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O moralismo e o estereótipo

Eu sempre fui uma menina meio moralista. Na escola, sempre achei que as pessoas que não se esforçavam, que ficavam brincando demais ou namorando demais não mereciam mais do que meu descaso. Até parece que isso faria alguma diferença na vida delas, né. Mas eu tinha mania de achar que era dona da verdade, e ninguém tirava isso da minha cabeça. Aí o tempo foi passando, eu fui crescendo, e essa arrogância foi indo embora. Mas não de todo. Nunca vai, né? São traços da nossa personalidade que ficam meio que para todo o sempre.

Eu falo isso porque um dia mostrei um texto meu pro Luigi (@luigi_torre) e pro Gab (@gab_marchi) e eles disseram que meu texto estava moralista. E eu “Oi? Essa fase da minha vida já passou, beijos!”. Mas aí, conversando com eles, comecei a perceber que era verdade. Que eu imputava juízos de valor em frases que só pareciam ser inocentes. Daí, como eu sou encafifada com as coisas, comecei a pensar isso na vida e na moda. Em como eu só achava ‘correto’ maneiras determinadas de expressão de moda.

Por exemplo: Eu costumava achar decote, roupa justa e comprimentos curtos vulgares (tudo junto PODE ser, mas não necessariamente), mesmo que separados. Mas isso é um juízo de valor meu. Não é verdade absoluta.

E comecei a pensar mais a fundo que elegância e se vestir bem tem muito mais a ver com estar confortável dentro de uma roupa, se sentindo bem (poderosa!) e com confiança. Tipo a Serena/Blake Lively de Gossip Girl. Eu a achava o ícone-mor do piriguetismo, sem sombra de dúvidas. E aí, quando comecei a pensar melhor nessas definições de vulgar e piriguetes e afins, comecei a ver com outros olhos.

Também acho que tenha a ver com adequação ao seu corpo e a sua idade. No exemplo da Blake, ela é uma garota jovem com um corpo incrível. Em outros exemplos, tipo uma Mulher-Fruta, pode rolar um exagero, por tudo ser grande demais. Tipo, decote grande com peitos enormes, com roupa justa e bumbum gigante e saia curta com coxas bem grossas. Na minha cabeça a conta resulta em exagero.

Então venho tentando pensar mais assim, com menos moralismo e mais diversão no se vestir (e na vida, yey!).

Porque a vida é curta pra se prender a estereótipos e preconceitos!

E o editorial de hoje tem um pouco dessa coisa de não se prender aos estereótipos. Porque eu costumava achar que qualquer coisa com ‘pegada’ sexy era over. Ai que tontinha, eu!

Eu fiquei olhando muito tempo pra ele, pois nestas fotos estão imbutidos um monte de coisas que eu gosto, como ar vintage, menina fofa, inocência danadinha, comprimentos curtos (eu amo pernas de fora, mais que tudo!), toda uma aura 60′s e mais!

Também amo as coordenações de cores, de texturas e os sapatos ‘statement’. E os chapéus? Estou morrendo por cada um deles ; )

Eu gosto muito dessa coisa Lolita, mesmo. Acho que é jovem (não de existência, né, hahaha), acho que é sexy, acho que é engraçadinha e elegante. Sério, gosto muito dessa imagem!

Esse é um dos editoriais que mais têm a ver comigo. Quero imprimi-lo e emoldurar, pode?

Momento egotrip: Denise Dahdah definiu um look meu no “7 dias com Estilo” de Lolita. Quem quiser (e não tiver nada mais legal pra fazer, haha) ver, é só clicar.

The Dreamer (Vogue UK – October 2010)

Modelo: Anna Jagodzinska

Fotógrafa: Laura Sciacovelli

Styling: Charlotte Stockdale

Luvas+Couro de um jeito nada óbvio+bolsa carteira+clogs+chapéu=Paixão!

Amo o sapato, que não é óbvio, porque dá agressividade ao resto, que é todo fofo.

Coordenação de cores que amo (e uso muito), sapato com textura (que eu acho que é camurça) e oversized suéter com outra textura, e tudo fica muito lindo.

Outra coodenação de cores maravilhosa, e a botinha, de novo, não é óbvia. Mas essa altura é meio cruel, engorda a perna de um jeito doido. Mas as sortudas de perna magrinha, podem usar muito! E eu não consigo parar de olhar pra esse vestido. Sério!

Essa foto vai, com certeza pro hall das minhas preferidas. O sapato ladylike com essa cor deliciosa, com bolsa carteira e um pedacinho da manga verdinha aparecendo, com capa ‘camel’ e chapéu. Não consigo não amar cada centímetro. Adendo: A vespa (ou scooter) não é de morrer?

Em um post passado, falei que tava enjoada do couro do jeito que as pessoas vinham usando. Pois bem, nesse vestido/capa/não sei bem o que é o couro aparece de um jeito novo, combinado com sapato e meias diferentes. Nada de ankle boots (que eu amo, btw) ou sandália abotinada. Mas um sapato mais tradicional com uma meia incrível. Adorei!

Gosto de tudo aqui. Da cor, do modelo do vestido-suéter que tem essa manga nova, do cabelo bagunçado e da bolsa de mão.

Bolsa à tiracolo colorida, nesse look todo escurão. A gente não consegue ver o resto, mas eu imagino que o blazer seja curto e que as pernocas fiquem de fora. Bem lindo!

Quem puder arrematar uma peça ‘camel’ (a cor desse casaco), faça! É um coringa e olha como fica lindo combinado com cores vibrantes e cheias de vida.

Bisou bisou,

Stephanie Noelle

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