho’ pra trás e não na cintura. Um colarzão e sapatos poderosos e pronto, nada de look com cara de saída de praia. Foi um dos meus preferidos!

(foto do Lucas Landau, esse fofo)

O look do ♥! Foi meu preferido de todos os dias. Tudo começou com essa pantalona (muita gente me perguntou de onde era a ‘saia’, mas é calça!), amor à primeira vista. Ainda não tinha usado, então levei na mala, pensando em usar com uma parte de cima mais informal. Acontece que chegou no último dia e eu queria usar uma coisa bem bonita, pra me despedir do Rio à altura. Então fiz o combo “rica do balneário”, com uma sandália bem alta (que usei no ano novo e esqueci de postar o look, yey! Mas é essa aqui), a dita da calça e a camisa militar, que embora não dê pra ver, tem detalhes em pérolas, nos botões e nos ombros. E antes que venham falar que a calça tava arrastando no chão (e me botarem lá no Blogueira Shame), não tava, hein! Até parece que eu ia deixar a barra da minha alça preferida estragar hihihi

* o único dia em que eu não prendi o cabelo eu não tenho a foto \o

(foto do Lucas Landau)

Essa foto prova duas coisas: que eu já parei minha dieta e tava no momento muffim e que eu uso calça jeans (Luigi disse que isso não é calça jeans, mas é brim, que quase configura calça jeans, né? haha). Acontece que eu só tenho essa calça, e é de longe a minha menos preferida peça de roupa. Não sou do jeans, definitivamente. Aí quando eu uso tento não deixar com cara de ‘jeans e camiseta’. A estratégia do dia foi outra camisa _que tem um decote com o qual eu estou me acostumando hihi_ e esse scarpin que é um acontecimento.

(foto do Bruno Castro, pro Vista Sim)

O nome desse look é ~cara de pata~ (expressão que aprendi com a Cacau Araújo haha)! Ó, pra comprovar que eu tô numa fase saias longas – e plissadas – a da vez foi a azul, que é transparente, com aquela sainha mini por baixo. Aí pensei em como usar pra não ficar o mesmo look lá do primeiro dia de Fashion Rio, e resolvi ir pelo caminho contrário, e ao invés de usar uma camiseta mais largadinha, escolhi a camisa (a mesma do último dia de FR), fechadinha e por cima da saia, que cria proporções que eu gosto muito. Ah, nesse vídeo, lá no finzinho, tem eu falando sobre essa roupa #vergonha #vozdepata

(foto do Yvan Rodic, pro Face Hunter)

 Queria pernas de fora, mas queria pernas de fora com elegância, haha. Aproveitei pra estrear esse shorts fofotodavida, e que é de um tecido mais “chiquezinho”, hahaha, e coloquei uma camisa de seda branca, dessas bem clássicas. Como blazer é um elemento que super formaliza um look (que palavrinha, hein? tem sinônimo, alguém sugere?), escolhi logo um pink, pra ser formal e fashionista (!!!) e feminina ao mesmo tempo :)

(foto do Lucas Landau)

Entortei o pé ao ponto do sapato estar fugindo de mim, veja bem. Nesse dia era domingo, e amanheceu com mormaço, o que me fez achar que ia esfriar um pouquinho. Não esfriou e eu passei calor, mas o suéter metalizado (tem um detalhe de pertinho dele aqui) fez sucesso. No quarto dia de SPFW eu já tava vendo que a coisa do metalizado tava rolando muito, e quis aproveitar e fazer um mix com o suéter e a camisa que coloquei por baixo, douradona. Como tava pesado o suficiente em cima, escolhi uma sainha leve e cheia de movimentos. Aí pra não ficar tão caretinha, escolhi o sapato de oncinha.

(foto do Lucas Landau)

 Ó o vestido-camisa aí de novo, mas fazendo as vezes de camisa mesmo, e sem gola fechada, hahaha. Mas comecei com a saia, meu xodó. E como eu já tinha usado praticamente todas as camisas disponíveis na minha arara _e não queria colocar uma camisetinha_ pensei em usar o vestido de um jeito diferente. Eu gostei muito, achei que as cores ficaram super harmoniosas. E ó, foi com esse look que eu fui fotografada pro editorial da Criativa. Dá pra ver aqui.

(foto do Lucas Landau)

O principal aqui era: SHOW DA FLORENCE! Saindo da Bienal eu iria direto pro Anhembi assistir a minha cantora preferida (ainda viva haha), então a escolha tinha que ser confortável de verdade, pra pular, ficar no meio das pessoas e tal. Mas não dava pra esquecer que tinha trabalho antes. Daí escolhi o shorts de moletom, que é hiper confortável, mas tem esse corte de alfaiataria e a cintura alta _e eu acho cintura alta uma coisa elegante_ e essa camisa de bolinhas, feminina e arrumada na medida, e com um pouquinho de ousadia, afinal, eu ia pra um show depois, na transparência. Nos pés, meu fiel companheiro, o oxford.

E assim acaba o post mais comprido da história da categoria ‘look du jour’, que deveria mudar de nome pra ‘looks des jours’, haha. Espero que vocês tenham gostado e não tenham dormido enquanto liam minhas descrições.

Bisous,

Stephanie Noelle

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No armário e no mundo das ideias

Essa semana dei de cara com duas coleções que me fizeram ter vontade de ter feito Engenharia ao invés de Jornalismo, pra ter conta bancária a altura e poder satisfazer os desejos consumistas todos. Como não rolou, eu fico com a Farm no armário e com a Kate Spade no mundo das ideias. Aliás, muito bonita a coleção da Kate Spade, muito minha cara, mas né, cadê a qualidade dessas fotos? :~

Por favor, não riam da falta de simetria entre as divisões das montagens. Eu super não sei fazer igual em todas.

A Kate Spade fez uma coleção que chama “A Little Slice of Paris” (que é tipo ‘um pedacinho de Paris’), e só o nome já é o suficiente para que eu me derreta e sonhe em andar pela Champs-Élysées vestindo exatamente essas roupas e comendo macarons. E ó que legal, as ilustrações de algumas peças são da Garance Doré, aquela fotógrafa e ilustradora (ou desenhista? confesso que não sei qual nomenclatura usar) que tem um blog muito bonito_e que você provavelmente já conhece. Legal é que Kate Spade vende aqui em São Paulo e eu posso babar na vitrine, chato é que tudo custa muito mais do que um ser da vida real acha ok pagar.

Eu gosto ainda mais das coleções de inverno da Farm do que das coleções de verão porque eu não sou muito das estampas e do carioquismo da marca (embora ache tudo muito divertido) e daí no inverno tem muito mais opção _e menos opções na vida pra não falir_ pra quem quer ficar lindinha, mas não tem o espírito “Carioca way of Life”. Fora isso, não sei muito o que falar. É tudo tão bonitinho que eu deixo vocês ficarem olhando e isso basta.

Cês gostam de posts assim, com coisinhas bonitas meio soltas? Contem aí ;) Ah, me inspirei na seção de consumo do blog da Juliana Cunha (que se você ainda não conhece, vá correndo!).

Bisous

Stephanie Noelle

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Vamos ser sérios?

A maioria dos meus amigos não são “da moda”. São pessoas que estudam e trabalham com outras coisas, tipo Engenharia, Administração, Direito, essas profissões que costumam direcionar pra Moda (ou Jornalismo de Moda) um olhar de desprezo. O que é bastante compreensível, se a gente parar pra pensar.

Eu parei pra pensar mais sobre isso há tipo um mês, quando estava na casa de um amigo (estudante de Direito, o Matheus), com meu namorado, o irmão dele e minha prima (todos estudantes de outras coisas nada a ver com moda), e a gente começou a ver o Esquadrão da Moda inglês. E aí meu amigo começou a perguntar sobre a relevância do programa, e de por que raios a gente tem que estar ‘na moda’ e coisas do gênero.

Daí que a gente começou uma discussão muito boa sobre porque a moda é importante, mesmo que o individuo ache que só porque pega a primeira roupa que viu no armário ele “não está inserido no sistema da moda”.

Mas a primeira coisa que eu quero falar aqui é sobre ser compreensível que outros profissionais se achem no direito de “olhar com desprezo” pra quem trabalha com a moda. Aliás, quando eu falo “moda” eu tô falando meio que especificamente de Jornalismo de Moda, que é com o que eu tenho experiência, tá?

Acho que um pouco desse sentimento de superioridade do outro lado tem a ver com aquilo que escrevi no post sobre a Mão Invisível. Em outras profissões as coisas têm explicações. Não se fala muito de filosofia, sociologia, psicologia sem bases sólidas em teóricos, livros e empirismos, por exemplo. Por mais que pareça uma doidice, eles fazem questão de mostrar que tudo faz sentido, sabe?

Tipo, você não pode simplesmente falar, como um profissional, “ai, tal pessoa age dessa maneira porque na infância ela foi tratada de tal jeito”, assim, na lata, sem base, sem citar Freud (ou qualquer outra pessoa importante nesse assunto que eu obviamente não sei bulhufas), sem explicar direitinho.

O que eu quero dizer e não consigo fazer de maneira concisa é que todo mundo precisa de embasamento na hora de mostrar ao mundo porque o que ele está dizendo/fazendo/criando/criticando não é bobagem.

E muitas vezes o que sinto é que o povo de fora total tem razão quando olha torto pro povo da moda, já que parece que tanto em revistas, blogs, sites e programas de TV não se faz muita questão de explicar porque RAIOS a gente deveria levar a sério o que eles tão fazendo. É quase sempre a mesma nota repetida a exaustão: “Aparência conta, a primeira impressão é a que fica, e se você não quiser fazer papel de palhaço, escuta aqui o que a gente tá falando”.

Quase tudo o que vejo são regras misturadas com gosto pessoal, baseadas em alguma bonitinha de Londres ou riquinha francesa, sobre o que, como, quando e onde a pessoa deve usar. E às vezes, tudo (?) isso vem junto com textos mal escritos, com erros ortográficos, gramaticais e até de nomenclatura, e nada de apuro.

E é só isso mesmo?

No meio do “debate”, o Augusto, que faz Biologia e é meu cunhado, disse assim pro nosso amigo: “Os seres humanos são mamíferos predominantemente visuais, e não olfativos, como a maioria dos outros mamíferos. Enquanto os outros mamíferos baseiam suas relações no cheiro, nós partimos do visual, ou seja da aparência. E é por isso que aparência conta”. E aí Matheus respondeu “Até que enfim alguém me deu uma resposta que faz sentido”.

Depois disso, amiguinhos leitores, eu comecei a pensar sobre esse texto. A moda se leva tão a sério, tão a sério, a ponto de esquecer que como tudo que é sério, precisa ser ‘manejada’ com seriedade, e não como simples passatempo.

E assim, levada sem seriedade, acaba irritando tanto quem é de fora, quanto quem tá dentro, trabalhando e amando isso. Por que não sei vocês, mas eu não gosto nadinha do jeito como as coisas estão.

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Good day sunshine

I feel good, in a special way
I’m in love and it’s a sunny day

Good day sunshine
Good day sunshine
Good day sunshine

Then we lie beneath a shady tree
I love her and she’s loving me
She feels good, she know she’s looking fine
I’m so proud to know that she is mine

{Good Day Sunshine –  The Beatles}

{Todas as fotos do post são de Babi Carneiro}

{foto amor, pode né? <3}

Voltei! Depois de duas semanas de moda, mudanças por causa do trabalho novo (ó, contei tudo aqui se você ainda não viu) e um trabalho final da faculdade (adiado por causa da greve) bastante trabalhoso _redundante, eu sei_, estou de volta. E com um ‘look du jour’ lá do começo do ano, mas muito especial.

Fotografado pela Babi Carneiro (merci, Bá!), minha amiga há anos, e a pessoa mais talentosa que eu conheço, marcou um dos domingos mais legais que eu já vivenciei nessa cidade. Piquenique no Ibirapuera, ao lado dela e do David ♥.

E para acompanhar um dia tão gostoso, nada como uma peça graciosa e muito confortável + um chapéu fofotodavida. Gostei tanto do resultado que queria usar só isso todos os dias restantes do verão.

Boa semana pra todo mundo, bisous! ;*

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