Os 27 chegaram

Eu escrevo sobre meu aniversário aqui há alguns anos. Teve o dos 24 anos, todo otimista, com uma lista das 24 coisas mais legais que haviam me acontecido até então. O dos 25 anos, falando sobre como os dez anos que se passaram desde a pior época da adolescência me fizeram bem. E o dos 26 anos, sobre como tudo estava muito diferente.

Hoje eu completo 27 anos e esse é meu aniversário mais esquisito de todos. Mais diferente. Se ano passado foi diferente, esse então, nem se fala.

O ano todo foi revestido de uma atmosfera de bad vibes. Na minha vida e na de muita gente que eu conheço. Foi ruim pra mim, mas foi pra todo mundo, acho. Eu passei o ano todo me sentindo estranha, sentindo que tinha um monte de coisa fora do lugar, sentindo que eu não tava me encontrando, me encaixando, fazendo o que eu tinha que fazer.

Fui monotemática, quase entrei em depressão, amei demais e amei as pessoas que não me amaram de volta. Errei, errei, e errei de novo. Mas aprendi. Nossa, quanto aprendizado. Dei murro em ponta de faca, chorei como nunca, doeu como nunca, também. Me vi perdida, me vi sem chão.

Me vi sentada no escuro querendo voltar pra casa -e eu estava em casa.

Me vi querendo desistir de tudo. Querendo ser menos. Querendo parar de sonhar. Parar de querer chegar a algum lugar. Me vi questionando o que eu era capaz de fazer mais vezes do que o aceitável.

Fui me enrolando numa montanha de coisas por resolver. Não queria lidar com nenhuma delas. Queria que elas só desaparecessem. Que cansassem de bater à minha porta, e finalmente virassem às costas e fossem embora.

As últimas semanas antes do meu aniversário foram bizarras.

Calma, vou contar de antes. Uns dois meses antes do meu aniversário.

Outubro, o começo do fim.

Sabe quando a gente sente que finalmente tá saindo daquele torpor? Que, finalmente, a sorte tá apontando pra você? Que você vive dias incríveis, momentos sensacionais, sensações indescritíveis? E que tudo, pouco a pouco, vai entrando nos eixos? Esse foi meu outubro. Era como se eu estivesse finalmente colocando a cabeça pra fora do mar, depois de meses mergulhando cada vez mais fundo. Foi revigorante. Foi bom demais sentir o vento de novo no rosto. Sentir. Como é bom sentir.

E aí tudo veio abaixo de novo.

Entre no mês do meu aniversário me sentindo um lixo. Sentindo que pronto, era aquilo. Chega, acabou, desiste, Stephanie. Fui pro fundo do poço e quando tava quase descobrindo que meu poço tinha subsolo, decidi que não. Eu não sou essa pessoa. Eu sei muito bem como eu gosto de me sentir, eu sei muito bem o que eu quero atingir e como eu quero. Eu não vou desistir. Não agora. Não depois de tudo. Não com tanta gente maravilhosa -que eu conheço ou que me conhece <3- existindo perto de mim.

Juntei todas as minhas forças e emergi de novo. E o vento nunca foi tão bom. E o cheiro de terra firme nunca tão próximo.

E cheguei ao dia de hoje, 17 de dezembro de 2016, feliz comigo. Feliz com o que está por vir. Com vontade, com garra, com muito fôlego. Doida pra ver as coisas acontecerem, doida pra fazer as coisas andarem.

Está tudo absolutamente diferente.

Esse ano eu não comprei roupa pra usar na festa, não investi em decoração, não gastei um monte de dinheiro pra deixar a chácara toda bonitinha. Eu não passei o dia correndo de lá pra cá querendo que tudo ficasse impecável pras fotos saírem maravilhoas. São quase 19h e eu tô indo pro banho e não fiz a unha. Eu não estou preocupada com isso. E pela primeira vez, em muitos, muitos anos, eu não estou ansiosa. Ansiosa ruim. Ansiosa nervosa. Ansiosa como eu sempre estivesse em todas as outras vezes.

Eu tô leve.

Eu só quero ver meus amigos, beber umas caipirinhas, dançar abraçada com cada um que faz valer a pena viver minha vida. Cortar o bolo olhando pra carinha de cada uma dessas pessoas que faz questão de estar próxima de mim. Que me ama e que eu amo muito. E dançar mais um pouco. E ver o sol nascer deitada na grama que vai colar nas minhas costas por causa do suor, e olhar pro lado e encontrar conforto.

É isso que vale a pena.

Todo o resto é acessório.

E quando a gente percebe isso, e a gente solta tudo o que nos segurava lá embaixo, a gente consegue nadar pra superfície.

Eu sou a mesma Stephanie, mas eu estou diferente. E eu estou bem. E estou feliz :)

Obrigada a todo mundo que me acompanhou por aqui ou pelo youtube ou pelo Insta. Cês fazem parte de tudo isso e me fazem muito bem, também <3

stephanie-aniversario-01Foto da Pryscilla Dantas

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Mulher não gosta de sexo?

desejo feminino com isabella saldanhaO desejo feminino é um tabu, fato. Tem essa ideia muito difundida por aí de que as mulheres não gostam de sexo, ou gostam menos do que os homens, sentem menos “vontade” ou até “necessidade”, e eu e a Isa resolvemos conversar sobre isso. Por que será que é tão incrustado na cabeça da sociedade que a mulher não é um ser sexual? Ou que, se é, é por que é promíscua, tem menos valor e coisas arcaicas do tipo?
Espero que cês gostem e compartilhem a opinião de vocês a respeito do assunto, também! Ah, e se gostarem, compartilhem o vídeo! Compartilhar é amor <3

E aí, como cês já sabem, a gente grava também um vídeo pro canal da Isa, o Fotografando à Mesa, que tem que conhecer. Ela e o Fê estão postando vídeos todos os dias, com vlogs diários, receitas, conversinha, etc, e tá muito imperdível :)
Enfim, pro canal da Isa a gente conversou sobre um assunto que, se você me acompanha a algum tempo, já deve ter percebido que é uma constante na minha vida: FOMO. O tal do “fear of missing out”, uma expressão em inglês que significa algo como “medo de ficar de fora”. Aquela ansiedade de estar sempre perdendo algo, seja uma informação, seja diversão. Eu, por exemplo, durmo bem pouco porque prefiro fazer coisas (seja produzir algo ou ler ou ver um seriado) do que dormir oito horinhas. Mas enfim, a gente fala mais disso no vídeo, aproveitem pra comentar por lá também!

Esse vídeo conversa muito com esse aqui sobre “estar o tempo todo fazendo coisas” e a minha neura de produtividade. Sim, é um assunto recorrente na minha vida -não sei se felizmente ou infelizmente haha.

Se vocês quiserem sugerir temas pra gente conversar nos próximos vídeos, fiquem à vontade!

Beijos e até mais ;)

coracao

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Mulher pelada é um perigo!

Sou amiga dessa mocinha, a Isa Saldanha (lembram que fiz Quindim com ela? E ela deu dicas pra gente começar a cozinhar?), e a gente tem conversas incríveis sempre que nos encontramos. Um belo dia, ela deu a ideia da gente sentar e gravar uns vídeos da gente conversando sobre essas coisas. O resultado é um novo quadro que vai ao ar a cada 15 dias, no canal dela, o Fotografando à Mesa (maravilhoso, assinem!) e no meu, sobre temas diversos.

Pra começar com o pé na porta, falamos sobre o tabu do corpo feminino, inspiradas também por toda aquela polêmica do “Bela, recatada e do lar“. Porque a mulher pelada é um perigo? Porque nós mostrando partes do nosso corpo incomoda tanto?

Ah, sugere aí nos comentários um nome pro nosso quadro? ‘Gradecida <3

Espero que você tenha gostado do novo quadro e compartilhe a sua opinião com a gente! Quero muito saber o que você pensa sobre o assunto!

No canal da Isa a gente gravou sobre nossa adolescência e como foi ruim passar por ela!

Pode deixar sugestão de tema, também!

Mil beijos e até mais!

coracao

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Não sou (tão) fofa | Chez Noelle TV

Depois de um jejum de alguns meses, eis que voltei ao YouTube. A verdade, e vocês vão perceber pelo vídeo, imagino, é que eu não estava tão feliz com o conteúdo que eu estava produzindo, então “resolvi fazer algo diferente”, pra citar aquele meme da Luisa Marilac.
Eu quero levar muito mais do blog pro meu canal, mas vídeo é uma plataforma bem diferente pra mim, que escrevo desde muuito tempo atrás. Então óbvio que me expressar escrevendo é mais tranquilo do que falando.
Mas eu sei que vou me descobrindo ao longo desse caminho, especialmente com ajuda de vocês, leitoras e leitores tão maravilhosos. Portanto, qualquer crítica e sugestão é bem vinda (com amor, vai!) <3
Vamos ao vídeo! Como vocês perceberam pelo título, eu falo sobre o fato de todo mundo falar sobre eu ser… fofa!

Ah, e se inscreve no meu canal!

Espero que tenham gostado!

Bisous e até mais!

Na pele: minhas novas tatuagens

É clichê, mas é também uma verdade: depois que você faz uma, é quase impossível não querer fazer outras. As minhas primeiras tatuagens fiz em junho do ano passado, a letra de Blackbird no braço e um coração vazado na costela, logo abaixo da axila.

Mas saí da casa da Thamu, a minha tatuadora, já querendo várias outras tatuagens. E fiz. Fiz mais seis (ou cinco e meia!) de lá pra cá, mas ainda não tinha mostrado todas aqui! Em outubro eu voltei lá e fiz mais três: um arco e flecha, um de cada lado do pulso direito, e um “até a lua” escrito com a letra da minha mãe.

Eu vou falar bem a verdade pra vocês: não acho que tatuagem precisa de um ‘significado‘. Acho que o corpo é de cada um, e se você tem vontade de desenhar qualquer coisa nele, e você já é responsável e tal, não vejo porque não. Claro, vai ficar pra vida toda, acho muito importante que a gente tenha certeza antes de fazer, mas o motivo “acho isso lindo e quero tatuar em mim” me parece razoável o suficiente. Até porque, tatuagem é uma escolha estética.
Enfim, dito isso, minhas tatuagens todas têm um ‘por que’, e alguns são íntimos e eu não fico contando pras pessoas haha, mas talvez no futuro eu faça algumas que não tenham, e é isso aí.
Sobre essas: a “até a lua” é uma homenagem a minha mãe, que seeeempre me falou isso pra me encorajar a seguir meus sonhos e fazer aquilo que me trouxesse felicidade. Ela dizia “filha, você vai até a lua se esse for o seu sonho“, e eu sei que isso foi muito importante pra que eu vivesse tudo o que aconteceu comigo até hoje. Nunca vou agradecer o suficiente a essa mulher que me deu tudo o que eu precisava

Esse é o arco, que a Jackie (ilustradora querida e parceira aqui do blog) desenhou pra mim! A flecha também foi ela, vou mostrar mais pra baixo. Os dois são muito simbólicos pra mim, e me lembram sempre de ter um alvo, mirar e ir atrás. E eu sou sagitariana, né, e o arco e flecha são instrumento do centauro, e tal ;) E aí em fevereiro lá fui eu rabiscar mais uma vez, também com a Thamu (vou deixar os contatos dela no fim do post, ela é muito boa, querida, e todos os meus amigos estão indo lá também, haha!), e fiz mais três tatuagens.

O “grl pwr“, que é “girl power” escrito sem as vogais, e significa, basicamente, poder feminino. Vocês já sabem, eu sou feminista, eu escrevo muito sobre isso (aqui e no Petiscos), e é um orgulho pra mim ter isso tatuado, porque acreditar que as garotas têm poder e viver isso na prática, não deixando que a mundo me diga (ou diga a qualquer outra mulher) o que eu posso fazer ou não, tem sido cada vez mais uma jornada incrível. É inspirador, desafiador, e sempre maravilhoso.

todo um orgulho em ser mulher eternizado na pele ✨👯 obrigada @candylust, é a concha mais linda do mundo 😍

Uma foto publicada por stephanie noelle (@chez_noelle) em

A outra foi essa concha aqui de cima, que ficou tão, tão, tão linda que eu queria chorar haha. Juro, foi quase como a minha primeira: eu não sabia muito como queria o desenho, então só contei a ideia pra Thamu, e ela desenhou algumas, e na hora da tatuagem ela foi sugerindo os detalhes, e eu aceitei tudo. Quando vi pronta foi sensacional e toda vez que eu olho num espelho e a vejo lá, eu dou um sorriso. Acho que é uma das minhas tatuagens preferidas. Pode ter isso? Ou é tipo filho, que todo mundo diz que ama todos iguais? A concha representa o feminino (um dos jeitos de representar, né), e essa tem um significado bem pessoal pra mim.

tatuagens-stephanie-noelle

E aqui as outras duas que não tinha postado ou mostrado, em lugar nenhum. A flecha é desenho da Jackie, também, e o coração eu fiz da primeira vez, vazado, e tem uma história bem íntima. E dessa última eu fui e escrevi o “livre”, que não, não tem nada a ver com estar com o coração livre e tal (achei até engraçado quando ouvi isso a primeira vez, haha). Pra mim é uma celebração do jeito que eu gosto de viver: com liberdade. Pra ser quem eu quiser ser, pra seguir meus sonhos, pra errar, pra acertar, mas sem estar presa a nada pré-determinado, à opinião alheia, ao jeito que as pessoas esperam que eu seja.

Claro que já estou doida pra fazer outras, e semana passada acompanhei meu migo Lucas, que foi tatuar com a Thamu, e quase saí de lá com uma nova! Mas ainda tô esperando, porque né, deixa eu curtir essas por enquanto ;)

Sobre a Thamu: Ela é ótima, tem a mão bem leve, é feminista, atende na casa dela, e tem um preço ótimo. Essa é a página dela no facebook, Candylust Thamu, e dá pra falar com ela ali no “mensagens”. Arrasem! Ah, não é publi, é só porque ela é muito boa mesmo e, como disse minha querida amiga Nuta, do GWS, a gente tem que indicar mais mulheres. Aliás, toda vez que falo das minhas tatuagens, alguém pergunta quem foi ‘o tatuador’ que fez. Não, não. Foi uma tatuadora!

Ah, sobre a dor, né: falei mais da dor das tatuagens aqui, mas sobre essas novas: achei que a concha e o grl pwr foram mais incômodas, mas não é um lugar que costuma doer não, foi mais em mim mesmo, mas normalmente lugar com “menos carne” dói um pouco mais, mas não é regra também. Meu amigo Lucas tatuou na costela, mesmo lugar do meu coração, e sentiu nada de dor, e em mim foi um pouco chatinho. Como contei no primeiro post, cada um sabe seu limite com a dor, mas pra mim foi bem tranquilo (também são pequenas, né), e é uma sensação diferente de tudo o que já fiz. É estranho e incômodo, faz um pouco de cócegas, e o barulhinho me arrepia de vontade de fazer mais.

Qualquer dúvida, deixem nos comentários! E me contem: vocês querem tatuar? Gostam? Tem medo? Me contem!

Bisous e até mais!

coracao

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