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We accept the love we think we deserve

“We accept the love we think we deserve”

Charlie, em “The perks of being a wallflower”

Fui ao cinema hoje com o amigo Fê e o namorado David, assistir “The perks of being a wallflower” (as vantagens de ser invisível). Eu já estava animada ao cubo pra ver porque eu sou louca pela Emma Watson (fico na dúvida se eu queria ser ela, ser a melhor amiga dela ou namorá-la) e naturalmente gosto desses filmes de jovens meio doidinhos. Aí o Fê contou que tinha lido o livro _e vai me emprestar_ e era maravilhoso, e antes mesmo de começar eu já tava com a guarda abaixada.

Quando começa, com “Could it be another change”, do the samples, eu já virei pro amigo e disse “já amei”. E amei mesmo. O filme inteiro eu senti uma ligação inexplicável com cada um dos três personagens centrais. Charlie, Sam e Patrick. Vi um pouquinho da minha vida em cada um deles.

Tem uma parte que a Sam, personagem da Emma, conta que começou a amar música quando escutou “Pearly-Dewdrops’ Drop” e imaginava encontrar uma pessoa, ao som dessa música, que ia simplesmente mudar a vida dela. Foi como se toda a cena de quando eu conheci o David passasse em frente aos meus olhos. Tanto que na hora que ela fala isso, o Dá apertou minha mão bem forte e me deu um beijinho na testa. É maluco como às vezes a gente sai de casa para um dia normal e corriqueiro, e tudo absolutamente muda.

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Nem lembro se já contei essa história aqui, mas conheci o Dá na formatura da minha prima Bruna. Sentei na mesa dela, com outros amigos, e lembro dela ter falado várias vezes que eu ia conhecer “os gêmeos”. No caso, Dá e Augusto. Eles foram os últimos a preencherem a mesa, e na hora que olhei nos olhos do David, senti uma fisgada no meu coração. Foi como se o mundo inteiro ficasse quietinho e parado por 3 segundos e eu só conseguisse olhar para ele. Minha vida mudou ali. Algum tempo depois, terminei um namoro de quase três anos, e comecei a viver os dias mais felizes da minha vida.

Daí a gente volta lá pra começo do post e o que me fez ter vontade de escrever esse texto. No filme, algumas pessoas próximas do Charlie tem relacionamentos furados, infelizes, com pessoas que não são “as certas” para elas. Ele não entende. Ninguém entende, né? Até passar por isso.

Não sei se todo mundo passa por isso. Eu passei. Anos ao lado de alguém que eu pensava que era o que eu merecia. Que eu não merecia nada além daquilo. Que ninguém no mundo ia me amar além daquilo. Que era o máximo ao que eu tinha direito. A gente acredita tanto nisso, a gente se fala isso tantas e tantas vezes. A gente fala isso enquanto chora com a cabeça enfiada no travesseiro. Enquanto chora depois de uma briga idiota que com certeza vai ser esquecida e enterrada sem nada ser resolvido. A gente apenas fala e acredita, loucamente, que é daquele jeito que nossa vida tem que ser, ponto, acabou, fim da história.

O problema é que, já dizia aquele cara que fazia as propagandas do Hitler, uma mentira dita mil vezes se torna verdade. O problema é a fazer disso uma verdade.

“So I guess we are who we are for a lot of reasons. And maybe we’ll never know most of them. But even if we don’t have the power to choose where we come from, we can still choose where we go from there”.

Então, eu acho que nós somos o que somos por várias razões. E talvez nunca saberemos a maioria delas. Mas mesmo não tendo o poder de escolher de onde viemos, ainda podemos escolher para onde vamos”.

Um dia, eu olhei pra mim mesma e disse “eu mereço mais”. E tomei uma das decisões mais difíceis da minha vida. Eu não sabia onde ia dar. Não sabia se eu ia tipo me jogar de um penhasco ou se eu ia, de fato, ser feliz. Eu apenas fiz. Quando a gente é adolescente, ou simplesmente quando a gente não se conhece o suficiente, tomar a decisão de deixar alguém que supostamente te faz feliz é assustador. Ficar sozinha é assustador, quando a gente não consegue ser feliz por nós mesmos.

Duas coisas aconteceram quando eu conheci o David. Eu me apaixonei por ele e fui apaixonando-me por mim mesma. Eu lembro de quando a gente se encontrava (eram férias de verão, e nós quatro -eu, ele, minha prima e o augusto- nos tornamos meio inseparáveis) e ele nem fazia ideia do bem que estava me fazendo. Eu podia ser eu mesma ao lado dele, ter minha opiniões, minhas vontades, falar do jeito que eu bem entendesse, acreditar nos meus sonhos. David fez eu acreditar em mim um tanto, que eu sei que eu faço o que faço hoje porque um dia ele disse que eu era capaz. E ele nem era meu namorado. A gente era amigos, e a gente já se amava em segredo.

Dia 07 de dezembro faz cinco anos que a gente se conheceu. Em pouco mais de um mês ao meu lado, sendo meu amigo, me ensinando a tocar Something e Dear Prudence no violão, jogando War e me dando aulas de matemática, ele provocou uma revolução na minha vida. Sabem em Blackbird, dos Beatles, que tem “take these broken wings and learn to fly. All your life, you were only waiting for this moment to arise” (pegue estas asas quebradas e aprenda a voar. A vida toda, você só estava esperando este momento para decolar)? Foi isso que aconteceu. Eu só estava esperando aquele momento pra voar. Pra ser feliz. Pra ser eu mesma.

Antes daquele dia, eu achava que tinha o máximo que podia. Que aquilo era o limite da felicidade. Que no fim, a vida não era tão incrível assim e a gente tinha mais decepções do que alegrias e o segredo era aprender a se acostumar com elas.

E eu odeio me acostumar. Eu quero gostar, eu quero amar, quero desejar, quero ser, quero viver. Quero estar ao lado de alguém e sentir que sou infinita.

Quero sentir que ao lado de alguém eu estou voando. E eu sinto. E nada no mundo é melhor do que o gosto da felicidade.

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“I know these will all be stories someday. And our pictures will become old photographs. We’ll all become somebody’s mom or dad. But right now these moments are not stories. This one moment when you know you’re not a sad story. You are alive”.

“Eu sei que tudo isso vai ser história um dia. E nossas fotos vão se tornar fotos velhas. Nós todos vamos nos tornar pai ou mãe de alguém. Mas agora esses momentos não são histórias. Aquele exato momento que você sabe que você não é uma história triste. Você está vivo”.

{Esse post veio do meu blog pessoal, porque conforme eu contei aqui, vou deixar tudo juntinho num lugar só. Para ler mais textos desse jeitinho, clica na categoria ‘Diarinho’}

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Um pouco de inspiração para um dia meio cinza

São Paulo Fashion Week acabou ontem, e eu ainda não sei se quero ou não falar do evento e do que eu gostei (ou não).
Mas de volta ao mundo real, e de volta aos meus feeds, só estou com vontade de compartilhar vários vídeos fofos que tive a chance de ver hoje, que me deixaram feliz (num momento que estou toda triste) e inspirada.

1 ~ Seven Henrietta Street for Kate Spade

Eu não sei qual a finalidade do vídeo (suponho que seja para divulgar a nova coleção da marca), mas é meio que unanimidade o quanto Kate Spade é uma marca fofa, girlie e com jeito de menina sonhadora. Logo, um vídeo feito para a marca não poderia ser diferente. Além disso, eu adoro a Soko, mocinha que canta a deliciosa música do vídeo, “I will never love you more”, e toda a atmosfera é adorável. Já vi mil vezes :x

2 ~ Paris – De Vivre La Langue

Comercial de uma escola de idiomas, mas que é um vídeo lindinho sobre a língua francesa _e os costumes franceses_ com cores lindas, fofurice e encanto. Sério, sou muito apaixonada pela língua francesa, não tinha como não amar esse vídeo.

3 ~ Cinematic

Não conseguir ir a palestra do WGSN (escritório mega especializado em tendências) nesta edição do SPFW, mas graças ao blog “Don’t touch my moleskine”, pude ver os vídeos que foram apresentados, com os temas guias para o verão de 2012! São as chamadas ‘macro-tendências’, e o vídeo que eu mais gostei foi sobre a memória do cinema (que eu amo!).

4 ~ Kate Nash – Do–wah–doo

Kate Nash é uma das minhas cantoras preferidas _e eu ainda não sei se vou conseguir ir ao show :( _, e além dela fazer música legal, ela ainda tem essa vibe antiguinha e de menina-boneca que eu adoro. E esse clipe é uma gracinha!

{Créditos: Oh JoyDon’t Touch My MoleskineGWS}

Boa sexta e bom final de semana para todos :)

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De tout coeur

Moi je joue
Moi je joue à joue contre joue
Je veux jouer à joue contre vous
Mais vous, le voulez-vous?
De tout coeur
Je veux gagner ce coeur à coeur
Vous connaissez mon jeu par coeur
Alors défendez-vous

Sans tricher, je vous le promets
J’ai gagné, tant pis c’est bien fait
Vous êtes mon jouet
A présent, ce ne sera plus vous mais toi
Et tu feras ca t’apprendra
N’importe quoi pour moi

{Moi Je Joue – Brigitte Bardot}

(A cara feia é um oferecimento da volta às aulas, hahaha)

Tô completamente apaixonada por esse oxford!

Trench Coat: Da Ana Pinho

Manga longa preta: C&A

Saia de moletom: Renner

Oxford: Collins

Sou uma pessoa completamente apaixonada por domingos. Quando o mundo todo reclama a chegada da segunda-feira, eu suspiro com o cheiro da manhã, com o sol que brilha mais do que nos outros dias (mesmo no frio, a luz é incomparável), com as caminhadas sem propósito, seja na rua do bairro ou no condomínio da cidade natal.

Como David chegou ontem à tardinha, deixamos para hoje, também último dia de férias da faculdade, a programação do finde.

Bem cedinho (sim, 8h30 é bem cedinho!), ele foi buscar o jornal, para depois irmos a uma padaria deliciosa aqui nas redondezas, que eu sou louca, porque tem um buffet de café inacreditável, e aí rola aquele ‘brunch’ sagrado do domingo <3

Demos uma volta pelo bairro, e ficamos um tempão sentadinhos no jardim da PUC, falando sobre a vida, de como toda nossa vida em São Paulo começou ali (o David começou Administração na PUC, antes de desistir, voltar pro cursinho e entrar na USP)…

E no fim da tarde, “SALT“, com a indescritível Angelina Jolie. Já falei no twitter (@hello_sunshine), eu não tenho filtro com a Angie, então eu acho qualquer coisa que ela faça muito incrível, então melhor não comentar, já que minha reputação como apreciadora de bons filmes pode ficar em risco (yeah, right).

Contudo, na espera pela sessão, fomos à Livraria Cultura pegar meu livro novo, e o Dá acabou comprando um mega incrível para ele:

Moda – Uma Filosofia, Lars Svendsen

Esse filósofo esteve no Brasil ano passado, para o Pense Moda, e fez uma palestra sobre Crítica de Moda, que todo mundo amou. Quem quiser saber mais sobre, o Luigi, que trabalha comigo, fez um texto excelente sobre o assunto, aqui.

400 gramas, Vários Autores

O David ama cozinhar, e queria um livro que falasse sobre a cozinha brasileira, com ingredientes daqui, já que os livros do Jamie Oliver são de culinária européia, com ingredientes… europeus. O livro é incrível, cheio de ensinamento básicos, misturado com coisas avançadas, uma delícia! Mal posso esperar o David começar a testar tudo! (Eu não sei cozinhar direito, e o namoradinho é mestre, então… eu lavo os legumes, haha).

Sobre amanhã, meio que já não é segredo para ninguém que este semestre eu me desiludi completamente com o curso (não com a profissão, Jornalismo é o que eu quero pra vida!), e especialmente com a posição de alguns professores. Talvez, como bem disse minha querida amiga Babi, isso pode mudar esse semestre, ou não. Sinceramente,  eu aprendo muito (MUITO!) no meu trabalho, tanto questões práticas do Jornalismo (apurar, editar, como fazer um texto bom), como questões éticas, muito mais do que na sala de aula. Alguns que estudam comigo me condenam, mas acho injusto nós estudarmos tanto para entrar na melhor faculdade da América Latina, e lá dentro os professores (não todos) apenas esquentarem seus assentos, sem acrescentar nada à nossa vida.

Anyway, já me alonguei demasiado nesta questão (oi, blog de inspiração!), mas vamos ver o que este semestre (JC!) me reserva.

Boa semana para todos ;)

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Carry on, carry on

So you think
You can stole me and spit in my eye
So you think you can love me
And leave me to die

Oh baby, can’t do this to me baby
Just gotta get out
Just gotta get right outta here

Nothing really matters
Anyone can see
Nothing really matters
Nothing really matters to me

{Bohemian Rhapsody – Queen}

Vestido: Marca aleatória comprada na minha cidade, por uma pechincha!
Casaco: Marca aleatória II
Sapatos: Cravo&Canela

Desde o começo da temporada (é, esse assunto ainda tá fresco na minha cabeça), eu não havia ido ao cinema, e ahh, como eu senti falta! Gosto muito de ir ao Belas Artes, mas hoje fui conhecer o Reserva Cultural, com David, Augusto (o cunhado) e Carolina (a namorada do cunhado). O lugar é bem bonito, mais intimista e tem um público mais velho do que o Belas Artes. Gostei muito especialmente porque tem uma padaria, um restaurante francês e uma livraria/revistaria, e, o mais legal, uma seleção de filmes muito incrível!

O filme de hoje foi “A Jovem Rainha Vitória” (The Young Victoria), que eu tava bem ansiosa pra ver desde o Oscar, porque foi o ganhador de melhor figurino, assinado pela Sandy Powell (L), tem a Emily Blunt no papel principal e é baseado na vida real da Rainha Victoria, e eu amo esses filmes, vide “A Duquesa”, “Maria Antonieta”, “Elizabeth”… Enfim, a lista é grande.

O filme é lindo, a direção é de Jean-Marc Vallée, diretor do deliciosooo “C.R.A.Z.Y.”, mistura os assuntos da realeza com romance, o príncipe Albert é de fazer qualquer uma se apaixonar, o figurino é mesmo maravilhoso, e a Victoria, é, de fato, ótima. Me senti representada em toda a sua teimosia e orgulho, beijos. Recomendo : )

Quanto as fotos, tô viciadinha em Polaroids! Acho a estética linda, essa coisa antiguinha :)

Beijos e bom domingo para todos!

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