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Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa

Nessa semana chegam às bancas do Brasil as edições de Dezembro de um monte de revista, inclusive da Elle e da Vogue.

A capa da Elle causou bastante rebuliço (pro bem!) já que traz a modelo Lea T. vestindo Givenchy, em toda a sua glória e esplendor. A Vogue também preparou uma capa especial, com a Alessandra Ambrósio e o Rodrigo Santoro. O Chic fez até uma notinha falando da “guerra” das capas, para ver qual agradava mais o povo.

Não é segredo pra ninguém o quanto eu adoro a Elle, admiro a Susana Barbosa, editora de Moda da publicação, e sou fã da Lea T (eu  a entrevistei rapidinho em uma temporada de SPFW e fiquei muito feliz hihi). Logo, a capa da Elle é minha favorita, sem dúvida.

Mas o que me fez escrever esse post foi algo que passou pela minha cabeça quando vi as duas capas e pensei sobre as mensagens que ambas carregam e transmitem aos leitores. Pode ser toda uma viagem loucona minha, mas né, esse blog tá cheio de viagens loucona, esse post não estará solitário.

A capa da Elle, com a Lea T., transmite uma mensagem muito clara de tolerância, de respeito às diferenças, mesmo. Ela é uma modelo que carrega a bandeira da transsexualidade, que é conhecida muito por causa disso, e que desperta em qualquer pessoa que saiba sua história a ideia de “diferente”. Colocá-la na capa de uma revista como a Elle, que é editada por uma das editoras mais tradicionais do país, a Abril, é uma baita mensagem de “Alou mundo, as coisas estão mudando, ainda bem, saia aí da sua concha conformista e aceite as diferenças”. É incrível, e fico muito feliz de ver a Lea na capa da Elle, assim como fiquei muito feliz e orgulhosa quando a vi na capa da MAG.

Mas daí o que me chamou a atenção foi o contraste com a capa da Vogue Brasil. Enquanto a Elle traz a Lea T, cheia de significados e quebra de paradigmas, a capa da Vogue traz em sua capa um casal formado por um homem e uma mulher, padrão que surgiu junto com o ser humano e que até hoje permanece na cabeça de uma parcela considerável da população como “única opção aceitável”. E o casal é formado por uma modelo símbolo sexual, extremamente feminina e “tradicional”, ao lado de um homem também símbolo sexual e “tradicional”. Tipo aquela foto super tradicional da família no Natal, sabe?

É óbvio que isso não foi pensado e isso não é uma teoria da conspiração, pelo amor de deus, mas achei bastante curioso a imagem das duas capas lançadas no mesmo mês suscitarem – pelo menos em mim – ideias tão díspares e opostas. Esse tipo de situação deixa ainda mais óbvio o quanto moda não é só roupa e o quanto de mensagem a gente transmite, especialmente quando “confrontadas” com outras mensagens. A capa de uma publicação de moda não é apenas a melhor foto de um ensaio com uma roupa bem lindona. É o recado mais descarado ao leitor do que aquela revista considera mais mais mais legal e importante da edição toda. Bom pra pensar, né?

Tô doida, gente? Ou mais alguém pensa assim também?

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A Mag Maniac!

Antes de tudo, mal posso acreditar que achei a Lula aqui no Brasil. E assim, foi como se o destino nos juntasse haha. Estava eu na seção de revistas da Livraria Cultura, com minhas comprinhas, e indo para o caixa, viro de costas e lá está ela. Em uma pilha de revistas aleatórias de decoração (oi?), sorrindo pra mim. Não hesitei um minuto, porque outro dia liguei em uma das maiores revistaria de São Paulo, da Haddock Lobo, e o moço havia me dito que chega apenas uma por vez, e como ela é semestral, bem, demora um pouco. Além disso, as edições da Lula são tipo de colecionadores, as mais aintigas chegam a custar mais de 200 dólares no Ebay. Pois é. Peguei a danada, segurei forte e fui em frente, com minhas outras comprinhas. Até agora tô meio boba, porque ela é bem linda, tem um papel grosso, entrevistas grandes, fotos maravilhosas… Enfim, um deleite.

Minhas outras aquisições na revistaria da Livraria Cultura. Eu sou mega viciada em revistas, e sou da opinião que é um jeito bem mais barato de “estudar” moda, ótimo pra quem tem recursos mais escassos. Mas também tem que prestar muita atenção, porque existem erros (se não, não existiriam erratas haha), informações mal apuradas, mas pelo preço, acho que vale super a pena.

Eu sou gastadeira confessa em livros e revistas, e são as únicas coisas que eu (quase) não sinto culpa de gastar meu dinheirinho.

Na ordem, de cima pra baixo:

Eu gosto mais das matérias do que dos editoriais, e algumas matérias me tiram do sério, do tipo ‘it girls’ ´pra lá e pra cá, ‘tendência’ pra lá e pra cá, ‘high society’ pra lá e pra cá, mas gosto bem das matérias assinadas pela Simone Esmanhoto, pela Guenia Winitzki e pela Victoria Ceridono (essas duas últimas de beleza). E ela é sempre grooossa, e eu amo revistas grossas ahhaha.

Já tinha folheado essa edição na Bienal, depois o Rogério Cavalcanti (top fotógrafo, que faz vários editoriais pro FFW, e que tem umas ideias muito incríveis) deu uma pro Romeu, falando que os editoriais tavam bem bons. E eu também gosto muito das matérias, e da parte de beleza, com uma seleção de produtos muito legal!

Eu descobri essa revista graças à Vic Ceridono, porque um dia fui na casa dela gravar um vídeo e ela tinha uma mega coleção! Depois, trocamos uns emails, e ela me falou que a Allure era uma das únicas revistas voltada especialmente pra beleza, com só um pouquinho de moda. Como eu estava começando a entrar no ‘núcleo’ de beleza do FFW, comprei pra dar uma olhada e VICIEI. As matérias são gostosas, os assuntos são legais, quem escreve ou quem dá depoimentos sempre tem coisas novas pra contar, e tem uma parte muito legal que chama “Insider’s Guide’, com várias dicas de “Como fazer” alguma coisa, tipo “Como comprar uma camisa branca” até “Como não me atrasar mais”, e as dicas são bem boas! O chato é que, como é uma revista importada, muiiiiitos dos produtos incríveis que eles comentam, não existem no Brasil ou custam mini-fortunas :~

A Nylon eu não lembro como conheci, só sei que é uma delícia. Ela é jovem, tipo da minha idade assim (oi, 20 anos!), e mistura moda e beleza (pra nossa faixa etária) com música, cinema, literatura. E a diagramação dela é linda! As matérias são muiito boas, e as capas sempre são ícones do povo jovem, assim como as entrevistas e matérias perfis. E eles sempre ligam maquiagem com filme, música, de um jeito tão legal! Vale a pena. Ah, e tem a Nylon Guys, que já tô tentando convencer o namorado a comprar haha. Ela também é importada, então tem a coisa chata de admirar mil coisas e não ter acesso a nada. Mas ok, assim pratico o auto-controle (hífen, sem hífen?)

A revista editada pela Leith Clark, ex-voguete, é, muito provavelmente, a revista mais girlie do planeta Terra. E só isso já é motivo para eu amá-la. Ela é bem diferente das demais, muito mais conceitual, a capa não tem chamada nenhuma, tem poucas propagandas, matéria de serviço é sempre em editoriais (vou postar logo logo uma), segue sempre um mesmo padrão. Enfim, parece mais um livro do que uma revista de moda. Por isso, eu acho, ela é semestral. Ah, as entrevistas são enooormes, uma delícia.

É claro que aí não estão todas as revistas que eu gosto, especialmente porque a Vogue Paris custa R$78 (isso todo mês, já pensou?), a Vogue Italia também beira a centena, e eu sou uma reles estagiária hahaha.

E é isso. O cartão de crédito não agradece o rombo na conta, mas minha peruice/inteligência/meninice sim. Eu ainda vou demorar para ler todas com calma, já que Fashion Rio e SPFW me deixaram fora do mundo, especialmente o acadêmico, e eu tenho muitas coisas a resolver, mas logo logo chegam as minhas (merecidas) férias da faculdade e eu vou ter tempo de ler tudo isso e mais um pouco.

Bisous ;*

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