Mudança, vou contar pra vocês

mudanca

Eu quero falar sobre o porquê eu sumi daqui.
Eu quero falar sobre tudo o que eu aprendi.
Mas eu ainda estou pensando nisso tudo.
Por enquanto, vou contar pra vocês uma mudança das grandes que aconteceu na minha vida -e que vai ter relação direta com o blog, vocês vão notar.
Ó só:

É isso.
Muita coisa vai mudar, mas vocês vão me acompanhar em tudo isso <3
Tem muita coisa legal pra acontecer ano que vem, coisas que eu fui atrás, coisas que vieram até mim, coisas que vão me desafiar muito, coisas que vão me deixar muito muito feliz, e muita coisa pra aprender.

Ah, vou gravar um vídeo de perguntas e respostas, então se vocês quiserem mandar algumas, coloca aí nos comentários. Inclusive sobre a mudança -menos ‘por que eu saí’, porque acho que deu pra entender, né? haha :)

Que venha esse 2017 aí.

Ah, escuta essa música aqui:

Beijos e até mais!

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Quando te faz mal

Talvez vocês tenham notado que eu estive ausente. Foi proposital.
Quem me segue no snapchat (cheznoelle) viu o dia em que eu tive um pequeno colapso. E desde então eu estive pensando muito. Pensando sobre o blog, sobre a vida, sobre as prioridades, sobre um pouco de tudo. Tirei esse tempo pra pensar. Pra colocar as coisas no lugar na minha cabeça.
Eu sempre falo assim, né? Em termos meio abstratos. Mas vou ser bem sincera com vocês, porque esse é o ponto de ter esse lindo refúgio na internet. O blog estava me fazendo mal.
Não ele em si, não vocês, óbvio, mas a pressão que eu coloquei em cima disso. Eu estava me cobrando tanto, com coisas que eu dificilmente conseguia cumprir, que todo dia ia dormir me sentindo um fracasso. Com a sensação de que não estava dando o meu melhor. E eu fui ficando cada dia mais angustiada, porque aumentava meus padrões, as coisas que queria fazer, mas não conseguia, e me angustiava mais, e mais, e mais. Até que eu não consegui mais olhar pro blog sem sentir culpa e tristeza.
E assim, uma coisa que antes me dava prazer, que me dava aconchego, que era meu refúgio, virou um peso, uma prisão, uma coisa me fazia mal.
Foi quando comecei a chorar e ter crises de ansiedade no meio dos meus amigos que eu me toquei que tinha alguma coisa errada.
Às vezes, alguma coisa que você ama muito, te faz mal.
E por mais que a gente queira insistir, que a gente queira se agarrar em tudo que aquilo representa, se está nos machucando, é hora de parar.
E nessa hora parece fraqueza. Parece que estamos desistindo, jogando a toalha.
Mas não estamos.
Todos os dias passamos por cima dos nossos sentimentos e de como nos sentimos, em detrimento de razão, produtividade, esforço, eficiência. Achamos que o que sentimos é menor do que o que apresentamos pro mundo, em coisas concretas. Se não é concreto, não deve ser levado em consideração.
Bullshit.

crianca

Todos os dias, todos nós, eu, você, nossos amigos, passamos por cima dos nossos sentimentos e veja onde chegamos. As pessoas não se sentem felizes quase nunca, estão frustradas com a vida, estão cada dia menos satisfeitas com qualquer coisa.
Eu me dei o direito de sentir. E de entender o que eu tava sentindo.
O blog ainda faz sentido pra mim? O que eu quero com ele? Como ele me fazia sentir antes e como ele me faz hoje? Dá pra mudar isso? Me perguntei isso e várias outras coisas.
E não há nada que me dê tanto prazer quanto escrever aqui, mas hoje, na minha vida hoje, ele não pode ocupar um espaço maior do que o que eu consigo dar pra ele.
Parece papo de gente que não quer se comprometer com alguém romanticamente, né? Mas eu me sinto assim. O que eu posso oferecer hoje, amigo blog, é isso. Vai ser assim pra sempre? Espero que não. Mas vamos nos divertir muito e ser felizes juntos com isso que tenho pra te oferecer? Certamente.
Por isso me dei essas férias.
Pra colocar tudo no seu devido lugar.
E eu voltar a me sentir bem nesse espaço. Pra vocês se sentirem bem aqui também.
Mas agora, tô de volta.

coracao

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Buscando.

Eu ainda não acredito que estamos em Agosto (e tem calendário pra vocês baixarem!). Vocês acreditam? Agosto é o mês que mais representa, pra mim, que o ano está caminhando para o seu fim -e outro vai começar, não sou fatalista assim ahaha-, afinal, sete meses inteirinhos já foram.
É nesse mês que eu costumo olhar pra todo o ano que passou até agora e vejo o que está acontecendo. O que podia estar melhor, o que está bom, o que está maravilhoso. E pra ser inteiramente sincera, eu não estou super-mega-ultra feliz com meu ano. O que é bizarro, porque muitas coisas legais aconteceram comigo esse ano, mas o nível de exigência que eu tenho comigo mesma é meio chato (até demais).

Mas eu não sei o que acontece comigo, às vezes, que eu tenho a vontade, tenho o plano, mas algo me trava. Já falamos sobre isso aqui. Que eu vejo tudinho se realizando do outro lado da ponte, mas não consigo chegar lá. Já pensei até que pode ser algo espiritual me bloqueando, será? Chega a ser sufocante. E frustrante. E eu não sei o que fazer. Aquela frase que eu disse nesse vídeo aqui fica martelando na minha cabeça: feito é melhor que perfeito. Mas por que raios eu mesma não consigo seguir meu próprio conselho?
Outro dia estava lendo um negócio e terminava com uma frase motivacional meio puxão de orelha que era assim: “Algumas pessoas sonham com o sucesso, enquanto você acorda e vai trabalhar duro”.

A parte bizarra é que eu não fico simplesmente de pernas pro ar, esperando as coisas acontecerem. Antes fosse, porque ao menos eu estaria descansada e minha pele estaria mais brilhante, mas não.
Outro dia uma leitora muito querida deixou um comentário aqui que cortou meu coração. Eu sei que ela acompanha o blog, que ela gosta do conteúdo, e de jeito nenhum achei que ela estava sendo mau educada ou “hater”. Mas ela estava triste porque eu não tinha conseguido postar todos os dias em Julho, e escreveu que eu “empurrava com a barriga” e “não estava afim”.

E é aí que eu tenho que discordar. Primeiro de tudo, eu me proponho desafios, mesmo os difíceis. São desafios, são coisas que vão ser fora do meu cotidiano, da minha zona de conforto, simplesmente porque se eu fizesse tudo do mesmo jeito sempre, eu não mudaria e nada seria diferente, certo? Mas nem sempre a gente consegue fazer aquilo que se propõe, por N motivos diferentes. Mas nem por isso eu vou deixar de me propor coisas que possam ser difíceis. Pode não sair do jeito que eu quero sempre, mas pode ser uma experiência diferente, posso aprender algo, posso começar a fazer de outro jeito.

Agora vem a parte chata, que eu odeio fazer -e o vídeo dessa semana fala justamente disso, mas eu senti que precisava escrever, porque escrever “é a minha parada”  e é a minha terapia haha. Na real é quase que um exorcismo das coisas ruins. Eu não sei e odeio dar desculpa. Já levei muito xingo na vida, alguns sem motivo nenhum, ou no lugar de outras pessoas, e eu não consigo falar: não, pera, não é bem assim. É todo um bloqueio e geralmente eu levo o xingo, abaixo a cabeça e sigo em frente (isso principalmente em trabalho, na vida pessoal eu sou um pouco mais respondona, rs). E quando eu li esse comentário eu senti a mesma coisa, de abaixar a cabeça e ficar quieta, mesmo que ela não tenha razão totalmente.

Mas como diz minha mãe, “devagar com o andor”. Eu falhei com os posts todo dia em Julho e peço desculpas sinceras. Como escrevi ali, foi um desafio que me propus e esse mês não consegui cumprir.

Mas ler que eu empurro com a barriga dói, e dói muito. A última coisa que eu faço com o blog é empurrar com a barriga, porque isso aqui me faz bem. Eu amo esse espaço, amo escrever, amo estar aqui. Mas simplesmente têm dias que eu não consigo. Por motivos palpáveis (trabalhar o dia todo + evento de trabalho à noite/passar mal o dia inteiro e só querer chegar e dormir/etc) ou motivos não palpáveis, que estão na minha cabeça. Vocês veem tanto a Stephanie fofinha, feliz, otimista e raio de sol que talvez não seja tão fácil imaginar que eu tenho momentos de tristeza e melancolia, e principalmente letargia, com uma frequência maior do que eu gostaria.

Quando eu era jovem, rs, e estava na escola, minha mãe nunca me cobrou notas altas. Ela nunca foi também o tipo que falasse “não fez mais do que a obrigação”. Ela só me dizia uma coisa: “Você fez o seu melhor? Se você deu o melhor de si, pra mim é o suficiente”.  Acreditem quando eu digo que dei o meu melhor aqui, e se não foi tão legal, tem alguma coisa acontecendo. Que eu posso nem saber o que é. Que eu posso estar buscando. Que eu posso estar quietinha pensando.

Vocês conhecem o blog. Ele é a minha casa, na qual eu recebo vocês. E às vezes a minha casa está tão bagunçada, no caso, a minha cabecinha, que eu prefiro não receber ninguém, até colocar em ordem. E poder dar meu melhor pros meus convidados.

Quando vocês me veem felizes no vídeo, no snapchat, no instagram, vocês estão vendo, literalmente, segundos ou minutos do meu dia. E no momento, essa garotinha aqui está lutando com algumas coisas internas. Estou descobrindo como lidar comigo mesma. E como ser mais todas essas coisas aqui e menos outras. E eu preciso descobrir o que é que me segura. E me libertar disso. De vez.

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Um esclarecimento ;)

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Oláááá amigos e amigas! Estou sumida, né? Mas conforme contei no facebook, isso tem nome: TCC. Estou, finalmente, na reta final da minha graduação e como todo e qualquer trabalho de conclusão de curso, estou um pouco (muito?) louca haha.

Pra quem não sabe, vou me formar em Jornalismo, na USP, e o TCC tem tudo a ver com o assunto, haha. Só não conto o tema antes dele ficar pronto porque acredito em uruca (sou muito medrosa), então deixemos isso para quando tudo estiver prontinho.

Resolvi passar por aqui e dar uma explicação, porque sei o quanto é frustrante você entrar num blog e não ter nada novo há milênios, e aí vocês vão parar de ler pra sempre e eu não quero que isso aconteça haha! Please, não me abandonem!

Logo, logo acaba e eu volto. E aí sim, com força total :)

Enquanto isso, vou focar no TCC e aparecer aqui de vez em quando! Espero que entendam, e me desejem sorte, tá? <3

Ah, e eu tô superativa no instagram, me sigam lá: @chez_noelle

Bisous e até mais!

coracao

Pra acompanhar o Chez Noelle:

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Um aninho <3

Felicidade é comemorar aniversário… duas vezes! O meu, e o do blog hehehe. Hoje faz um ano que o Chez Noelle nasceu, deixando o petite beauté entrar pra história ;)

E eu nem sei muito o que falar, exceto que esse ano foi totalmente incrível e novo pra mim. Nunca imaginei ter tantos leitores especiais, que tornam minha vida muito mais legal. Sempre que alguém me pergunta porque eu faço o blog ou o que eu mais amo em ter blog, tá na ponta da língua: o contato com os leitores.

Isso a revista não tem (mas tem outras coisas incrís que blog não tem, por isso amo os dois com o mesmo amor #piegas) e é um privilégio ser lida e ter o retorno de vocês. Por isso, como aniversário pra mim é sinal de vida nova, eu vou me esforçar pra: postar mais, responder os comentários todos e os emails também. Vocês merecem :)

Só posso dizer: obrigada, muuuuuuito obrigada! <3 <3 <3

Aí fiz uma seleção mini dos meus textos antigoooos preferidos do blog, pra gente fazer uma retrospectiva! haha

It’s work, it doesn’t matter what you wear: um post sobre uma frase da Franca Sozzani, sobre o circo das semanas de moda. Bom pra ler agora que tá começando outra, né?

Uma roupa sem história é só uma roupa: uma análise de um editorial lindo, que conta uma história, e um pensamento sobre roupa e história;

– A moda não tem que se colocar no seu lugar coisa nenhuma: um dos posts que mais gostei de escrever, sobre essa história da moda não “poder” falar sobre assuntos não fúteis;

Vamos ser sérios?: um post sobre a falta de seriedade que envolve o trabalho com moda & beleza;

Why don’t you…: um texto que escrevi pra U+MAG e postei aqui depois, sobre a minha, a sua, a nossa diva Diana Vreeland;

Pensando cá com meus botões: outro queridinho, esse eu falo sobre esse povo que julga a gente pela roupa que a gente veste;

Chez Noelle…TV!: O primeiro vídeo do blog <3

Vale Fazer?: uma reflexão pessoal sobre o porque eu fiz um blog e um canal do youtube se tudo já foi feito;

C’est mon rêve joli: o post que eu conto minha paixão por Paris (alguns dias antes de ir pra lá pela primeira vez!);

– Por que Beleza?: contei porque, afinal, eu amo trabalhar com jornalismo de beleza;

Fique linda?: porque eu não acredito que Jornalismo de Beleza tenha que ser ditador e impositivo ;)

We accept the love we think we deserve: um post sobre amar e sobre amor;

Dor: um post muito, muito pessoal, sobre meu maior medo;

A minha Paris: sobre o amor por Paris depois de estar em Paris;

Nossa, foi difícil. Me ative (?) aos mais antigos _tirando esse último de Paris_ porque sou apegada demais a todos os posts haha. Mas eis aqui alguns dos mais amados <3

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E obrigada, mais uma vez! Espero comemorar muitos e muuuitos anos!

Bisous e boa semana

coracao

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