Arquivos da Tag: animal print

Dakota, um exemplo de menina!

Eu AMO a Dakota Fanning. Acho que ela é uma atriz muito promissora e sem afetação. E eu amo que ela só tem 16 anos, e não fica querendo parecer mais velha ou forçando a barra. E ela se veste de um jeito bem fofo!

Tudo isso porque hoje foi publicada uma matéria minha sobre o figurino de The Runaways no FFW, onde ela interpreta Cherie Currie, a vocalista de “The Runaways” (assistam, o figurino é ótimo, a atuação dela tá incrível e é bem legal),  e aí dando uma olhada em fotos da garota, encontrei uma foto do look que ela usou para assistir ao desfile da Miu Miu (marca que eu amo muito muito).

Eu achei muita lindeza. O vestido é uma graça, e por causa do couro, tem um apelo fetichista bem grande. Como Dakota tem 16 anos e não quer fazer a Miley Cirus, ela jogou o cardigan por cima, que ‘acalmou’ o vestido e ainda acrescentou mais interessância (?) com o jogo de ton sur ton.

Sério, uma graça sem fim esse look. O vestido é muito, muito maravilhoso. O bolso é demais, a barra é demais,  cintinho é demais. Enfim. Amei.

E dois looks de brinde, que mostram como a garota salpica doses de estilo nas roupas do dia-a-dia, sem afetação, mais muito legal.

Acho o máximo o jeito que ela mostra que dá para uma garota novinha se vestir de um jeito legal, sem forçar a barra da sensualidade, ou do over, e fugindo do sem-graça que é o jeito que a maioria dos adolescentes se vestem.

Aqui parece que não tem quase nada, mas tem um monte de coisa! Tem mix de textura do poncho com a bolsa, tem tom sobre tom de novo, tem um frescor na cor da bolsa e tem esse sapato maravilhoso. Dakota, arrasou!

E aqui de novo! Ela  faz a linha básica, mas não é chata. Acho o máximo. Em outra foto eu vi que a camisa que ela tava usando por baixo desse casaco era meio oversized, bem bonita. Poucos tons, tudo bem harmônico, mas o salto e o brilho do sapato, junto com a animal print, deixam a produção ótima.

E mesmo que ela seja novinha, as ideias de estilo dela são super usáveis pra todo mundo, de qualquer idade.

Um beijo Dakota, te amo!

5 Comentários

Arquivado em Inspiração

Lookbook Maje e uma (pequena) reflexão sobre a moda brasileira

Maje, lookbook fall 2010-2011

ps: clicando nas fotos, elas aumentam!

Vermelho, ao lado do marinho, é minha cor preferida. E achei todas essas maneiras de usar a cor absolutamente apaixonantes. Até a meia-calça, que eu tenho e usei apenas algumas vezes, se torna mais usável e menos ‘fantasia’. O look da calça de couro vermelha é meu preferido de todo o lookbook. É tão cool&chic, que não sei nem descrever.

Tenho ressalvas com metálicos, mas olha que jeitos legais de usar! Em nenhuma das produções a modelo parece uma louca da boate, mas uma menina muito moderninha e chic. Fiquei impressionada.

(ps chato: calça de couro e essas calças metálicas, infelizmente, só ficam bem nas magrinhas e altas :~)

Tô com cada vez mais vontade de usar visuais assim, meio masculinos, meio Annie Hall. Mas para esse tipo de produção é preciso de roupas cortadas impecavelmente, não dá pra ser de fast-fashion. Alfaiataria é coisa séria! (haha)

O couro tá tão, mas tão nas paradas que eu já tô enjoando dele. Kate Moss usa couro há tantos anos, e só agora o pessoal resolveu falar que é o último grito da moda. Acho que o mais legal é tentar montar looks não óbvios. No último Fashion Rio, por exemplo, vimos um batalhão de meninas de vestidinhos leves e jaqueta de couro. Embora isso parece não óbvio a primeira vista, já é uma combinação que se tornou comum. Então temos que exercitar a criatividade, e colocar o couro em looks diferentes!

Aqui, várias ideias legais para os dias friozinhos. Meia cinza, e não preta, bota ankle por cima da calça, e não aquela que a gente já cansou de ver nas ruas, parka pesadona por cima de vestido levinho.

AMO oncinha, amo, amo. Mas discordo (haha) do primeiro look, porque na minha cabecinha, só uma pessoa muito evoluída consegue usar transparência e oncinha sem ficar over. Então, um ou outro. Oncinha com camel (essa cor bege mais escura) é maravilhosa, beijos.

Pluma é tipo paetê, pra mim. Tem gente que acha que só pode usar de noite, tem gente que acha muito ousado usar a qualquer hora, e tem gente que usar sempre. Eu sou do último tipo. Sou da opinião que é o toque extra-mágico para as produções do dia-a-dia. E usando com parcimônia (ou seja, deixe só aquela peça chamar atenção), traz muito mais interessância.

A mulher por trás da Maje é a parisiense Judith Milgrom, que a criou em 2000. O nome pode ser soar completamente estranho para vocês (soou pra mim da primeira vez que li, também), mas é sabido que nas ruas de Paris as criações de Madame Milgrom, que nasceu no Marrocos, fazem sucesso.

O motivo, pelo que andei pesquisando, é que lá se encontram peças atemporais, com um ou outro toque ‘trendy’. E as parisienses, que são mais chegadas em um look mais ‘effortless’, compram, e muito, a ideia.

O conceito da marca é fazer peças para todos os momentos do dia, criando hype sem perder a alma, oferecer uma visão mais feminina e reintegrar o vestido como uma peça indispensável no guarda-roupa.

Além disso, Milgrom propõe, como uma das coisas mais importantes de sua marca, oferecer uma linha de roupas entre os inacessíveis designers e as impessoais H&M e Zara. Os preços, entretanto, não são acessíveis a todos, mas dizem as boas línguas que vale cada centavo.

Particularmente, acho ótimo quando um designer leva a sério sua proposta de oferecer moda a um preço acessível ao seu público.

Aí, pensando nisso, me veio o panorama do Brasil.

Aqui sofremos muito com isso, especialmente, pois os designers parecem se esquecer de quem é seu público.

Como assim? Quando perguntamos ao estilista quem é a mulher (ou o homem) que veste sua marca, a resposta é (quase) sempre a mesma: Uma mulher sofisticada (e sofisticada não quer dizer rica, no real significado do palavra), que sabe reconhecer a qualidade e o design de uma peça.

E eu me pergunto: Há tantas mulheres (e homens) com essas características no Brasil? Eu digo, com dinheiro o suficiente pra comprar todas as coleções dos designers brasileiros?

Sinceramente, uma grande parcela desse público prefere viajar e gastar seu dinheiro numa peça importada, do que gastar quase o mesmo tanto numa peça brasileira, muitas vezes com qualidade duvidosa.

Não é questão de subestimar a moda brasileira, nada disso.

Uma das coisas, chatas, de se pensar, é que boa parte dos consumidores ainda tem uma visão colonizada de moda, e achando, costumeiramente, que tudo o que é de fora é melhor do que o produto nacional. Em alguns casos pode ser, em outros não (Exemplo rápido: Muita gente acha legal comprar roupas na Forever 21 _marca de fast fashion americana com qualidade baixa_, mas jamais pisaria numa Renner ou C&A _que tem um custo benefício ótimo, inclusive na qualidade).

Mas os estilistas, ao colocarem os preços nas alturas, pensando atrair um público seleto (o seu público imaginário) acabam por não atrair ninguém. E aí vemos praticamente a coleção toda na liquidação, ou no bazar, sendo vendida a menos da metade do preço.

A questão do preço tem seus porquês. O custo da mão de obra (difícil achar mão de obra qualificada, e quando se acha, o salário é alto _vide modelistas, que estão em falta no mercado) e da produção (os impostos no Brasil são altíssimos, há um mercado restrito de tecidos no País, aí tem que importar, e paga-se ainda mais caro). Mas ainda assim não justificam os preços altos.

Além disso, é conhecida de muitos consumidores de moda brasileira, que a qualidade do produto comprado aqui não condiz com o preço que se paga.

E aí, você, que já não tem muito dinheiro, resolve economizar para comprar uma peça específica, que você tem desejado desde o desfile. Compra, usa, ama, fica feliz, suja e lava.

E pronto, sua roupa encolhe, enche de bolinha, rasga nas costuras, desbota.

Por outro lado, muitas grifes francesas ou italianas são conhecidas pela qualidade impecável e duradoura. Muitas das roupas que você compra numa dessas maisons muito provavelmente vai poder ser usada pelas gerações futuras.

A qualidade do produto brasileiro envolve fatores como, de novo, a falta de mão de obra qualificada e os materiais disponíveis. Se na França existem ateliês (?) com artesãos especializados, que aprenderam o ofício na família, no Brasil a profissão de costureira não é valorizada  (no sentido de ser subjugada, e poucas mulheres quererem ser costureiras), e há pouquíssimas bem qualificadas (e essas são tidas como um tesouro pelos estilistas).

E em parte a culpa é nossa também. Pergunta: Quantas vezes, antes de lavar uma roupa, você olhou na etiqueta as instruções?

Não há o hábito no Brasil de se lavar uma roupa de acordo com as especificações, o que ajuda a diminuir a vida útil daquela peça. Além disso, nossas máquinas são agressivas com tecidos mais sofisticados, e nossos produtos de limpeza muito fortes.

Mas mais uma vez, esses fatores não justificam o preço alto, pois, no final das contas, há muitas marcas que colocam seus preços lá no alto para “selecionar” o público, achando que vai atingir apenas compradores da classe AA. E a pior parte, é que eles imaginam que tornar o preço mais acessível vai tornar a marca mais popular, o que seria ruim para a marca, na visão deles.

Uó.

Como lidar com isso?

É uma coisa que eu penso muito, e que, em minha opinião, de alguém que não entende muito dos negócios da moda, entrava todo o desenvolvimento da moda brasileira.

Antes de tudo, a moda tem que se satisfazer ao seu país, ao seu público, ter qualidade, design. Tem que se comprometer com seus clientes, tem que levar nas araras uma roupa boa, que vai durar, e que ao mesmo tempo, não vai custar uma quantia astronômica.

Eu realmente fico doidinha com essas coisas.

PS: Agradeço ao Luigi (@luigi_torre) por ter me dado uma aula de mercado de moda brasileira :)

12 Comentários

Arquivado em Moda

The one.

Não tenho um casaco de oncinha, mas eu deveria ter um!

Inspiração para o começo da semana, já que uma camiseta branca hiper leve (cansei do termo ‘podrinha’, haha) com uma sainha preta ficam ainda mais incríveis com uma peça poderosa. Sou a favor de amanhã começarmos a semana usando uma peça bem fofa, pra dar charme extra à produção ;)

Afinal, segunda é um dia que a maioria das pessoas não estão lá muito tentadas a arriscarem, ou passarem muito tempo pensando em um look arrasante. Mas uma peça é mais fácil, né?

Beijos e boa semana para todos!

7 Comentários

Arquivado em Inspiração